Join us for the best summer yet!

Compreender o Espírito expande nossa capacidade de inspiração

Ideas de aplicação metafísica para a Lição Bíblica da Ciência Cristã sobre o tema

“O Espírito”
31 de julho a 6 de agosto de 2023

preparado por Christie C. Hanzlik, C.S,   de Boulder, CO, EUA

ccern@mac.com  +1(720) 331-9356  +1(630) 234-3987 christiecs.com

________________________________________________

 Abreviações: Bíblia JFA Revista e Atualizada – B; Bíblia na Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH; Nova Versão Internacional – NVI; Bíblia A Mensagem – MSG; Ciência e Saúde – CS ou C&S; Lição Bíblica – LB; Acampamento dos Cedros – CedarS

________________________________________________

Atualmente, estou atuando no CedarS como Praticista da Ciência Cristã do acampamento principal e temos uma temporada maravilhosamente repleta de campistas, funcionários e colaboradores adultos vibrantes e ativos. Enquanto pensava na Lição Bíblica desta semana sobre o Espírito, estava olhando para a área no meio do acampamento, observando as folhas das árvores balançarem suavemente ao vento, e isso me faz pensar: “De onde vem o vento?”. É claro que poderíamos responder a essa pergunta descrevendo os princípios meteorológicos relacionados às temperaturas flutuantes do sol, mas essa resposta não satisfaz muito a minha curiosidade sobre o primeiro momento em que houve vento… ou seja, quando ventou pela primeira vez. Isso me fez perceber que o vento – como a luz, o amor, a verdade, o bem – não tem começo.

Ponderar que o vento não tem começo pode nos ajudar a compreender o Espírito, o sinônimo de Deus que tem tudo a ver com inspiração, entusiasmo e conforto — o “sopro do Todo-Poderoso” que inspira, enriquece, encoraja, conforta e nos envolve. A palavra vento está ligada às palavras “respirar” e “inspirar”. A palavra “inspirar” vem de in- ‘para dentro’ + spirare ‘respirar’, então significa respirar ou soprar para dentro. A palavra “inspirar” originou-se como um termo relacionado a um ser divino que transmite uma verdade ou ideia a alguém. Simplificando, as palavras “Espírito”, “vento” e “respiração” compartilham raízes etimológicas.

O Espírito divino é a única fonte de inspiração e somos inspirados pelo Espírito. Ele é a fonte única de toda inspiração e não existe outra. O Espírito não tem começo. O Espírito, como o vento, não tem começo. O vento — ou inspiração que não tem começo — é um símbolo ou metáfora para o Espírito divino. Nesse sentido, o Texto Áureo, ou ideia principal da Lição Bíblica dessa semana, diz: “O Espírito de Deus me fez, e o sopro do Todo-Poderoso me dá vida” (Jó 33:4). Em outras palavras, o vento que sempre existiu e sempre existirá está constantemente inspirando, dando-nos vida.

A Leitura Alternada oferece vários exemplos de como o Espírito que não tem começo, e não o pensamento limitado, é nossa verdadeira fonte de sabedoria, fé, conhecimento, fala e verdade. Aquilo que é do Espírito é espiritual. Ou seja, espiritual significa originar-se do Espírito. Visto que o Espírito não tem começo, aquilo que é espiritual, do Espírito, também não tem começo.

 

Seção 1. Tudo é Espírito e espiritual

A citação de abertura na primeira seção é do livro de João e na versão da Bíblia King James, em inglês, pode parecer confusa porque diz: “Deus é um Espírito”, como se Deus fosse um em uma série de muitos espíritos. No entanto, a maioria das outras traduções da Bíblia omite a palavra em inglês “a” (um) e, em vez disso, diz: “Deus é Espírito” (Bíblia ARA, por exempl). Para mim, essas outras traduções tornam essa citação específica mais fácil de entender por que deixam claro que o Espírito divino é singular. A totalidade do Espírito torna impossível que o Espírito seja um em uma série… não há múltiplos espíritos. Há um só Deus, um só Espírito que é tudo. Em A Mensagem, que é uma interpretação e não uma tradução da Bíblia, Eugene Peterson interpreta a citação do Texto Áureo como: “Deus é Espírito, e quem o adora deve fazê-lo de maneira genuína, algo que venha do espírito, do mais íntimo do ser” (B1, João 4:24, A Mensagem). Em suma, o Espírito divino e sem princípio é a fonte singular de toda a existência.

Sempre que temos um tema da Lição Bíblica que é um dos sete sinônimos de Deus – a Vida, a Verdade, o Amor, o Espírito, a Mente, a Alma – substituir esse sinônimo por “Deus” conforme lemos pode funcionar bem. Por exemplo, na primeira seção, poderíamos dizer: “Viu [o Espírito] tudo quanto [o Espírito] fizera, e eis que era muito bom” (B2, Gênesis 1:26-31). (Observe que Princípio é um dos sete sinônimos, mas não está incluído como uma Lição Bíblica… você também pode substituir a palavra Princípio por Deus para expandir o significado das sentenças nas Lições.) A substituição por sinônimos também ajuda com as citações em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy. Por exemplo, considere a segunda citação na primeira seção: “Tudo no universo [do Espírito] expressa [o Espírito]. [O Espírito] inclui tudo e é refletido por tudo o que é real e eterno, e por nada mais” (CS2, p. 331). Usar a substituição por sinônimos durante a leitura pode manter nosso pensamento e inspiração estimulados e garantir que não sejamos levados a antropomorfizar a Deus. Em outras palavras, usar sinônimos enquanto pensamos em Deus pode nos impedir de pensar nEle como um ser humano.

Um termo ligado a Espírito é a palavra “espiritual”. “Espiritual” é frequentemente usado, mas raramente definido. Da forma como Mary Baker Eddy usa, espiritual significa derivado do Espírito. Em outras palavras, aquilo que deriva do Espírito é espiritual. Outros podem pensar no termo como relacionado a múltiplos espíritos e influências no mundo e usar o termo “espiritual” para significar derivado de espíritos, no plural ou de influências, no plural. Alguns podem dizer: “Sou um pensador espiritual” querendo dizer que se relacionam com muitos tipos diferentes de espíritos – como o panteísmo ou o espiritualismo que vê a divindade em objetos, formações rochosas naturais, árvores e assim por diante. Quando o termo “espiritual” é usado dessa forma, não está de acordo com a Ciência Cristã. Para ser preciso ao usar o termo “espiritual” na Ciência Cristã, “espiritual” refere-se apenas a um Espírito singular, um Deus singular que é a única Causa e Criador de tudo o que existe. Como indivíduos, nós derivamos do Espírito, então podemos dizer que somos espirituais. Não somos espíritos. Somos espirituais. Somos do Espírito, derivando de um Espírito singular. Como escreve Mary Baker Eddy, “[o Espírito] enche todo o espaço, e é impossível conceber tal onipresença e individualidade, senão como o Espírito infinito ou a Mente infinita. Portanto, tudo é o Espírito e tudo é espiritual” (CS2, p. 331).

A questão que coloquei anteriormente sobre a origem – ou causalidade – do vento está relacionada a esta ideia de Ciência e Saúde: “A causalidade espiritual é a única questão a considerar, pois mais do que todas as outras, a causalidade espiritual tem relação com o progresso humano. Esta época parece estar preparada para abordar esse assunto, para ponderar em certo grau a supremacia do Espírito e ao menos tocar a orla da veste da Verdade” (CS6, p. 170). Compreender a unicidade do Espírito torna a supremacia do Espírito mais fácil de entender. E relacionar esse conceito espiritual com a metáfora do vento que não tem começo pode ajudar a expandir nossa compreensão do Espírito com o conceito de eternidade. Em outras palavras, descobrir que o vento não tem começo e vê-lo como um símbolo do Espírito nos ajuda a refletir sobre a supremacia — e eternidade — do Espírito e a expandir nosso vislumbre da realidade substantiva.

 

Seção 2. Não há guerra

A segunda seção da Lição, pelo que entendi, é sobre a aparente guerra entre o Espírito e a carne. Poderíamos definir “carne”, um termo frequentemente usado na Bíblia, como um senso limitado da vida, que carece de inspiração ou alegria. O Espírito – a inspiração e o zelo do existir – com a “carne” como o seu oposto. A carne é um senso de existência limitado que tem fim e contrasta com o Espírito ilimitado, sem começo e sem fim. Mas, como escreve Mary Baker Eddy, “o Espírito não pode ter oposto” (Ciência e Saúde, p. 278). Em outras palavras, não há de fato nenhum oposto real ao Espírito. Não existe tal coisa como a ausência do Espírito porque o Espírito é tudo. Eu estava pensando sobre essa verdade – que o Espírito não pode ter oposto – enquanto considerava o vento como uma metáfora para o Espírito e percebi que não há oposto ao vento. Alguém pode querer argumentar que a quietude é um oposto, mas a quietude não age realmente contra o vento. A quietude não é uma força oposta ou opositora. Da mesma forma, não há força que possa agir contra o Espírito.

O autor de Romanos 7 e 8 escreve sobre o sentimento de estar dividido entre o Espírito e a carne: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço”. É como se o autor estivesse dizendo: “Pois eu sei que em mim (isto é, em meu sentido limitado e mortal de quem eu sou), não habita bem nenhum…”. O autor lamenta: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (B7, Romanos 7:18,19,24,25). Por fim, o autor conclui que, ao aceitarmos o caminho que Cristo Jesus ensinou, descobrimos: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós” (B8, Romanos 8:1,2,6,9).

Mary Baker Eddy descreve Cristo Jesus mostrando-nos o caminho para delimitar o Espírito e a carne. Ela explica: “Revestido em parte de uma forma humana (isto é, como parecia à vista mortal), concebido por mãe humana, Jesus foi o mediador entre o Espírito e a carne, entre a Verdade e o erro. Explicando e demonstrando o caminho da Ciência divina, ele se tornou o caminho da salvação para todos os que aceitaram sua palavra” (CS8, p. 315). Em outras palavras, Cristo Jesus nos mostrou o caminho para superar um senso limitado e mortal de nossa existência e para aceitar nossa plena realidade espiritual, derivada do Espírito. O Espírito não tem oposto. Como escreve Mary Baker Eddy: “O Espírito é a única substância, é o invisível e indivisível Deus infinito” (CS10, p. 335).

 

Seção 3. Existe um só Espírito

A terceira seção da Lição contém a história de Cristo Jesus curando um homem que parecia ser mentalmente insano, com múltiplas personalidades, descritas como espíritos imundos, dentro dele. O homem falou sobre si mesmo como se tivesse muitos espíritos dentro dele, dizendo a Jesus: “Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste para perder-nos?”. Mas Jesus não se deixou enganar e falou aos espíritos imundos, dizendo: “Cala-te e sai deste homem”. E os espíritos imundos deixaram o homem e ele ficou curado e em seu perfeito juízo (B9, Lucas 4:14,33-36). Para curar esse homem, Jesus viu além da aparência externa da desordem da identidade dele e sabia que não existem espíritos malignos nem múltiplos espíritos. O que parecia ser espíritos malignos eram simplesmente crenças malignas. Jesus via essas crenças com compreensão espiritual, ou seja, compreensão fundamentada na verdade de que toda a existência deriva de um Espírito singular, não de múltiplos espíritos. Como escreve Mary Baker Eddy: “Existem crenças no mal, muitas vezes chamadas espíritos maus; mas esses males não são o Espírito, pois no Espírito não existe o mal” (CS12, p. 206). Jesus não se deixou enganar pela sugestão de espíritos malignos, mesmo quando parecia que eles estavam usando o homem perturbado para falar com ele. Cristo Jesus demonstrou a unidade do Espírito expulsando a crença errônea de múltiplos espíritos e influências. Como explica Mary Baker Eddy, “O Cristo, a Verdade, foi demonstrado por meio de Jesus, para dar provas do poder do Espírito sobre a carne — para mostrar que a Verdade se manifesta por seus efeitos sobre a mente humana e o corpo humano, curando a doença e destruindo o pecado” (CS15, p. 316). A cura do homem perturbado por Cristo Jesus é um exemplo do poder do Espírito substituindo e eliminando uma falsa crença na carne, que dessa vez se manifestava como uma crença de insanidade mental. À medida que ganhamos uma noção mais clara de que o Espírito não tem oposto, que aquilo que aparece como matéria é apenas uma visão limitada, distorcida e confusa do Espírito, podemos curar como Jesus curou. Como escreve Mary Baker Eddy: “Eleva-te na força do Espírito para resistir a tudo o que é dessemelhante do bem. Deus fez o homem capaz disso, e nada pode invalidar a capacidade e o poder divinamente outorgados ao homem” (CS18, p. 393).

Observe que Mary Baker Eddy escreve que o Espírito não tem oposto, e ainda assim ela também diz que “…a matéria é o oposto do Espírito” (CS16, p. viii). Essas afirmações podem parecer contraditórias a princípio, mas não entram em conflito porque a matéria é simplesmente a visão limitada, distorcida e confusa do Espírito. Então a matéria não é real, é uma visão limitada do que é real. A matéria seria o oposto do Espírito se fosse real, mas como a matéria – uma visão limitada e distorcida – não é real, ela na verdade não é capaz de se opor ao Espírito. “O espírito é o real e eterno; a matéria é o irreal e temporal” (Ciência e Saúde, p. 468).

 

Seção 4. O Espírito preenche todo o espaço 

A quarta seção, pelo que entendi, nos lembra que somos preenchidos pelo Espírito — a inspiração do existir. Como lemos em 1 Coríntios: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (B10, 1Cor 3:16,18,19). Estamos imersos no Espírito, como uma gota d’água está unida ao oceano ou, talvez possamos dizer, como uma brisa está unida ao vento.

A seção quatro inclui a história de Cristo Jesus vendo a bondade em Zaqueu. Embora Jesus não tenha dito assim, foi como se ele visse que o Espírito de Deus habitava em Zaqueu e, ao ver Zaqueu dessa maneira, restaurou-o ao seu caráter pleno (B11, Lucas 19:1-10). A sinceridade de Zaqueu em subir na árvore para poder ver Cristo Jesus chamou a atenção de Cristo Jesus, e ele viu Zaqueu como se estivesse tentando alcançar as “coisas imperecíveis do Espírito”. Cristo Jesus viu Zaqueu avançando espiritualmente e esforçando-se para se firmar e que ele estava se adiantando cada dia um pouco na direção certa, até que finalmente complete seu percurso com alegria” (CS23, p. 21).

Pode ter sido tentador para os outros julgar que Zaqueu estava espiritualmente perdido, mas sua seriedade em buscar a Cristo Jesus demonstrou que ele estava disposto a perder um senso material – limitado e carnal – de si mesmo, a abandonar a crença errônea de que estava separado de Deus (o Espírito) e a sentir a energia divina do único Espírito singular. Ele estava disposto a abandonar o pecado – a crença de que estava separado do Espírito – e aceitar suas origens espirituais. Para encurtar (trocadilho intencional), Zaqueu estava disposto a aceitar sua verdadeira espiritualidade. Como Mary Baker Eddy escreve: “Pode o homem perder-se espiritualmente? Não, ele só pode perder o senso material. Todo pecado é da carne. Não pode ser espiritual. O pecado existe, aqui ou no além, apenas enquanto dura a ilusão de que haja mente na matéria. É o senso de pecado, e não uma alma pecadora, o que se perde. O mal é destruído pelo senso do bem” (CS20, p. 311). O aparente mal em Zaqueu foi destruído por um renovado senso do bem.

Independentemente de nossa estatura, cada um de nós pode alcançar novas alturas, como fez Zaqueu. Cada um de nós pode se esforçar para ter cada vez mais clareza a respeito da nossa verdadeira espiritualidade, de que somos derivados de um Espírito singular. Mary Baker Eddy nos dá uma maneira de medir, ou verificar, nosso progresso, quando escreve: “Para nos certificarmos de nosso progresso, precisamos saber onde estão nossos afetos e a quem reconhecemos e obedecemos como Deus. Se o Amor divino está se tornando mais próximo, mais querido e mais real para nós, então a matéria está se submetendo ao Espírito. Os objetivos que procuramos alcançar e o espírito que manifestamos revelam nosso ponto de vista e mostram o que estamos conquistando” (CS22, p. 239). Em outra passagem, Mary Baker Eddy escreve sobre nosso progresso espiritual passo a passo, que resulta em alegria: “Se o discípulo está se adiantando espiritualmente, é porque está se esforçando por entrar no reino espiritual. Ele se desvia constantemente do senso material e olha para as coisas imperecíveis do Espírito. Se for honesto, fará esforços sinceros desde o começo e se adiantará cada dia um pouco na direção certa, até que finalmente complete seu percurso com alegria” (CS23, p. 21).

 

Seção 5. Mergulhe no Espírito para sentir a inspiração completa do Espírito

A quinta seção inclui a história de Cristo Jesus curando a filha de Jairo. Jairo pediu que Cristo Jesus viesse à sua casa porque sua filha havia morrido. E Cristo Jesus, é claro, a ressuscitou. Quando chegou na casa de Jairo, Cristo Jesus presenciou a verdadeira espiritualidade da menina, viu que ela não era feita de carne, mas era espiritual e eterna. Ele demonstrou a expectativa de vida espiritual. Como escreve Mary Baker Eddy: “A supremacia do Espírito foi o fundamento sobre o qual Jesus edificou” (CS24, p. 138). Ele sabia que “A matéria não pode perder a vida, porque não a tem, e o Espírito nunca morre” (CS26, p. 275).

Antes de Cristo Jesus ressuscitar a menina dentre os mortos, ele mandou aqueles que não estavam preparados para testemunhar sua espiritualidade saírem da sala. Para mim, isso serve como um lembrete para que nos esforcemos para manter a mente aberta de alguém que teria permissão para ficar na sala e testemunhar a vida eterna. Em outras palavras, podemos nos perguntar: “Eu teria permissão para ficar na sala naquele momento?”. Talvez uma outra maneira de fazer essa pergunta seja: “qual dos meus pensamentos devo expulsar da sala?”. É claro que Cristo Jesus manteria a espiritualidade pura de cada um de nós na sala como testemunha da eternidade do Espírito, e podemos voluntariamente expulsar – ou expurgar – as crenças errôneas e  opiniões errôneas e inadequadas. À medida que expulsamos essas crenças erroneas, podemos simultaneamente reconhecer que estamos imersos na atmosfera do Espírito, como uma gota d’água é uma com o oceano. Como escreve Mary Baker Eddy: “Sintamos a energia divina do Espírito, que nos traz a uma vida nova e que não reconhece nenhum poder, mortal ou material, capaz de praticar destruição. Regozijemo-nos por estarmos sujeitos às divinas ‘autoridades que existem’. Essa é a verdadeira Ciência do existir” (CS29, p. 249).

 

Seção 6. O Espírito é consolo

Na semana passada, no CedarS, conversei com uma jovem campista, que veio ao centro de cuidados para descansar. Ela ficou relatando para mim seu amor pela Ciência Cristã porque isso lhe dá algo em que pensar quando enfrenta desafios. Perguntei-lhe qual era sua definição para a Ciência Cristã. Disse-lhe que eu mesmo não tinha uma resposta em mente, mas que queria saber o que ela pensava. Ela ponderou sobre a questão por mais ou menos um minuto e então disse: “A Ciência Cristã é consolo”. Achei sua resposta inspiradora porque ela estava descrevendo o Consolador — a Ciência do Cristo, o Conhecimento de como a consciência do Amor Divino funciona em nossas vidas. Cristo Jesus nos mostrou o caminho para a saúde incondicional — “o caminho, a verdade e a vida” — e também nos disse que receberíamos outro Consolador que habitaria conosco para sempre. Cristo Jesus explicou que o mundo – pensamento limitado – não pode receber o Espírito da verdade porque a visão limitada e distorcida não pode ver o Consolador. Mas podemos conhecer o Espírito da verdade porque ele habita conosco e em nós, e podemos ter certeza disso (B15, João 14:5,6,16-18). Embora o pensamento limitado e mortal às vezes pareça bloquear ou interromper nossa consciência do Consolador, não podemos realmente ficar sem o Consolador porque ele habita conosco e em nós.

À medida que ganhamos uma consciência cada vez maior do Consolador, andamos a passos cada vez mais largos no progresso espiritual. Como lemos em Gálatas: “Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (B17, Gálatas 5:25). Esse versículo deixa claro que não somos seres estagnados que apenas existem no Espírito, mas ao contrário, devemos também andar—progredir—no Espírito. Podemos ser como uma gota metafórica de água que é uma com o oceano, mas essa gota de água avança com a corrente do oceano e se expande em suas capacidades. Mary Baker Eddy deixou claro que a Ciência do Cristo — o conhecimento de como o Espírito divino opera em nossas vidas — é o Consolador. Ela explica: “Nosso Mestre disse: “Mas o Consolador… vos ensinará todas as coisas”. Quando a Ciência do Cristianismo aparecer, vos guiará a toda a verdade” (CS30, p. 271). Podemos nos esforçar e avançar constantemente em nossa compreensão do Espírito – a fonte de toda inspiração e consciência. Podemos aprender constantemente mais sobre o que é real e sem começo. Como escreve Mary Baker Eddy: “Aprendamos sobre o que é real e eterno, e preparemo-nos para o reino do Espírito, o reino dos céus — o reino e o governo da harmonia universal, que não pode estar perdido nem pode permanecer para sempre sem ser visto” (CS31, p. 208).

Quando percebermos que a Vida é Espírito – como Cristo Jesus demonstrou com a filha de Jairo, essa compreensãose expandirá em um senso cada vez maior de nossa identidade espiritual. Como explica Mary Baker Eddy: “Quando compreendemos que a Vida é o Espírito e nunca está na matéria nem é constituída de matéria, essa compreensão se expande até ser completa em si mesma, achando tudo em Deus, o bem, sem necessitar de nenhuma outra consciência. O Espírito e suas formações são as únicas realidades do existir. Quando aprendemos o caminho na Ciência Cristã e reconhecemos o existir espiritual do homem, vemos e compreendemos a criação de Deus — todas as glórias da terra e do céu e do homem (CS32, p. 264).

_____________

 

A equipe de tradução para o português é composta por Ana Paula Steffler, Elisabeth Zir Friedrichs, Laura Soriano Yawanawa, Leila Kommers, Martha Henriques, Miguel De Castro e Ovídio Trentini.

Os estudos metafísicos dos Cedros sobre o estudo diário da Lição Bíblica da Ciência Cristã, contendo ideias de aplicação metafísica, são oferecidos, durante todo o ano, para que os amigos da Ciência Cristã vejam e demonstrem o grande valor do estudo diário da LB.

Os Cedros são um suplemento para a LB. O estudo em inglês será publicado na 2a. feira no link https://cedarscamps.org/inspiration/

American Camp Association

MAIN OFFICE
(November - May)
410 Sovereign Court #8
Ballwin, MO 63011
(636) 394-6162

CAMP OFFICE
(Memorial Day Weekend - October)
19772 Sugar Dr.
Lebanon, MO 65536
(417) 532-6699

Support our mission!

CedarS Camps

Back
to top