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CIÊNCIA CRISTÃ – LIÇÃO BÍBLICA

[Invertei cada maldição com bênçãos! (Encontrem a divina Ciência e a Saúde, bem como a chave para abrir a economia com o Amor de nossa Mãe celestial!)]

4 a 10 de maio de 2020

Adão e a queda do homem

Estudo preparado por:
Christie C Hanzlik, CS
ccern@mac.com christiecs.com *novo website*
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Abreviações: Bíblia JFA Revista e Atualizada – B; Bíblia na Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH;
Bíblia A Mensagem – MSG; Ciência Cristã – CC; Ciência e Saúde – CS ou C&S; Lição Bíblica – LB
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Introdução
Para mim a Lição Bíblica (LB) desta semana analisa os conceitos e explicações teológicos referentes:
À origem do mal e a nossa aparente incapacidade de perceber a perfeição, e
Às nossas origens, e à natureza de nossa existência (o que somos).
Ao abordar estas questões a LB compara o primeiro capítulo de Gênesis com o segundo capítulo os quais apresentam dois pontos de vista contrários no tocante à realidade. Aliás, eles são tão radicalmente opostos que é impossível aceitar ambos como reais. O primeiro capítulo de Gênesis apresenta a totalidade do bem. O segundo capítulo de Gênesis apresenta o quadro limitado-distorcido-invertido de um deus limitado bem como do homem e da mulher defeituosos e de um animal (a serpente) que é ardilosa e perversa. A LB desta semana deslinda a confusão, e apresenta a Ciência (a verdade absoluta) de nosso existir (o que somos). Um alerta: não descendemos de “Adão” e não somos “decaídos”.

Texto Áureo e Leitura Alternada
O Texto Áureo (Apoc. 22:3) é uma promessa que nos livra do sonho do segundo capítulo do Gênesis: “…nunca mais haverá qualquer maldição”. A partir de um ponto de vista limitado-distorcido-invertido talvez pareça que o mundo se sinta ‘amaldiçoado’ pelo vírus COVID-19, a economia pareça condenada a suportar meses ou anos de recuperação, as mulheres talvez se sintam condenadas a um tratamento inferior além da condenação à menstruação dolorosa, os afrodescendentes talvez se sintam perseguidos pela injustiça e a desigualdade, e todos parecemos estar condenados pelo pecado—ou seja, a crença de estarmos separados do Amor; separados da perfeição. Mas, se nos mantivermos na metade dessa avaliação limitada-distorcida-invertida, estaremos parando na metade do livro do Apocalipse, e este não é o fim da história. O TA enfatiza a promessa do Apocalipse de que a maldição sobre o homem é uma mentira.
Pode parecer óbvio, mas o Apocalipse (Revelação, no original) revela a história na íntegra. Trata-se da revelação da verdade. O primeiro capítulo de Gênesis reverte a condenação do segundo capítulo. A serpente falante do 2º Gênesis se transforma em um dragão vermelho que é destruído, e nós recebemos a promessa de “…que não haverá mais condenação”. O Apocalipse é uma promessa de bênção e vitória, e do reino da harmonia, que não é um sonho distante, mas uma possibilidade presente. O Apocalipse revela a verdade inteira, de que somos capazes de ver além do ponto de vista limitado-distorcido-invertido. A lição desta semana nos ajuda a ver que precisamos aceitar plenamente a promessa do Apocalipse, e não parar a meio caminho. Podemos aceitar as boas novas de que “… nunca mais haverá qualquer maldição” (como está na Bíblia em português) como a nossa verdadeira identidade.
Pode ser útil fazer uma lista do que parece ser uma “maldição” agora mesmo –solidão, incerteza, ansiedade, dor, desespero, pesar—e então estar dispostos a deixar essas maldições para trás, para não nos apegarmos a elas. Não somos definidos pelo que parece nos amaldiçoar. Podemos deixar de lado as ‘maldições’ e identificar-nos com as bênçãos que vêm à nossa experiência. Podemos aceitar a promessa do Apocalipse. É verdade—quando permitimos que as bênçãos do Amor invertem a crença de sermos amaldiçoados. Em verdade “… nunca mais haverá qualquer maldição”. Em verdade, não somos decaídos.
A LA se parece com uma lista de promessas de Deus para inverter a crença em uma ‘maldição’. Notem que as duas primeiras promessas começam com ‘Eis’, como em ‘abri os olhos e vede a glória de Deus’.
“Eis que vem o teu Salvador” (salvação e saúde são conceitos sobrepostos)
“Eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas
‘nunca mais se ouvirá nela nem voz de choro nem de clamor’ (isso inverte a ‘maldição’ sobre as mulheres)
Edificarão casas e nelas habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto (isso inverte a maldição dos sem-teto)
Não edificarão para que outros habitem (isso inverte a maldição de trabalho mal pago e salários injustos)
Não trabalharão debalde, porque são a posteridade bendita do Senhor … (isso inverte a maldição que alguns estudantes parecem sentir de momento)
Antes que clamem, eu responderei; estando eles ainda falando eu os ouvirei (isso inverte a maldição de isolamento)
O lobo e cordeiro pastarão juntos, e o leão comerá palha como o boi (isso inverte a maldição de desarmonia)
O pó será o alimento da serpente (a serpente mentirosa não tem alimento para si, nada que a sustente)
Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte (isso inverte a maldição da violência).

Seção 1. As origens místicas da ‘maldição’.
A Seção 1 nos ajuda a ver as origens místicas e nebulosas da ‘maldição’. Primeiro vemos o quadro absolutamente claro da criação sem-começo—somos todos abençoados pelo Senhor, “Deus criou o homem à sua imagem”, e sabemos que “que Deus viu tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (B2, Gên.1:27,31)
Mas … “… uma neblina subia da terra” (Gên, 2:6-8).
A neblina—uma visão tênue e distorcida da criação sem-começo—é a origem mística da ‘maldição’. A neblina não tem nenhuma substância, nenhuma realidade e nenhuma fonte/origem. Nada mais é do que uma visão distorcida do que é verdadeiro. Se alguém estiver dirigindo e seu pára-brisa ficar embaciado, o motorista não irá pensar que todo o mundo ficou embaciado. O motorista, simplesmente limpará seu pára-brisa. Essa lição refere-se ao desembacir nossa visão de nós mesmos.
Quando reconhecemos a perfeição do primeiro capítulo de Gênesis como a verdadeira visão da realidade, podemos facilmente perceber quando uma visão ‘mística” do tipo do segundo capítulo de Gênesis tenta se introduzir em nossa vida.
Consideremos o primeiro capítulo do Gênesis como uma equação perfeita … 2 +2 = 4.
E o segundo capítulo do Gênesis como uma distorção de nosso problema por pensamentos nebulosos/confusos: 2 + 2 = 9.
Se olharmos através de uma lente embaciada, o número 4 é algo parecido com o 9; mas obviamente os números não são iguais; 2 + 2 ≠ 9 (≠ símbolo de diferente).
Se partirmos da premissa correta 2 + 2 = 4, será muito óbvio para nós que a resposta correta não é 9. Também é obvio que 2 + 2 não pode ser 4 e 9 ao mesmo tempo, assim como o primeiro e o segundo capítulo do Gênesis não podem ser ambos verdadeiros.
Na citação em Gálatas (B4, Gál. 3:3), lemos: “Sois assim insensatos que, tendo começado no Espírito (2+2-4), estejais, agora, vos aperfeiçoando na carne?” (2+2=9). A resposta é ‘não’! Mary Baker Eddy explica essa lógica em Ciência e Saúde. Vou tentar substituir as equações aritméticas pela lógica que MBE usa em sua prosa. Poderíamos dizer que 2+2=4 é a verdadeira assim como a declaração: “Só Deus, o Espírito, criou tudo, e achou tudo bom” (CS1, p. 339). “No Gênesis, primeiro é apresentado o verdadeiro método da criação [2+2=4], e depois o falso” (CS2, p. 568).
Vamos tentar aplicar a lógica da equação matemática a um parágrafo inteiro …
“A Ciência do [2+2=4] prova a falsidade do [2+2=9]. Se um é verídico, o outro é falso, pois são antagônicos. [2+2=4] atribui todo poder e governo [ao Princípio] e reveste o homem com [a Verdade] perfeição e poder. [2+2=9 é errado e nos separa da verdade] …
“A crença humana tem procurado e interpretado seu próprio modo de [responder 2+2], e parece invertê-lo [o número 4] e [torná-lo um 9 sem qualquer lógica; mas a mente mortal [não soma corretamente]” (CS3, p. 522; CS5, p. 502).
Assim, resumindo, a origem da ‘maldição’ é igual à origem do resultado errado na matemática. Não é real e não tem origem a não ser uma visão errônea da verdade. É muito fácil corrigir. Pensa no pouquíssimo esforço necessário para mudar 9 em 4!
As duas respostas, não podem ser corretas. De igual modo, Gênesis 1 e 2 não podem ambos ser corretos. Não podem ser misturados nem combinados.

Seção 2. A história nebulosa da serpente.
No segundo capítulo do Gênesis, a serpente falante induz Adão e Eva a morderem a maçã, introduzindo assim o conceito do mal. Isto seria terrível…se fosse verdade. Mas esta história não é verdadeira. Ela não acrescenta nada. É como se a soma de 2 + 2 fosse igual a 9… Isto simplesmente não faz sentido.
Em primeiro lugar, a serpente falante não é real (CS7, p. 529). Isto deveria ser o bastante para nos alertar a não acreditarmos no restante da história. Mas a serpente é ardilosa. A serpente é o símbolo da crença no mal, da crença em discórdia, desarmonia, ressentimento e injustiça dentre outras maldições. A serpente simboliza as duas suposições errôneas que nos fariam admitir que 2 + 2 é igual a 9.
Toda discórdia provém da serpente simbólica–-da delusão de que “a vida e a inteligência procederam da e se converteram em [uma visão limitada e distorcida de nós mesmos]” (CS6, p. 306). Quando partimos de uma premissa errônea tanto na vida (como na matemática) não chegamos a um resultado correto.
A serpente enganou Eva por meio da “árvore do conhecimento” – isto é, da árvore da delusão, da falsidade e da deturpação. Em Verdade, a serpente falante não é real. E a árvore do [falso] conhecimento também não é real. A Bíblia diz, “no dia em que dela comeres, certamente [acreditarás que há um fim]” (CS9, p. 197). A melhor maneira de vencer a crença de que há um fim é reconhecer que não existe nenhuma árvore do [falso] conhecimento.
Como escreve Mary Baker Eddy: “A evidência dos sentidos físicos [2 + 2 igual a 9] muitas vezes inverte a verdadeira Ciência do existir [2 + 2 igual a 4] e assim cria um reino de desarmonia [também conhecido como a resposta errada], — …. mas os grandiosos fatos da [verdade], corretamente compreendidos, derrotam esta [resposta errada], contradizem [aqueles que saem por aí dizendo que 9 é a resposta correta] e revelam a [verdade], o verdadeiro reinado da [exatidão] na terra” (CS10, p. 122).

Seção 3. Podemos nos libertar da “maldição”, que é sem causa.
Assim como não existe serpente falante, não existe um deus que faça tentações e torture seus filhos. O Senhor Deus não coloca armadilhas à nossa frente para cairmos e depois nos castiga quando caímos nelas. Isso não seria inteligente. Em vez disso, "O Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor levanta os abatidos, o Senhor ama os justos" (B10, Salmos 146:8,9).
Se somos tentados a pensar que não somos justos o suficiente para sermos amados por Deus, podemos reconhecer isso como sendo a voz da serpente estúpida. Não existe algo dessa natureza capaz de estar suficientemente correta. Somos feitos à imagem e semelhança de Deus. Somos tão perfeitos quanto é verdadeira a equação 2 + 2 = 4. Portanto, somos justos e amados. Não podemos permitir que a serpente simbólica nos induza a questionar nossa retidão.
A história de Adão e Eva mordendo a maçã é um conto de advertência que nos alerta a não sermos enganados pela serpente – o símbolo de uma crença [tipo fake news] em discórdia, desarmonia, ressentimento e injustiça.
Podemos ficar alertas quanto à serpente mentirosa. Mas, acima de tudo, podemos saber: a serpente falante não é real (CS7, p. 529). Eva nunca realmente mordeu a maçã. Não havia maçã de verdade. Não houve Eva. A mulher não é amaldiçoada. Nós não somos amaldiçoados. Com o livro de Provérbios, aprendemos: "Como o pássaro que foge, como a andorinha no seu voo, assim, a maldição sem causa não se cumpre" (B12, Provérbios 26:2). Para mim, isso significa que a chamada maldição é como um pardal silvestre voando ao redor e que nunca pousa sobre nós, porque não haveria razão para fazer isso. A “maldição” de Eva não tem causa, nem justificativa e não tem verdade … e assim passa voando por nós sem pousar, assim como um passarinho rápido voa para o céu sem pousar.
Todo o mito de Adão e Eva não faz sentido. Deus não criaria um cenário em que Seus filhos fossem tentados e amaldiçoados. Mary Baker Eddy pergunta retoricamente: "Acaso o Criador condena Sua própria criação?" (CS12, p. 522). A resposta é "não", é claro que não. "Deus jamais poderia transmitir um elemento do mal, e o homem nada possui que não lhe provenha de Deus. Como pode então o homem ter base para fazer o mal? [ele não faz]. De onde lhe vem a propensão ou o poder para praticar o mal? [ele não faz]” (CS13, p. 539).
Então, o que é a serpente que fala? Mary Baker Eddy diz: "o senso corpóreo é a serpente" (CS15, p. 533). O senso corpóreo nunca diz a verdade. O senso corpóreo – os cinco sentidos – oferece apenas uma visão obscura, distorcida e invertida de nossa existência. O senso corpóreo nos diria metaforicamente que 2 + 2 = 9. Mas, ao olharmos além dessa visão limitada, descobrimos cada vez mais a verdade do ser, a verdade do que somos.

Seção 4. Nunca é tarde para anular a “maldição” (como nunca é tarde para corrigir a equação matemática).
Se passamos os últimos vinte anos acreditando que 2 + 2 = 9 e depois percebemos nosso erro, não levaríamos mais vinte anos para corrigir nossa resposta. Assim que tomamos conhecimento dos princípios matemáticos corretos, veríamos instantaneamente que a resposta correta é 4. Além disso, veríamos que era 4 o tempo todo. Não precisaríamos entrar em um estudo profundo sobre por que não recebemos a resposta certa há tantos anos … isso não seria útil, pois nos manteria presos com um sentimento de arrependimento. Em vez disso, podemos “rejubilar, ó Israel; regozijar e, de todo o coração, exultar, …, O Senhor afastou [a resposta incorreta]” (B13, Sofonias 3:14,15).
Novamente aqui “vós folgareis e exultareis perpetuamente no que Eu [Deus] crio…” (B14, Isaías 65:18,23). Podemos sentir o conforto de Deus, como o conforto de uma boa mãe, sempre nos confortando e segurando (B15, Isaías 66:7,9,13).
Em Provérbios, encontramos a promessa de que: "A bênção do Senhor enriquece, e, com ela, ele não traz desgosto" (B16, Provérbios 10:22). É por isso que não precisamos nos arrepender ao despertar com a verdade do amor materno de Deus. Não há tristeza com esse amor. Na história mítica de Adão e Eva, Deus os amaldiçoa por seu erro. Mas não é assim que o poder do Amor divino opera. O Amor não pune. O re-gret (arrependimento), o re-sentment (ressentimento), re-morse (remorso), re-trogression (retrocesso) … são todas as ferramentas que a serpente parece usar para nos impedir de desfrutar de nossas bênçãos.
Se destaca para mim a promessa de que não há tristeza misturada com bênção. Parece que uma das ferramentas mais sutis da serpente falante (e que não existe) é nos induzir a aceitar que algo bom – uma bênção – deve ter desvantagens. Mas Deus promete que as bênçãos não podem ser misturadas com a tristeza. As bênçãos são puras. Mary Baker Eddy aplica o princípio de que as bênçãos não podem ser misturadas com tristeza através da maternidade. Ela explica que, pela lei divina, o parto é somente bênção e não pode ser misturado com tristeza. "Quando ocorre esse novo nascimento, o bebê que nasce na Ciência Cristã é nascido do Espírito, nascido de Deus, e já não pode causar sofrimento à mãe" (CS18, p. 463). Essa é uma promessa para as mães [no domingo do dia das mães], mas podemos aplicar esse princípio amplamente.
Podemos aplicar o princípio de que as bênçãos do Amor não podem ser misturadas com tristeza a qualquer presente vindo do Amor divino. O Amor Divino não envia o bem e depois o mistura com coisas negativas. Seja um objetivo desportivo, uma reunião de família [ou acampamento] ou um culto na igreja, podemos saber que toda atividade correta é protegida pelo princípio de que as bênçãos do Amor não podem ser misturadas à tristeza.
Em princípio, as declarações de Mary Baker Eddy sobre o parto se aplicam a qualquer idéia nova e antiga. Ela escreve: "Compreender espiritualmente que há um só Criador, Deus, desdobra toda a criação, confirma as Escrituras, traz a doce segurança de que não há separação nem dor, e de que o homem é imorredouro, perfeito e eterno" (CS19, p. 69). Isso se aplica às crianças como um exemplo de criação, mas também se aplica a novos projetos, novos relacionamentos ou qualquer ideia impulsionada pelo Amor. Todas as ideias são da Mente, não começam ou germinam de nós. E, quando percebemos a verdadeira origem delas, somos libertados da falsa responsabilidade de trazê-las adiante. Em outras palavras, somos libertos da “maldição” de acreditar em nós mesmos como criadores.
Podemos saber que "Quando a neblina da mente mortal se dissipa, fica anulada a maldição que diz à mulher: “Em meio de dores darás à luz filhos [ou qualquer nova idéia]'” (CS17, p. 557).
Qualquer obstrução aparente a uma nova ideia que vem à luz é o nada e é dissolvida pela verdade – “essa verdade remove devidamente tudo o que é nocivo” (CS18, p. 463). A Verdade é o que corrige a situação, permitindo que uma nova ideia nasça. Aplicando nossa analogia matemática novamente, a Verdade nos permite descobrir que não apenas 2 + 2 = 4, mas também é verdade que 4 + 4 = 8. Não criamos a ideia de que 4 + 4 = 8. Isso sempre foi verdadeiro – nunca houve um momento em que não fosse verdade. A novidade e a descoberta não precisam de esforço. Não vêm de nós. A Verdade já é verdadeira e já é conhecida. Pode ser nova para nós, mas não existe nenhuma verdade que a Mente onisciente ainda não saiba. A Mente não esconde nada de nós.

Seção 5. Nós não originamos do pó ou de um óvulo.
O mito de Adão e Eva tenta explicar a origem do mal e também tenta explicar a origem dos humanos. De acordo com o mito de Adão e Eva, podemos rastrear nossa ancestralidade até eles como os primeiros humanos. Mas a ciência física desbancou isto e outras criações místicas da criação com evidências científicas da evolução. Mary Baker Eddy diz que ela concorda com o que Darwin falou (CS p. 543 e p. 551), mas que ele não racionalizou tudo completamente. Teoria evolucionária ainda não explica a Ciência do ser – aquilo que somos. Mesmo se rastrearmos os humanos através da evolução, ainda não existe nenhuma explicação para a origem da vida em si… de onde veio a primeira fagulha de vida no universo? Não existe ponto de começo ou primeiro momento da vida. A Vida é eterna. A Vida sempre foi. Isto é verdadeiro para a vida como um todo, e também é verdadeiro para cada um de nós como indivíduos.
Parecemos poder traçar nossas origens individuais ao nascimento e ao esperma e óvulo, mas não existe explicação biológica para a origem da vida… onde está o primeiro momento da vida? Onde e quando foi o primeiro momento de consciência? Como cada um de nós recebe consciência? Cientistas médicos às vezes descrevem essa perguntas como “o milagre da vida” ou o “milagre do nascimento”. Enquanto eles possam ter teorias, no geral eles não dizem que quanto mais sabemos, mais encontramos o desconhecido. Não temos uma explicação biológica adequada sobre como uma nova vida começa. Mary Baker Eddy responde essa questão com uma explicação metafísica que diz que não existe começo para a vida. Não existe um ponto de partida. Nós pré-existimos ao nascimento. Nós pré-existimos ao conceito humano.
Conforme Mary Baker Eddy afirma: “A crença de que a vida possa estar na matéria ou a alma no corpo, e de que o homem se origine do pó ou de um óvulo, resulta do erro mortal que o Cristo, a Verdade, destrói pelo cumprimento da lei espiritual do existir, na qual o homem é perfeito assim como “perfeito é o … Pai celeste” (CS21, p. 485). O homem não se origina do pó tanto quanto de um esperma ou de um óvulo. O homem é completo e íntegro e perfeito antes de nascer. 2+2=4 era verdadeiro antes que qualquer pessoa ter um pedaço de giz para escrever. Escrever com o giz num quadro negro não faz isso mais verdadeiro. E apagar essa verdade do quadro negro não faz dela uma inverdade. 2+2=4 é a verdade eterna, sem começo e sem fim. Da mesma forma, somos uma ideia plena e completa sem começo e sem fim.
Conforme vamos obtendo mais e mais clareza sobre os fatos do ser (nossa existência), a crença da genética e da hereditariedade se soltam pois não existe uma ordem descendente do homem. Por exemplo, se a Samanta pré-existia ao seu nascimento e não teve um começo, e se a mãe da Samanta pré-existia ao seu nascimento e não teve um começo, então quem chegou primeiro, Samanta ou sua mãe? Essa questão não faz sentido na metafísica divina. Na Ciência, não existe uma ordem sequencial para o homem. Vale a pena repetir isso. Na Ciência, não existe uma ordem sequencial para o homem. Esse conceito desbanca a hereditariedade. “Nossos” filhos não são “nossos”, eles são filhos de Deus. Da mesma forma, não somos os filhos de “nossos” pais, mas sim filhos de Deus. Cada um de nós tem somente uma linhagem, que é uma linha direta de Deus até nós.
Essa Lei é apoiada pela afirmação de Mary Baker Eddy: “Na Ciência o homem é gerado pelo Espírito. O belo, o bom e o puro constituem sua ascendência. … O Espírito é a fonte primordial e suprema do seu existir; Deus é seu Pai, e a Vida é a lei do seu existir” (CS24, p. 63).
O homem está em uma relação direta com Deus, e não tem um intermediário entre ele e Deus. Não existem pais humanos entre nós e Deus.
E não somos a conexão entre Deus e nossos filhos. Originamos diretamente de Deus – como um raio de luz vindo do sol. Temos uma conexão perfeita.
Cristo Jesus percebeu essa conexão perfeita. Como Mary Baker Eddy coloca: “Referindo-se aos filhos de Deus, não aos filhos dos homens, Jesus disse: ‘O reino de Deus está dentro de vós’; isto é, a Verdade e o Amor reinam no homem real, mostrando que o homem à imagem de Deus jamais caiu em pecado e é eterno. Jesus reconhecia na Ciência o homem perfeito, que lhe era visível ali mesmo onde os mortais veem o homem mortal e pecador” (CS20, p. 476).
Em outras palavras, Jesus reconheceu na Ciência que somos todos perfeitamente conectados diretamente a Deus, onde mortais separados apareciam para os outros.
É assim que Cristo Jesus foi capaz de curar o homem que “estava cego de nascença”. Os discípulos queriam saber se este homem ou seus pais tinham pecado (foram separados de Deus) para que a cegueira tivesse acontecido. Jesus, é claro, respondeu: “Nem ele [estava separado da perfeição, nem seus pais estavam separados da perfeição] … Cristo Jesus foi capaz de ver a perfeição inerente desse homem, e a percepção consciente de Jesus sobre a perfeição do homem despertou o homem, e ele “voltou vendo” (B18, João9:1-3,6,7). Cristo Jesus viu essa verdade e reverteu a assim chamada “maldição” da hereditariedade. E nós podemos fazer isso também. Na Ciência – em verdade – somos os “descendentes do Espírito” (CS24, p. 63).

Seção 6. Grande com bênçãos.
Geralmente sinto que, em nossas lições semanais, a seção final chega num ponto máximo e tem poder enfático como de um grande tambor. Esta lição não é uma exceção. As seções previas derrubam a maldição, e a seção final adiciona um ponto de exclamação. Poderíamos considerar as afirmações nessa seção como a promessa que todas “maldições” serão derrubadas com bençãos.
Para concluir com a analogia da equação matemática… essa seção nos dá todas as respostas corretas.
Deus nos garante que as janelas dos Céus estão abertas, jorrando bençãos, e que nem temos espaço suficiente para recebê-las todas (B19, Malaq. 3:10).
O Amor divino não nos deixa cair (o homem não é decaído). Podemos ser gratos pelo “Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos” (B20, Judas 1:24,25).
“Regozijemo-nos por estarmos sujeitos às divinas “autoridades que existem” (CS25, p. 249).
“O Amor divino abençoa suas próprias ideias e faz com que se multipliquem — com que manifestem o poder de Deus. O homem não é feito para lavrar a terra [trabalhar em vão]. Seu direito inato é domínio, não servidão. Ele tem domínio sobre a crença em terra e céu — sendo que ele mesmo está subordinado unicamente a seu Criador. Essa é a Ciência do existir” (CS26, p. 517).
A Ciência do existir é a Ciência do que somos, a verdade da nossa existência. O termo “do existir” é usado por Mary Baker Eddy por mais de 330 vezes em frases como a verdade do existir, Ciência do existir, harmonia do existir, fatos do existir, etc. A Ciência do Cristo é a explicação do nosso existir… do que somos. A lição dessa semana explica o que somos. Não somos feitos de pó. Não somos feitos a partir de óvulos.
Então, qual é a verdade do nosso existir se não somos descendentes de Adão?
Como Mary Baker Eddy explica: “A grandiosa verdade na Ciência do existir, de que o homem real era, é, e sempre será perfeito, é incontrovertível; pois se o homem é a imagem, o reflexo, de Deus, não é nem invertido nem subvertido, mas é reto e semelhante a Deus” (CS27, p. 200).
Conforme observamos essa verdade, o nevoeiro se dissipa, e a harmonia do existir é revelada. A promessa no Apocalipse é verdadeira agora: “…não haverá mais a maldição”.

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A equipe de tradução para o português é composta por Ana Steffler, Ovídio Trentini, Ursula J. Dengler e William Trentini. Visite o site Associação dos Alunos de Ciência Cristã do Professor Orlando Trentini, CSB. Ali você encontrará esta tradução e as anteriores para estudo, podendo baixar e partilhar esse copo de água fresca com seus amigos.
Os estudos metafísicos dos Cedros sobre o estudo diário da Lição Bíblica da Ciência Cristã, contendo ideias de aplicação metafísica, são oferecidos, durante todo o ano, para que os amigos da Ciência Cristã vejam e demonstrem o grande valor do estudo diário da LB.
Os Cedros são um suplemento para a LB. O estudo em inglês será publicado na 2a. feira no link http://www.cedarscamps.org/metaphysical.

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