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CIÊNCIA CRISTÃ – LIÇÃO BÍBLICA

[Como você mostra seu amor a Deus?]

06 a 12 de julho de 2020

O Sacramento

Estudo preparado por:

Christie C Hanzlik, CS • Boulder, Colorado, EUA

ccern@mac.com • +1.720.331.9356 • christiecs.com

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Abreviações: Bíblia JFA Revista e Atualizada – B; Bíblia na Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH; Bíblia A Mensagem – MSG; Ciência Cristã – CC; Ciência e Saúde – CS ou C&S; Lição Bíblica – LB

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Introdução

Neste Estudo Metafísico do Cedros (MET) para a Lição Bíblica sobre “O Sacramento”, vou compartilhar algumas ideias que me ocorreram. Tenho certeza de que vocês terão suas próprias inspirações e espero que se sintam à vontade para compartilhá-las comigo.

O Sacramento é muitas vezes descrito como “sinal visível da graça interior”. Defino ‘graça’ como o sentimento de amor e aprovação do Pai-Mãe Deus, mesmo que pensemos não necessariamente merecê-los. Graça é o oposto de ‘vergonha’. A graça cura. Esses ‘sinais de graça interior’ na igreja protestante incluem batismo e tomar a Santa Ceia. Essas são cerimônias que têm intenção de mostrar dedicação a Deus.

Na versão atualizada que enviei depoisnão teinha este parágrafo.Texto Áureo e Leitura Alternada

O TA desta semana me faz pensar no sacramento como um tipo de jornada, como se usássemos os atos sacramentais para ampliar e explorar nosso amor a Deus. Lemos no TA (Núm. 10:29): “… Estamos a caminho do lugar do qual o Senhor falou: eu vo-lo darei”. Em outras palavras, estamos a caminho de uma compreensão mais profunda da proximidade do Amor divino.

A LA trata da origem e do significado do termo Páscoa, que é uma palavra de raiz hebraica que descreve a libertação dos israelitas da décima praga que Deus enviou aos egípcios para puni-los [por não libertar os israelitas da escravidão]. De acordo com o livro do Êxodo, Deus disse aos israelitas que sacrificassem um cordeiro e usassem o sangue para marcar suas portas, e então Deus saberia quais casas poupar ao enviar as pragas.

A história bíblica apresenta Deus sob uma lente estreita e distorcida. No livro do Êxodo, Deus é muitas vezes um Deus antropomórfico e punidor. É um livro que se passa no início da época em que os israelitas estavam aprendendo a respeito de Deus… estavam começando a elaborar o conceito do monoteísmo, e ainda não tinham tido uma demonstração plena do Cristo (a consciência de que Deus é o bem único).

A história trata, de fato, dos israelitas obtendo um vislumbre de Deus como protetor. Em pouco tempo, esse Deus ”ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem, para guiá-los no caminho” e mostrar-lhes como escapar não só da escravidão, mas também para escaparem de uma visão limitada do que Deus é (LA, Êxodo. 12, e Números. 10).

Seção 1. Os Sacramentos nos lembram para sermos gratos.

A primeira seção da lição desta semana abre com Moisés lembrando os recém libertados filhos de Israel para que sejam gratos. Diz Moisés: “Lembrai-vos deste mesmo dia, em que saístes do Egito, da casa da servidão, pois com mão forte o SENHOR vos tirou de lá” (B1, Êxodo. 13:3). No versículo seguinte, que não consta da lição, Moisés pede ao povo que mostre seu amor e obediência a Deus, comendo só pão não levedado (pão asmo). Obediência a essa lei dietética tornou-se, assim, um sacramento, ou “um sinal visível de graça interior”, por meio do qual o povo judeu poderia mostrar sua gratidão.

E a primeira sessão prossegue com a história de Moisés guiando os Filhos de Israel para fora da escravidão—tanto dos egípcios quanto de um falso senso de Deus. E a sessão inclui o relato de Deus separando o Mar Vermelho para permitir que Moisés e os filhos de Israel escapassem.

Como Mary Baker Eddy diz em Ciência e Saúde: “Moisés fez progredir uma nação até a adoração de Deus em Espírito em vez de [uma visão limitada do mundo], e mostrou as grandiosas capacidades humanas do existir, outorgadas pela Mente imortal” (CS1, p. 200).

Ela descreve o Mar Vermelho como “o sombrio fluxo e refluxo do medo humano” (CS2, p. 566). Esse “sombrio fluxo e refluxo das marés do medo humano” é o que Deus estava dividindo, liberando um caminho para eles. Para mim isso é similar à ideia que o Salmo 23 diz do Pastor que nos protege quando “andamos pelo vale da sombra da morte”.

MBEddy oferece uma definição de “Filhos de Israel”. Gosto de pensar que essa definição serve para cada um de nós que tenha passado por uma situação difícil. Diz: “FILHOS DE ISRAEL. Os representantes da Alma [divina], não do senso [baseado no corpo]; os progênitos do Espírito [divino], os quais tendo lutado contra [mentiras], [o sentimento de estar escravizado pelo negativismo] e o senso [limitado] são governados pela Ciência divina” (CS3, p. 583).

A história dos filhos de Israel mostra basicamente que o escapar da escravidão e descobrir o Amor divino ocorrem simultaneamente. À medida que descobrimos cada vez mais sobre o Amor divino, simultaneamente vamos descobrindo liberdade de limitações.

Seção 2. Pratique a justiça, ame a misericórdia e ande humildemente.

A segunda seção começa com o livro de Miquéias declarando corajosamente que holocaustos e sacrifícios de bezerros jovens não comprovam nosso amor a Deus. Em vez disso, ele declara, “é isso o que [o Amor] pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus” (B3, Miquéias 6).

O sentido correto de sacrifício—sacrificar ou livrar-se daquilo que nos afasta do bem—é um bom sacramento—um sinal visível de graça interior. O mero ritualismo não demonstra nosso amor a Deus/o Amor/a Verdade.

Mas o que podemos fazer para honrar a Deus, para honrar a Verdade divina? É confortador saber, que mesmo hoje em dia, …milhares de anos depois… a resposta continua sendo a mesma. Honramos a Deus quando praticamos a justiça, amamos a misericórdia e andamos humildemente.

Mary Baker Eddy acrescenta outros meios de honrar a Deus. Ela mostra que podemos “renunciar a toda sensação, afeto e adoração meramente materiais” e em vez disso empenharmo-nos em amar a Deus de todo o nosso coração, de toda a nossa alma e de todo o nosso entendimento (CS4, p. 9).

Aqui o termo sacramento não se refere a um ritual. É um empenho diário, uma busca por um amor mais profundo, mais significativo pelo bem. Podemos perguntar-nos: “Como estou demonstrando o meu amor a Deus?”.

Seção 3. O batismo é a purificação humilde.

A terceira seção inclui a história de quando Jesus é batizado por João Batista. O batismo na água é um sacramento que significa purificação. Embora Cristo Jesus tenha sabido que a água não era o que o tornava puro, ele ainda pediu para ser batizado.

Submeter-se a ser batizado por outra pessoa é uma coisa muito humilde de se fazer. O diálogo entre João e Cristo Jesus mostra isso. Jesus pede que João o batize, e João diz: "Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?". Isso mostra que João já podia ver a pureza de Jesus. E Jesus diz, basicamente, "Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça". Então, João o batiza com o amor. Cristo Jesus está sendo humilde aqui. Ele está se humilhando diante de Deus e do homem, e mostrando simbolicamente sua vontade de servir, sua vontade de se purificar. E naquele momento, a palavra de Deus foi sentida e ouvida … "Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo" (B6, Mateus 3:13-17).

Batismo é purificação. Mary Baker Eddy descreve o "batismo do Espírito" (CS9, p. 241). Costumo perceber o batismo como uma fé renovada, uma mudança de perspectiva de todo senso ou uma visão nova e inspirada. E esse batismo muitas vezes vêm com lágrimas e um sentimento de submissão à bondade de Deus, clamando: "… Torna-as brancas p’ra partir, Pastor como a lã" (Hino 304).

Seção 4. A verdadeira comunhão.

Sinceramente, lutei para entender as seleções do livro de Coríntios nesta seção e precisei pesquisar mais na bíblia da New Living Translation (Nova Tradução para a Linguagem de Hoje) para entendê-las. Aqui estão as palavras de Paulo, conforme lidas: "Irmãos, eu quero que vocês lembrem do que aconteceu com os nossos antepassados que seguiram Moisés. Todos foram protegidos pela nuvem e passaram pelo mar Vermelho. Como seguidores de Moisés, eles foram batizados na nuvem e no mar. Todos comeram da mesma comida espiritual e beberam da mesma bebida espiritual. Pois bebiam daquela rocha espiritual que ia com eles; e a rocha era Cristo [o entendimento da onipresença do Amor]" (B10, 1Coríntios 10:1–4, NTLH).

Na outra citação de Coríntios (B11, 1Cor. 11:23-25,28), Paulo está nos lembrando que a Eucaristia, uma cerimônia cristã que comemora a Última Ceia, não tem sentido a menos que façamos isso com amor isento de ego e humilde.

Como Mary Baker Eddy explica: “Nossa Eucaristia é a comunhão espiritual com o único Deus. Nosso pão, “que desce do céu”, é a Verdade. Nosso cálice é a cruz. Nosso vinho é a inspiração do Amor, o trago que nosso Mestre bebeu e recomendou a seus seguidores” (CS12, p. 35). A Eucaristia que Mary Baker Eddy está descrevendo aqui não requer nem hóstias ou cerimônias, mas é um tipo de oração. Como ela declara: “Perde-se espiritualmente o verdadeiro significado do sacramento, se este se restringe ao uso de pão e vinho. Os discípulos tinham comido e, apesar disso, Jesus orou e lhes deu pão. Isso teria sido tolo no sentido literal; mas na sua significação espiritual, foi natural e belo. Jesus orou; retirou-se dos sentidos [limitados] para revigorar o coração com panoramas mais luminosos, mais espirituais” (CS13, p. 32).

Na medida em que sentimos a profundidade do significado no sacramento – sinais visíveis de uma graça interior – os sacramentos podem ser significativos, mas precisam ser verdadeiramente transformadores. Mary Baker Eddy explica: “Se todos aqueles que alguma vez tenham participado do sacramento tivessem realmente comemorado os sofrimentos de Jesus e bebido de seu cálice, teriam revolucionado o mundo. Se todos os que procuram comemorá-lo com símbolos materiais tomarem a cruz, curarem os doentes, expulsarem os males e anunciarem o Cristo, a Verdade, aos pobres — ao pensamento receptivo — trarão o reino dos mil anos” (CS15, p. 34).

Seção 5: O guia do caminho mostra o caminho do sacramento perfeito.

A humildade de Cristo Jesus e a disposição de aguentar a crucificação é o sacramento mais sublime—o sinal invisível de uma graça interior. A parte da história da crucificação que talvez me dê mais inspiração é quando Cristo Jesus esteve lutando com a crucificação no Jardim de Getsêmane. Ele não queria ter que passar por isso … posso quase ouvi-lo: “Não há outro jeito? Tenho que fazer isso?”

Ele estava bem sozinho no Jardim. Pediu aos discípulos para ficarem ali com ele. Disse-lhes: “Minha alma está profundamente triste até a morte; ficai aqui e vigiai comigo” (B12, Mat. 26:38). Mas eles pegaram no sono, e o deixaram a sós na hora da necessidade.

Ainda assim, ele orou. E por fim, humildemente deixou o último resquício de vontade humana ou consolo humano, e entregou-se inteiramente ao Amor divino. “Não se faça a minha vontade, e sim a Tua” (Mat. 22:42).

“… e o crucificaram” (B13, Mar.15:25).

MBEddy descreve a noite de Jesus no Getsêmani da seguinte maneira: “Durante sua noite de tristeza e de glória no horto, Jesus compreendeu que é totalmente errada a crença na possibilidade de haver inteligência material. As angústias do abandono e as bordoadas da ignorância fanática o feriram dolorosamente. Seus alunos dormiam. Ele lhes disse: “Nem uma hora pudestes vós vigiar comigo?” Não podiam eles vigiar com aquele que esperando e lutando em muda agonia, montava guarda em favor de todo um mundo, sem se queixar? Esse anseio humano não foi correspondido, e por isso Jesus se volveu para sempre da terra para o céu, dos sentidos para a Alma” (CS16, p. 47).

“Quando o elemento humano nele lutou com o divino, nosso grande Professor disse: ‘Não se faça a minha vontade, e sim a Tua!’—isto é: Não a carne, mas o Espírito, seja representado em mim. Essa é a nova compreensão do Amor espiritual. Dá tudo pelo Cristo, a Verdade. Abençoa seus inimigos, cura os doentes, expulsa o erro, levanta os que estão mortos nas transgressões e pecados, e prega o evangelho aos pobres, os mansos de coração” (CS17, p. 33).

Na medida em que estivermos dispostos a deixar a vontade humana e aceitar o controle do Amor sobre todos, tomaremos a cruz e estaremos prontos para ‘’revolucionar o mundo” (CS15, p. 34).

Seção 6: Você pode ter o sacramento para o café da manhã

É tentador ficar triste com a crucificação. Mas esta não é o fim da história. Precisamos não deixar Jesus na cruz mentalmente. A ressurreição aconteceu. A sexta seção explica que Maria Madalena foi a primeira a ver o Cristo ressurreto. Ninguém acreditou nela. Imagino que qualidade de pensamento Maria Madalena devia ter para poder ver o Cristo ressurreto primeiro. Logo depois, no entanto, Cristo Jesus apareceu para os outros onze discípulos restantes (B14, Marcos 16:9-11).

E então ele os encontrou de novo no mar de Tiberíades, onde eles tinham tomado café da manhã (B15, João 21:1-12).

Lucas registra o encontro de Jesus com seus discípulos em Jerusalém no qual ele abriu o entendimento deles sobre as gratificantes profecias escriturais em relação a ressurreição que eles testemunharam. Jesus então os guiou para fora da cidade passando pelo Jardim de Getsêmani até Betânia – antes dele ir embora, como a Bíblia diz: ele foi “elevado para o céu” (B16, Lucas 24: 50, 51).

Como um comentário paralelo, vejo que quem preparou essa lição bíblica escolheu partes da história da ressurreição de Marcos, João e Lucas. Pode valer a pena ponderar sobre porque foram usados esses três livros para contar a história, e não somente um deles.

A demonstração de Cristo Jesus sobre a crucificação, o sacramento máximo, preparou o caminho para os discípulos. A maioria dos sacramentos a princípio pareciam como um sacrifício no sentido de que poderíamos perder algo, mas na realidade, estava sacrificando algo que sequer é bom para nós – ganância, egoísmo ou vontade humana teimosa – e descobrindo algo maravilhoso que é bem melhor do que perdemos. Isto foi o que Cristo Jesus demonstrou para seus discípulos.

Conforme Mary Baker Eddy explica: “Por tudo o que os discípulos vivenciaram, tornaram-se mais espirituais e compreenderam melhor o que o Mestre havia ensinado. A ressurreição dele foi também a ressurreição deles. Ajudou-os a elevarem-se a si mesmos e aos outros da lerdeza espiritual e da crença cega em Deus, até a percepção de possibilidades infinitas. Eles precisavam dessa vivificação, pois em breve seu Mestre querido se elevaria novamente no reino espiritual da realidade, e ascenderia muito acima da percepção deles. Como recompensa por sua fidelidade ele ia desaparecer para o senso material, naquela transformação que, a partir daí, foi chamada de ascensão” (CS19, 34:18).

Ela adiciona: “Que contraste entre a última ceia de nosso Senhor e seu último desjejum espiritual com os discípulos, nas horas luminosas da manhã, na alegre reunião às margens do mar da Galileia! A tristeza de Jesus se transformara em glória, e o pesar dos discípulos em arrependimento — o coração havia sido purificado, e o orgulho, repreendido (CS19, 34:29). Os discípulos se tornaram humildes e prontos para ceder a vontade divina.

Podemos todos ter uma refeição matinal com o Cristo. Mary Baker Eddy escreve: “Essa reunião espiritual com nosso Senhor, na aurora de uma nova luz, é a refeição matinal que os Cientistas Cristãos comemoram. Inclinam-se perante o Cristo, a Verdade, para receber mais da sua reaparição e comungar silenciosamente com o Princípio divino, o Amor (CS19, 35:10-14).

“Tal como nosso Mestre, precisamos abandonar o senso material [limitado], para entrar no senso espiritual do existir (CS20, 41:6). Essa é a jornada. “… Estamos a caminho para o lugar de que o Senhor disse: Eu vo-lo darei” (Texto Áureo, Números 10:29). Nossos sacramentos são sinais visíveis de uma graça interna enquanto estamos nessa jornada.

Amém!

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A equipe de tradução para o português é composta por Ana Steffler, Ovídio Trentini, Ursula J. Dengler, e William Trentini, com revisão de Leila Kommers e leitura final por Elisabeth Zir Friedrichs. Visite o site Associação dos Alunos de Ciência Cristã do Professor Orlando Trentini, CSB. Ali você encontrará esta tradução e as anteriores para estudo, podendo baixar e partilhar esse copo de água fresca com seus amigos.

Os estudos metafísicos dos Cedros sobre o estudo diário da Lição Bíblica da Ciência Cristã, contendo ideias de aplicação metafísica, são oferecidos, durante todo o ano, para que os amigos da Ciência Cristã vejam e demonstrem o grande valor do estudo diário da LB.

Os Cedros são um suplemento para a LB. O estudo em inglês será publicado na 2a. feira no link http://www.cedarscamps.org/metaphysical.

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