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CIÊNCIA CRISTÃ – LIÇÃO BÍBLICA

[“Volte-se para a luz do Cristo e encontre a vida!”]

“Período de experiência após a morte”
18 a 24 de abril de 2022

Estudo preparado por:

John & Lindsey Biggs, CS          de Maryland Heights, MO, EUA 

+1(541) 418-1176 johnbiggscs@gmail.com     &   +1(541)460-3515 biggs.lindsey@gmail.com      

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Abreviações: Bíblia JFA Revista e Atualizada – B; Bíblia na Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH; Bíblia A Mensagem – MSG; Ciência e Saúde – CS ou C&S; Lição Bíblica – LB; Acampamento dos Cedros –  CedarS

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Introdução

A vida e a luz são temas importantes ao longo da Bíblia, e a luz espiritual desempenha um papel essencial em trazer cura à nossa experiência. A luz proporciona iluminação, esclarecimento, clareza espiritual, compreensão espiritual, revelação, harmonia e alegria. Deus é a luz em cuja “luz vemos a luz” (Salmos 36:9). A luz do Cristo nos mostra o que é real e verdadeiro. De Elias ascendendo aos céus a Paulo restaurando a vida de Êutico, esta Lição está cheia de histórias inspiradoras sobre o poder e a presença de Cristo – a luz da Vida, da Verdade e do Amor – para curar, revigorar, elevar e salvar.

 

Texto Áureo. Deus é a luz que brilha em nós.

Isaías 9:2: “O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz”.

Deus é a própria luz!   

 

“…Deus é luz, e não há nele treva nenhuma” (1 João 1:5).

 

Deus nos dá luz – iluminação, entendimento, revelação, orientação, elevação e direção. Então, se as coisas parecerem sombrias, abstratas etc., volte-se mais na direção da luz!

A simplicidade do Cristo está aqui, e pronta para mostrar nossa verdadeira natureza espiritual e revelar quem realmente somos! Somos “filhos da luz”! Aqui estão mais algumas referências:

 

“Enquanto tendes a luz, crede na luz, para que vos torneis filhos da luz” (João 12:36).

“Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” (Efésios 5:8).

“Porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas” (1Tessalonicenses 5:5).

 

É natural, para nós, respondermos à luz. Assim como as plantas se voltam na direção da luz do sol. Somos como elas, com uma receptividade natural que nos move na direção da luz do Cristo. O Cristo, a Verdade, é natural, normal e inerente a nós! É natural nos sentirmos próximos de Deus. Isso nos dá a estabilidade, a segurança, a beleza, a vida, a saúde, a alegria e o suprimento de que precisamos!

 

“Isso mostra também que não há lugar onde a luz de Deus não seja vista, porque a Verdade, a Vida e o Amor preenchem a imensidade e estão sempre presentes” (Ciência e Saúde, Mary Baker Eddy, p. 504).

 

Leitura Alternada. O amor de Deus sempre satisfaz.

O Salmo 27 é lindo! Deus é nossa luz, nossa salvação e nossa força!

 

“Uma coisa peço ao Senhor, e a buscarei: que eu possa morar na Casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor e meditar no seu templo” (Salmos 27:4).

 

Não é isso tão sagrado, e puro? Esse único desejo, de contemplar a Deus e habitar para sempre na Sua “casa”, só pode vir de “experimentar” e “ver” verdadeiramente o quanto Deus é bom. Não há qualquer satisfação na matéria. Não há nada mais bonito, duradouro ou sanador do que perceber a realidade divina e habitar na casa, ou na consciência, do Senhor. 

 

Lar é a consciência do bem

Que nos mantém no seu abraço

A luz firme que nos conforta

Em todo caminho, passo a passo

(Hinário da Ciência Cristã, Hino 497, [tradução livre])

 

Nosso “lar” de verdade (morar na Casa do Senhor) é onde nos sentimos seguros e amados. É a consciência espiritual onde todos nós habitamos verdadeiramente. É sempre belo, harmonioso, abundante e alegre. É o lugar mental de tranquilidade e realidade espirituais onde estamos seguros e protegidos, como ideias de Deus – sempre unidos com nosso Pai-Mãe Amor. Existe algo que satisfaça mais? Não, nem poderia. Como o Espírito é tudo, a matéria não está incluída nessa criação. Esse terreno do Espírito inclui todo suprimento, alegria e satisfação de que podemos precisar.

 

“Fartam-se da abundância da tua casa, e na torrente das tuas delícias lhes dás de beber” (Salmos 36:8).

 

É o único lugar onde habitamos verdadeiramente. E ao nos abrirmos nessa luz, contemplamos cada vez mais essas visões espirituais da realidade divina nas nossas orações.

Do comentário Bible Lens [tradução livre]:

 

“Outro comentarista observa que estar no “recôndito no seu tabernáculo” (Salmos 27:5) traz o doce significado de um convidado que ganha acesso aos cômodos mais privativos: ‘Ele não só o admitiria nas suas instalações; …mas nos aposentos privativos –  o lugar para onde Ele Mesmo Se retirou para estar sozinho, e onde nenhum estranho nem mesmo alguém da família, se aventuraria a entrar…’”

 

O Salmista pede expectante, esperando por Deus, como um segundo estudioso sugere (Salmos 27:14): “Espere na sua porta com oração, a seus pés com humildade; à sua mesa com serviço, à sua janela com esperança” (Bible Lens, Christian Science Sentinel, [tradução livre]). 

 

Seção 1. Simplesmente louvar a Deus.

“Exaltar-te-ei, ó Deus meu e Rei; bendirei o teu nome para todo o sempre” (B1, Salmos 145:1).

 

Exaltar: louvar, exaltar com louvor; magnificar (Webster Dictionary 1828 – Dicionário Webster 1828, [tradução livre]).

Sentimo-nos tão bem louvando a Deus! Nossos corações e mentes se abrem em gratidão! Somos preenchidos com luz e as nuvens do erro são afastadas.

Você cantou recentemente o hino 595? O autor dele nos diz que o louvor a Deus é uma oração simples que podemos fazer a qualquer hora, em qualquer lugar, e que ela traz a coragem, o conforto e a quietude de que precisamos.

Esse é o refrão:


“Louvar ao criador. Tudo em mim deixar cantar

É o que sou levado a fazer

E conforto se seguirá

E coragem se seguirá

E quietude se seguirá

(Hinário da Ciência Cristã, Hino 595, [tradução livre])

 

Podemos exaltar, louvar e magnificar o nome de Deus para sempre. E por que fazemos isso? Porque “O Senhor é bom para todos, e as suas ternas misericórdias permeiam todas as suas obras”
(B1, Salmos 145:9).

“A ternura acompanha toda a força que se origina do Espírito” (Ciência e Saúde, Mary Baker Eddy, p. 514). Isso nos lembra da natureza gentil e forte de Deus. 

É importante lembrar que Deus é bom! Deus não envia o mal, a doença etc., então eles não têm autoridade real. Despertar para a realidade significa lembrar quem e o que somos como imagem e reflexo de Deus, e a autoridade que Cristo Jesus veio para nos mostrar.

 

“Às vezes somos levados a crer que as trevas sejam tão reais como a luz; mas a Ciência afirma que as trevas são apenas um senso mortal de ausência da luz, à chegada da qual as trevas perdem a aparência de realidade” (CS 2, p. 215). 


Seção 2. Mantenha em pensamento o modelo perfeito, e depois vá e faça o mesmo.

 “São muitas, Senhor, Deus meu, as maravilhas que tens operado e também os teus desígnios para conosco; ninguém há que se possa igualar contigo. Eu quisera anunciá-los e deles falar, mas são mais do que se pode contar. …’guardem-me sempre a tua graça e a tua verdade’” (B6, Salmos 40:5, 11).

 

Do Dicionário Webster de 1828, [tradução livre]:

Preservar: Manter a salvo de lesão ou destruição; defender do mal. Defender, sustentar. Salvar da decadência; manter em estado sadio. Manter a salvo ou defender da corrupção.


“…guardem-me sempre a tua graça e a tua verdade.” (B6)

 

Elias certamente demonstrou o poder de sua consagração a Deus para preservar a vida: de eliminar a adoração a ídolos, a ser suprido por corvos no deserto e a ascender aos céus. Não é de admirar que Eliseu, seu aluno, assistente e sucessor quisesse ser testemunha do que Elias estava por fazer. Sua lealdade me lembra um pouco de Rute, “…porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus” (Rute 1:16).

Elias prometeu que se Eliseu visse sua ascensão aos céus, receberia porção dobrada do Espírito que estava com ele. Os dois cruzam juntos o rio Jordão, depois que Elias divide as águas para poderem passar com mais facilidade. E lá, Elias é tomado por cavalos e carruagens de fogo, ao que Eliseu assiste. Aparentemente, os outros profetas do local também sabiam que Elias estava se preparando para partir, já que ficaram distantes. Depois que Elias parte, Eliseu leva seu manto para ver se o Espírito estava com ele. Ele invoca o nome de Deus para dividir as águas e cruzar de volta o Jordão com o manto de Elias, e as divide. Curiosamente, os outros profetas querem procurar por Elias para ver se o Espírito o havia deixado numa montanha próxima. Eliseu sabe que eles não precisam procurar por ele, mas eles vão mesmo assim. É claro que não conseguem achá-lo, e Eliseu começa seu novo ministério imediatamente (B8, 2Reis 2:1-11).

O manto ou capa de Elias simboliza sua autoridade espiritual. Ele o usou para conferir o ofício profético a Eliseu (1Reis 19:19), e mais tarde Eliseu o utilizou para dividir o rio Jordão (2Reis 2:13,14). Comunidades de profetas haviam se estabelecido em Betel e Jericó, lugares que Elias visita na sua jornada de despedida (2Reis 2:2-5). Os cinquenta profetas mais novos, que esperavam testemunhar a partida de Elias, mostram respeito ao manter distância… Há novamente uma visão de carros e cavalos de fogo em Dotã, em resposta à oração de Eliseu quando os sírios cercaram a cidade (2 Reis 6:17) (Bible Lens, Christian Science Sentinel, [tradução livre]). 


“Eliseu é aqui apresentado como sucessor do espírito de Elias. Ele recebeu não apenas o seu manto, com poderes místicos, mas também o legado de um primogênito, a porção dobrada do seu espírito. Ele se torna então o líder dos grupos de profetas” (The Interpreter’s One-Volume Commentary on the Bible, p. 197, [tradução livre]).

 

Eliseu é prova de manter aquele “modelo perfeito” (CS10, p. 407) no pensamento. Ele mantém o modelo de Elias literalmente à vista, não saindo do seu lado enquanto estava com ele, e conserva esse modelo espiritual e mentalmente depois que Elias ascende, e continua a seguir a Palavra de Deus.

Às vezes, todos nós precisamos de um modelo! Algo a que nos apegarmos, algo a se buscar, para nos mostrar o bem que é possível. Podemos ter pessoas na nossa vida que representem esse papel, ou talvez o próprio Cristo Jesus seja esse modelo para nós. Apegar-nos a um modelo verdadeiro ajuda a elevar o pensamento. Deixa entrar a luz do Cristo na nossa consciência e nos dá visões mais puras e sagradas.

Em outra parte de Ciência e Saúde, Mary Baker Eddy fala sobre isso novamente: “Precisamos formar modelos perfeitos no pensamento e contemplá-los continuamente, senão nunca os esculpiremos em uma vida sublime e nobre” (CS, p. 248).

 

Seção 3. A luz da compaixão.

Em Lucas 7, e aqui na citação B7, lemos sobre a história da “viúva de Naim”. Perceba como há referências à mãe nesta passagem: “Como se aproximasse da porta da cidade, eis que saía o enterro do filho único de uma viúva; e grande multidão da cidade ia com ela. Vendo-a, o Senhor se compadeceu dela e lhe disse: Não chores! Chegando-se, tocou o esquife e, parando os que o conduziam, disse: Jovem, eu te mando: levanta-te! Sentou-se o que estivera morto e passou a falar; e Jesus o restituiu a sua mãe”.  

Jesus ficou comovido pelo luto da mãe, e a Bíblia registra que ele teve compaixão por ela. A palavra “compadeceu”, no versículo 13, é a mesma que Lucas usou na parábola de Jesus sobre o bom samaritano, quando este vê um homem ferido num fosso, e também o termo usado para a reação do pai na parábola do filho pródigo quando ele retorna à casa. “Em todos os três casos, a reação é uma resposta a uma perda ou morte presumidas; sinaliza a direção a restaurar a integridade” (Short Stories by Jesus, by Amy-Jill Levine, p. 95 – Histórias curtas de Jesus, de Amy-Jill Levine). 

Essa é a ação do Cristo, a ação iluminadora da luz de Deus: quando ilumina a integridade sempre intacta e a unidade de Deus e o homem, o senso humano sofredor das coisas é redimido e curado, e um senso mais claro da plenitude que já está presente é restaurado. Em outras palavras, a luz do Cristo não é só ter “pensamentos felizes”. É transformar ativamente nosso senso das coisas, e permitir que vejamos o que Deus já fez. Lembra de quando você foi acordado por um raio de luz que passou pela sua janela. Essa luz não mudou o sonho que você poderia estar tendo; em vez disso, ela o acordou para o que já era real. Da mesma forma, a luz do Cristo revela o que Deus já fez – incluindo Sua obra perfeita e a criação do homem – e transforma e desperta nosso senso das coisas para vermos essa verdade presente. 

A cura – a revelação do que Deus já fez – é o resultado. Não porque a morte foi convertida em vida, mas porque a Vida e sua expressão nunca deixam sua natureza fundamental de Vida. Quando vemos discórdia ao nosso redor, podemos ser movidos por essa mesma compaixão, não apenas pena de uma situação triste, mas a compaixão que vê com Amor, que vê o Amor e Sua expressão, sempre unidos e completos.

 

Seção 4. Ver o que realmente está acontecendo.

A salvação de Deus é tudo o que realmente acontece nesta seção, não é? É fácil se deixar levar pelos aborrecimentos que os apóstolos tiveram e pode ser tentador resmungar sobre as atitudes dos vários grupos que tentaram se opor aos apóstolos (B13, Atos 13:1,43 e B14, Atos 14:1,2,5–7,19,20). Não deveríamos, no mínimo, ficar com raiva das pessoas que apedrejaram Paulo? Eles realmente o machucaram! Bem… sim, essa é a história de uma perspectiva. Mas de outra perspectiva – a perspectiva de Deus – vemos coragem, fidelidade, persistência e salvação. Isso é o que realmente aconteceu, não é? A mensagem dos apóstolos foi ouvida, vidas foram mudadas e os apóstolos continuaram sendo fiéis à natureza ativa de seu chamado e missão. 

É muito ruim quando as pessoas o ignoram ou ‘usam você com maldade’, para usar a linguagem da Bíblia, quando tudo o que você está tentando fazer é compartilhar algo que você ama – seja um hobby, uma nova ideia ou o evangelho. E quanto mais você se importa com o que está tentando compartilhar, mais tentador fica se sentir magoado quando as pessoas parecem não se juntar a você para se importar. Vários anos atrás, eu estava participando de uma feira inter-religiosa em um campus universitário. Esse evento foi projetado para apresentar grupos religiosos locais à comunidade do campus, para que esses alunos e professores pudessem estar cientes de, onde poderiam ser bem-vindos. Durante esse evento, também gostei de conversar com representantes de outras comunidades religiosas. Esse evento foi uma coisa bem legal, em parte porque os representantes foram proibidos de tentar fazer proselitismo ou de outra forma “fazer convertidos”; tudo para o que estávamos lá era para apresentar nossas respectivas comunidades de fé aos alunos e professores.

Bem, acabei entrando em uma conversa com um membro de outro grupo religioso e depois de um tempo acabou parecendo uma conversa realmente desafiadora. Estávamos compartilhando ideias um com o outro, e eu estava me sentindo frustrado porque o cavalheiro não parecia estar abordando nossa conversa de um ponto de vista honesto – ele apenas parecia querer fazer proselitismo e me convencer de que sua fé era a mais correta e inclusiva de todas. Isso é muito bom, mas parecia estranho ser criticado em vez de educadamente falar!

Bem, de qualquer forma, chegamos a um ponto em que estávamos falando sobre como oramos em nossas diferentes religiões e ele perguntou se poderíamos orar em silêncio juntos por um pouco. Eu disse: “Sim, por favor!” e comecei a orar. Imediatamente, tive a certeza do amor de Deus por esse homem. Eu não estava orando especificamente por ele, mas simplesmente recebi a certeza incontestável do amor de Deus. Fiquei tão feliz em ouvir isso! Minhas preocupações sobre nossa conversa estranha desapareceram completamente e eu estava muito presente, bem ali com esse homem e com Deus. Quando abri meus olhos, eu o vi olhando para mim, e ele exclamou: “Minhas costas não doem mais!”. Ele não mencionou nada sobre isso durante nossa conversa, mas disse que quando começamos a orar juntos, ele sentiu uma onda de paz passar por ele e se livrou de uma dor nas costas consistente que vinha tendo. Eu disse como estava feliz e comentei que o Amor divino era um poder verdadeiramente sanador. Ele sorriu e concordou, e sinceramente me agradeceu por orar com ele e compartilhar ideias com ele.

Uau – eu não pensei que ele tivesse ouvido nada do que eu disse, e eu certamente não tinha orado especificamente por ele, mas a presença e o poder do Amor testemunharam o trabalho do Amor e os filhos do Amor, e o Amor foi sentido. À medida que continuei a considerar essa experiência, fiquei realmente comovido com a forma como o Amor me curou também – me curou de ressentimento, aborrecimento e mesquinhez. Tudo o que aconteceu naquele dia foi a salvação do Amor. Não havia outra história que valesse a pena guardar.

 

Seção 5. Amar não culpar.

Poderia ser tentador culpar alguém quando somos confrontados com uma situação difícil. Por exemplo: 

Ah, Êutico. Muito entediado para ficar acordado durante o sermão inspirador? Ficou acordado até tarde na noite anterior? E agora você caiu, gravemente ferido, talvez morto. Se ao menos você tivesse prestado mais atenção! (B17, Atos 17:7-12)

Ou…

Ah, Paulo. Tão empolgado com sua própria conversa que você continuou falando, e falando, e falando. Sim, é tudo bom e verdadeiro… mas você tinha que falar tanto? Você não poderia ter simplificado? Isso teria ajudado Êutico (e quem sabe quem mais) a ficar acordado.

Ou…

Que coisa triste, que a comunidade permitiu que esse jovem caísse. Alguém deveria estar lá com ele, visto que ele estava sonolento e incoerente! Alguém deveria tê-lo pego! Onde estavam aqueles que conheciam melhor a Êutico? Por que eles não poderiam ter ajudado? 

É muito fácil culpar alguém quando as coisas dão errado. O motivo às vezes é bom; queremos saber o que aconteceu e por que, para que não aconteça novamente. Mas culpar realmente ajuda? 

Culpar dessa maneira realmente desvia do coração da história: não importa o que aconteça, a Vida é expressa e a expressão da Vida é salva de qualquer crença na cessação ou morte.

Uma vez que a Bíblia é “um mapa da vida” (CS, p. 24), então ela absolutamente oferece uma visão de cada arena em que podemos nos encontrar. Certamente há muitas situações em que possamos entrar, nas quais sejamos tentados a culpar, encontrar falhas ou qualquer outra coisa que não seja a cura. Então, acredito que esta história ajuda a nos mostrar a saída dessas tentações, lembrando-nos do que é a verdadeira substância de nossas vidas. Ao ler esta história, não nos distraímos com esses pontos de vista estranhos que listei acima; da mesma forma, não precisamos nos distrair com pontos de vista divergentes e alegações de separação em nenhum aspecto de nossas vidas. 

Lembro-me de uma breve experiência que tive há algum tempo. Eu estava visitando a fazenda do meu tio na África do Sul e me tornei amigo de alguns dos trabalhadores rurais que eram em sua maioria Xhosa. Perguntei se poderia me juntar a eles em suas partidas semanais de futebol contra fazendas vizinhas, e fui imediatamente rejeitado. Ficou claro a partir do rumo que a conversa tomou que isso tinha sido uma coisa inapropriada para eu perguntar. Ferido, mais tarde perguntei ao meu primo o porquê dessa reação, e ele disse que era só porque eu fazia parte da família do patrão, e esses jogos de futebol eram apenas para os trabalhadores. Bem, passei uma boa parte do dia tentando considerar as coisas da perspectiva deles e, embora pudesse entender o desejo de manter algo especial que era apenas para um grupo, não gostei de fazer tanto esforço para tentar comprar o que era essencialmente uma divisão racial e baseada em classes; este querido país já estava farto disso! O que me ocorreu enquanto orava no final do dia, porém, era que eu poderia realmente deixar toda a bagunça para trás. 

Claro, é bom entender de onde as pessoas estão vindo – não ignorando a história ou o contexto, – mas neste momento em particular, meu único papel era apenas ver como eu poderia amar mais e como eu poderia olhar mais para Deus. Isso foi realmente libertador para mim, porque eu não queria apenas “conseguir o que eu queria” sem levar em conta os sentimentos dos outros. Fiquei tão feliz por ter essa visão do meu papel adequado – estar apenas à procura do amor. E foi tão divertido porque na semana seguinte, um dos trabalhadores de quem eu me tornei amigo estava correndo, e ele me viu sentado na varanda e chamou para ver se eu poderia me juntar a eles para o jogo, já que faltava um homem. Recebi alguns olhares engraçados quando entrei em campo, mas nos divertimos muito. Depois, os capitães das equipes disseram que estavam muito felizes por eu ter me juntado a eles e que eu seria bem-vindo pelo resto do tempo que estivesse lá. Para mim, a cura não foi jogar futebol; a cura foi que nossos pontos de vista foram todos elevados da mágoa da falta de comunicação para a renovação do Amor vivido. 

Quer estejamos ajudando na criação de alguém, de famílias ou na construção de pontos de vista, é um prazer estar focado exclusivamente no poder transformador e curativo do Amor.

 

Seção 6. Ver o que nos deu.

“Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação” (B21, 2Tim 1:7).

 

O que Deus nos deu, é tudo o que recebemos. Pense em um sorriso, é a expressão de felicidade; pense em uma música, é a expressão de um cantor; pense em uma pintura, é a expressão de um artista. A expressão é o que acontece naturalmente porque o Criador existe. A expressão é como uma emanação, um fluxo, o resultado da existência do criador. Então, você é o que acontece porque Deus existe. O que Deus deu, então, é de vital importância – e devemos ser capazes de saber o que nos foi dado. 

O conhecimento é um dos efeitos fundamentais da luz, não é? Se eu acender a luz do meu quarto, posso ver onde está a cômoda para não esbarrar nela e posso interagir efetivamente com as coisas. Da mesma forma, uma razão pela qual muitas pessoas não gostam de andar na floresta à noite é porque você não pode ver muito bem e então uma imaginação superativa pode assumir e nos fazer pensar que cada pequeno barulho é porque tem ALGO lá. A propósito, é assim que o medo e o hipnotismo funcionam, dando sugestões do que pode ser, e às vezes as pessoas esquecem que só porque algo é apresentado ou sugerido para nós, não significa que essa coisa seja real. 

E é por isso que a luz de Cristo nos salva: mostrando-nos o que Deus está fazendo e o que Deus já nos deu permanentemente. Na presença de Cristo, não pode existir escuridão, mágoa ou medo. Cristo ressuscitou e está aqui – a ação de Deus abraçando para sempre o homem – e este Amor vivido cura e revela a segurança eterna do homem em Deus. Pela luz de Cristo, recebemos o verdadeiro conhecimento do que realmente está acontecendo. Não precisamos temer o que pode vir; estejamos aqui, com Deus, na luz de Seu Cristo, olhando somente para Ele por quem e como somos. 

Espero que gostem deste poema “Artistas para Deus: Salmo” de Godfrey John, CSB (de sua coleção de poemas e ensaios chamada Five Seasons). Acho que fala da alegria e vivacidade sem fim que esta Lição Bíblica inspira.

 

Artistas para Deus: Salmo

por Godfrey John, CSB

 

Vocês não são filhos de uma Alma,

feito à imagem de Deus?

A mão dele move a sua

para testemunhar Sua criação.

Agora todos vocês são artistas para Deus.

Fale em parábolas de luz;

escrever que os homens podem sentir alegria

andando sobre as águas, levantando-se.

Estas palavras em você são obra dEle.

Toda hora

A Alma traz ao seu coração um despertar, um frescor

modelagem de Seu amor;

A Alma planta desejos puros ao longo de seus dias.

E não haverá noite em toda a sua vida.

Teus pés farão faíscas na rocha,

Pois a Alma é a força do seu horizonte.

Mesmo agora você está na ressurreição da ternura:

suas sombras serão longas e frias

ao meio-dia do Filisteu.

Eis os guardiões de Sua Palavra.

A Alma derrama Sua visão diante de seus olhos que se abrem;

a interpretação de sua mão será

o desígnio de Sua vontade sobre a tela da manhã.

Por causa do seu louvor eles se lembrarão.

Seus dias continuamente romperão em folhas novas

como o riso de homens agradecidos.

E nenhuma de suas obras perecerá.

 

[Tradução livre]

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A equipe de tradução para o português é composta por Martha Henriques, Laura Soriano Yawanawa, Ovídio Trentini, formatação de Ana Paula Steffler e revisão geral de Miguel De Castro. Visite o site Associação dos Alunos de Ciência Cristã do Professor Orlando Trentini, CSB. Ali você encontrará esta tradução e as anteriores para estudo, podendo baixar e partilhar esse copo de água fresca com seus amigos.

Os estudos metafísicos dos Cedros sobre o estudo diário da Lição Bíblica da Ciência Cristã, contendo ideias de aplicação metafísica, são oferecidos, durante todo o ano, para que os amigos da Ciência Cristã vejam e demonstrem o grande valor do estudo diário da LB.

Os Cedros são um suplemento para a LB. O estudo em inglês será publicado na 2a. feira no link https://cedarscamps.org/inspiration/

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