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CIÊNCIA CRISTÃ – LIÇÃO BÍBLICA

[“Louve!”]

“Deus, a causa única e o único Criador”
30 de maio a 05 de junho de 2022

Estudo preparado por:

Christie C. Hanzlik, CS          Boulder, CO, EUA 

ccern@mac.com    •    +1-720-331-9356    •     christiecs.com

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Abreviações: Bíblia JFA Revista e Atualizada – B; Bíblia na Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH; Bíblia A Mensagem – MSG; Ciência e Saúde – CS ou C&S; Lição Bíblica – LB; Acampamento dos Cedros –  CedarS

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Introdução

Quando nos sentimos perdidos e sobrecarregados, sem saber como superar os desafios nas nossas vidas ou a opressão com que o mundo se depara, estamos na situação ideal para abandonarmos nosso senso limitado sobre o que está acontecendo, e ceder à Mente divina como a única Causa e o único Criador. Ter ao menos um vislumbre do grande bem que é o fundamento de toda existência é suficiente para oferecer um senso de esperança. A Lição Bíblica desta semana com o tema “Deus, a causa única e o único Criador” nos dá um vislumbre, uma visão e uma revelação da base de toda existência e isso é suficiente para nos mostrar uma saída da escuridão.

Cada seção desta Lição destaca ideias tanto de “Causa” quanto de “Criador”. Ver esses termos lado a lado em cada seção me fez pensar nas diferenças entre eles quando se relacionam a Deus, a Mente divina. Na minha opinião, Causa é a origem autoexistente para todo movimento e atividade, ao passo que Criador é a origem autoexistente de toda substância.

Em outras palavras, a Mente divina como Causa nos impulsiona e impele adiante; a Mente divina como Criador desdobra a própria essência do nosso ser e da nossa existência. Colocar Causa e Criador em maiúsculas significa que são autoexistentes e eternos. “Eternos” quer dizer que nunca houve um momento em que não existissem, nunca houve um ponto de início. E “autoexistentes” significa que nunca houve uma outra força que os formou.

Na tristeza da tragédia pessoal ou de acontecimentos desastrosos como o tiroteio em Buffalo, Nova Iorque ou Uvalde, Texas, nos EUA, podemos sentir como se uma nuvem negra estivesse parada ao nosso redor, nos forçando para baixo, sem deixar escapatória. Mas há esperança. Ver um pontinho de luz que seja furar a escuridão nos dá a entender que existe mais luz, e que podemos achar mais dela. Quando me sinto perdida, os conceitos de Causa e Criador me dão um ponto para ancorar minha fé, restaurar meu senso de paz me habilitando a seguir adiante. E eu acredito que a Lição desta semana pode fazer o mesmo para todos nós. Ao orar pela tragédia no Texas na semana passada, eu escrevi algumas ideias e gravei num vídeo, que está nesse link (o texto dessa oração está o final desse MET), em inglês: https://www.dropbox.com/s/fczuzzo3e822n27/IMG_0459.mov?dl=0

 

Texto Áureo e Leitura Alternada

O Texto Áureo estabelece a ideia de Deus a única Causa e o único Criador. Deus é magnífico. Deus faz (causa) coisas maravilhosas (criação). E Deus é único…só Ele é poder. Conforme está em Salmos (86:10): “…tu és grande e operas maravilhas; só tu és Deus!”.

A Leitura Alternada nos lembra de louvar. Podemos nos perguntar: já tive um momento hoje de puro louvor, para “de todo coração [render] graças ao Senhor”? (Salmos 111:1-4). Ao lermos a Leitura Alternada, podemos perceber se cada frase a respeito de Deus se relaciona a Causa (ação) ou Criador (substância).

Aqui está um exemplo:

 

Causa: “Ele fez memoráveis as suas maravilhas…”

Criador: “Grandes são as obras do Senhor”

 

É claro que não existe uma resposta certa sobre essa distinção, e muitas frases envolvem tanto Causa quanto Criador. Mas eu achei essa uma forma divertida de ponderar a Leitura Alternada mais profundamente, e talvez você também ache.

 

Seção 1. Causa única e o único Criador.

A primeira seção destaca cada um dos termos da lição – “única Causa” e “único Criador”. E continua a nos lembrar de louvar – mostrar nossa gratidão, e define os termos “Causa” e “Criador” em relação a Deus.

Em Salmos, temos mais louvores a Deus e a oração simples: “faça resplandecer sobre nós o rosto” (B1, Salmos 67:1-3,7). Ao lê-la, pensei no hino 457, do novo hinário, que é baseado no Salmo 143: “Faze-me ouvir Tua benignidade pela manhã” (Christian Science Hymnal, No. 457, [tradução livre]). 

Percebi que podemos usar essa única frase numa oração que destaca a palavra “Causa” (aqui traduzida pelo verbo “fazer”, no sentido de causar):

 

Faze-me ouvir Tua benignidade pela manhã

Faze-me ouvir Tua benignidade

Faze-me ouvir

Faze-me 

Faze

 

Em Isaías, vemos a ênfase em Deus como “Único”, como em não há outra Causa, nem outro Criador: “Eu sou o Senhor, e não há outro; além de mim não há Deus” (Isaías 45:5,6,8). E ele também descreve a Deus como Causa: “Destilai, ó céus, dessas alturas, e as nuvens chovam justiça”; também O descreve como Criador: “eu, o Senhor, as criei”. Esses versículos de Isaías nos permitem ver como a inspiração de Mary Baker Eddy para os tópicos das Lições Bíblicas da Ciência Cristã derivaram das Escrituras.

Mary Baker Eddy descreve Deus como “a causa universal, o único Criador”, e declara que “não há outra autoexistência” (CS1, p. 331). Sua definição de Criador nos dá aquela luz de inspiração que pode nos libertar das sombras. A luz sempre vence as sombras. Ela escreve: “Criador. O Espírito; a Mente; a inteligência; o divino Princípio vivificador de tudo o que é real e bom; a Vida, a Verdade, o Amor, autoexistentes; o que é perfeito e eterno; o oposto da matéria e do mal, os quais não têm Princípio; Deus, que fez tudo o que foi feito e não poderia criar um átomo ou um elemento que fosse o oposto dEle mesmo” (CS2, p. 583).

E ela claramente descreve a Deus como a única Causa: “Toda a substância, a inteligência, a sabedoria, a existência, a imortalidade, a causa e o efeito pertencem a Deus” (CS3, p. 275).

 

Seção 2. A manifestação de Deus é o homem.

A segunda seção introduz o conceito do homem como a manifestação, a expressão, a maneira que temos de ver a bondade de Deus. Eu sempre volto à metáfora da relação entre Deus e o homem ser como a do Sol com seus raios. Deus é, metaforicamente, como o Sol, que não pode ser visto sem seus raios. E os raios não podem existir sem o Sol. Na oração, eu sempre penso como um raio se parece sob a perspectiva do Sol. Em outras palavras, do ponto de vista da fonte de toda luz, qual é a aparência de um raio de sol? E então penso que é assim que Deus nos vê! Conforme está em Gênesis: “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (Gênesis 1:27,31). Perceba as palavras relacionadas a visão: imagem, viu, eis. A fonte de toda visão é Deus, a Causa e o Criador.

Ao explicar que o Espírito, Deus, nunca criou a matéria, Mary Baker Eddy explicita a diferença entre coisas espirituais e coisas materiais. Ela escreve: “As coisas espirituais e eternas são substanciais. As coisas materiais e temporais não têm substância” (CS5, p. 335). Em outras palavras, as coisas espirituais nunca têm começo. As coisas materiais têm começo e fim. Mas o que significa que algo têm um começo? Uma cadeira de madeira tem um começo? Ela veio de uma árvore, que veio de uma semente, que veio de uma árvore, que veio de uma semente, e assim indefinidamente. Nós não temos uma explicação na ciência física para a primeira centelha de vida no universo que acabou resultando numa árvore ou numa semente – os cientistas não podem explicar como a vida (ou consciência, ou existir) surgiu no universo. A vida no universo nunca teve um começo. Ela sempre existiu. Nunca houve um momento em que a vida não existia, nem a luz e nem o amor…tudo era um vazio e aí puf! Agora existe vida, luz e amor. Então, quando olhamos para uma cadeira de madeira, temos de questionar seu começo, temos de olhar além da aparência exterior das coisas para compreender verdadeiramente sua ausência de começo. Logo, quando pensamos acerca da falta de começo das “coisas”, passamos a perceber que na verdade não existe ponto de partida para nada. Não há temporalidade para coisas. Então não há “coisas materiais”.

Esse exercício de pensamento sobre a falta de início de uma cadeira de madeira também é verdade para o homem. Nunca houve um primeiro momento para o homem, coletiva ou individualmente. Nunca houve um momento em que o conceito de homem não existia, e aí puf! – agora existe. O existir do homem sempre existiu. A existência não tem começo. Conforme Mary Baker Eddy declara: “O homem de Deus, criado espiritualmente, não é material, não é mortal” (CS6, p. 306). Ou seja, o homem de Deus é eterno, não tem início. 

Mary Baker Eddy explica que: “O homem e a mulher, coexistentes e eternos com Deus, refletem para sempre, em qualidade glorificada, o infinito Pai-Mãe Deus” (CS9, p. 516). Em outras palavras, somos coexistentes e eternos – não temos início, assim como o Criador autoexistente e eterno não tem. Nunca houve um momento em que o Criador todo-sábio já não nos conhecesse. O homem, e toda a criação, são o desdobrar do existir, o desdobrar de tudo o que já existe. 

A frase: “O homem e a mulher, coexistentes e eternos com Deus, refletem para sempre, em qualidade glorificada, o infinito Pai-Mãe Deus” tem a palavra “refletem”. Vamos ver 3 formas de definir o termo “refletir” ou “reflexo”:

1) Uma imagem num espelho. Eu vejo meu reflexo no espelho; nós somos a imagem da Mente divina – a forma de ver a Mente divina – portanto somos o reflexo da Mente divina.

2) Manter uma ideia no pensamento. Eu reflito sobre um lugar que visitei; a Mente divina reflete sobre nós, portanto somos a reflexão da Mente divina.

3) Uma expressão do pensamento. A criatividade de um artista é refletida nas suas obras de arte. A onisciência da Mente divina é refletida no homem, portanto somos o reflexo da Mente.

Descobri que Mary Baker Eddy usa as três definições ao longo de Ciência e Saúde. Ela diz: “Poucas pessoas compreendem o que a Ciência Cristã quer dizer com a palavra reflexo” (p. 301). E no parágrafo subsequente ela usa a palavra de uma maneira que combina essas três definições. Não é de espantar que a tendência seja lutarmos com a definição! 

Na minha opinião, a terceira definição de reflexo é a mais útil para entendermos a relação entre Deus e o homem. A primeira definição parece sugerir uma duplicidade, como se houvesse duas entidades, uma entidade Deus e uma entidade homem, em vez de mostrar o homem como expressão da bondade de Deus. A segunda definição parece sugerir que o homem (ou ideia) está dentro da Mente divina, ou contido na Mente divina. A terceira definição de reflexo, porém, como “expressão do pensamento”, ajuda-nos a ver que somos a real inteligência da Mente divina, o amor do Amor, a verdade da Verdade, e assim por diante. Ao usarmos essa terceira definição, reflexo significa uma expressão do pensamento, como as ideias de um autor são refletidas nos seus livros. Quando aplicamos esse pensamento a Deus, podemos dizer que as ideias da Mente divina são refletidas no homem. O homem é o reflexo – a expressão – da Mente. Como sabemos que a Mente divina é a única Causa e o único Criador, então também sabemos que não pode haver outro reflexo – não há expressões conflitantes. Todas as expressões da Mente divina têm de estar em harmonia.

 

Seção 3. Cristo Jesus demonstra a única Causa e o único Criador.

Na terceira seção temos a história de Cristo Jesus curando o homem paralítico. A maioria das pessoas teria tentado descobrir por que o homem estava paralisado, ou descobrir a causa disso. Mas Cristo Jesus curou imediatamente qualquer crença falsa de que esse homem tivesse alguma vez estado separado de sua Causa e Criador, dizendo a ele que seus pecados estavam perdoados. E, é claro, o homem foi completamente curado e restaurado (B12, Lucas 2:52). Conforme Mary Baker Eddy escreve: “Jesus curava a doença e o pecado pelo mesmo e único sistema metafísico” (CS11, p. 210).

Essa história está no livro de Lucas, que, na minha opinião, era médico. E como tal ele deve ter sido treinado a procurar por causas físicas, o que teria feito o tratamento baseado na oração de perdão de Cristo Jesus significativo.

Às vezes os cientistas cristãos tendem a se debater, tentando encontrar a causa para uma enfermidade. Não o fazemos da mesma forma que um médico, procurando por causas físicas, mas temos a tendência de entrar num padrão de autoanálise tipo carrossel, perguntando: “o que eu fiz de errado?” ou “o que é que eu estou pensando e que está errado?”. Apesar de o autoconhecimento ser importante, às vezes procurar por uma causa dessa maneira pode reificar – tornar real – uma enfermidade. Talvez uma abordagem melhor seja começar com Deus como a Única Causa e o Único Criador, e ponderar por completo a verdade dessa frase até que ela governe a nossa existência inteira. Conforme Mary Baker Eddy escreve: “A Mente imortal é a causa única; por isso, a doença não é nem causa nem efeito. Em todos os casos, a Mente é o eterno Deus, o bem. O pecado, a doença e a morte não têm fundamentos na Verdade” (CS12, p. 415). E ela também escreve: “A Mente divina é a causa única, o Princípio único, da existência. A causa não existe na matéria, na mente mortal nem em formas físicas” (CS13, p. 262). 

Quando cedemos à autoridade de Deus como a única Causa e o único Criador, não precisamos nos preocupar se vamos abrigar pensamentos enfermos ou paralisados. Podemos confiar que a Verdade divina porá a descoberto quaisquer erros no nosso pensamento, e corrigirá e restaurará toda ação correta. Meu artigo favorito sobre esse tópico é: “Deixemos que a Verdade ponha a descoberto o erro”, de Paul Stark Seeley. 

Link para o artigo, em português: https://pt.herald.christianscience.com/shared/view/2ij3ycdvq4i?s=e

Perceba que, na história do homem com paralisia, pode ser tentador pensar que a cura foi apenas do corpo físico de um homem. Mas foi muito mais do que isso. Cristo Jesus viu além de um resultado limitado ao mostrar que o pecado – a crença de que podemos alguma vez estar separados da nossa Causa e Criador – é facilmente anulado para toda a humanidade. Sim, o homem com paralisia foi curado, e também todas as testemunhas, inclusive os amigos que o baixaram e aqueles que viram Jesus conversar com os escribas e fariseus que haviam “começado a raciocinar” erroneamente. De fato, essa cura transcendeu até os limites do tempo, já que nós, hoje em dia, podemos sentir o efeito que tem a percepção de que a doença não é causada ou criada pelo pecado – a separação de Deus – mas sim, nossa compreensão de que Deus é nossa única Causa e nosso único Criador derruba tanto o pecado quanto a doença.

Aqui está um relato de cura de paralisia, nos dias de hoje, em português: https://pt.herald.christianscience.com/shared/view/1h4327gql12?s=e

 

Seção 4. Cristo Jesus ​​demonstra a única Causa e Criador.

A quarta seção inclui o relato de Cristo Jesus curando a mulher com o fluxo de sangue. Novamente, quando Cristo Jesus viu a mulher, ele não procurou uma causa física para o fluxo de sangue. Ele não tentou descobrir onde ela errou em seu pensamento; ele não tentou avaliar se era uma condição congênita; nem ele associou o sangramento com sua identidade, ser ou existência. Em vez disso, ele a viu sendo – sua existência – como um todo. Imediatamente, ele se dirige a ela como “Filha”, significando sua relação direta com “Pai Nosso”.

Quando pensamos em “Filha” de Deus, pode ser tentador pensar em termos de dualidade, como se houvesse uma entidade filha e uma entidade divina separada. Mas a dualidade não é exata na metafísica divina. Deus e o homem não são duas entidades. São dois aspectos de uma entidade. Existe o aspecto Causa – Deus – e o aspecto efeito – o homem, mas ambos, Causa e efeito, são a mesma entidade, assim como o sol e seus raios são um. Poderíamos também dizer que existe o aspecto Criador — Deus — e o aspecto criação — o homem, com Criador e criação sendo a mesma entidade, assim como o sol e seus raios são um.

Quando pensamos em termos de filha, ou filho, de Deus, isso significa pertencer… a criança pertence ao Pai divino e o Pai divino pertence à criança – “Sou teu” (Salmo 119:94) e “tu és meu” (Isaías 43:1). Esse relacionamento entre pais e filhos é sobre inseparabilidade e amor. Mas se pensarmos que a criança está separada do Pai divino, ou pode de alguma forma se afastar do Pai divino, é aqui que a metáfora precisa ser corrigida. Deus e o homem são um, não dois.

Tudo isso para dizer que quando Cristo Jesus se dirige à mulher com fluxo de sangue como “Filha”, ele está imediatamente reconhecendo sua unidade com o Pai divino, como a expressão da bondade, inseparável de sua única Causa e Criador. Se fôssemos fazer um meme dessa troca, poderíamos ter uma foto de Cristo Jesus com a mulher com a legenda: Você me teve como “Filha”.

Em outras palavras, com uma palavra – Filha – Cristo Jesus estabelece que a mulher e toda a humanidade têm apenas uma Causa e Criador. Como Mary Baker Eddy explica: “Ele sabia que o Princípio divino, o Amor, cria e governa tudo o que é real” (CS18, p. 286).


Seção 5. Igreja como efeito de uma causa perfeita.

A quinta seção estende o conceito de Deus como a única Causa e Criador para incluir instituições. Em particular, a quinta seção estabelece que Deus é a única Causa e Criador da igreja, a “estrutura da Verdade e do Amor; tudo o que assenta no Príncipio divino e dele procede” (CS, p. 583) A Igreja não é uma instituição de origem humana, causada e criada por personalidades. A Igreja “procede do Princípio divino”. A única Causa e Criador da igreja é o Princípio divino, Verdade, Amor, Mente e assim por diante.

Esta seção inclui o relato de Cristo Jesus perguntando a seus discípulos se eles sabiam quem ele é. No contexto da Lição Bíblica desta semana, “Deus, a única Causa e Criador”, estou interpretando sua pergunta como também significando: você conhece minha causa e como fui criado? Simão Pedro não disse: “você vem do ventre de Maria” nem disse que Cristo Jesus descendia de uma genealogia profetizada. Em vez disso, Simão Pedro respondeu a Jesus: “Tu és o Cristo” — [a comunicação divina de Deus para o homem] — “o Filho do Deus vivo” (B19, Mateus 16:13-18).

Em outras palavras, Cristo Jesus pertence e é inseparável do Deus vivo. O termo “Deus vivo” é uma correção ao falso sentido de um ídolo inerte e inativo, como uma estátua de ouro. O “Deus vivo”, no contexto da lição desta semana, também pode ser entendido como a Causa e o Criador. Tanto a Causa quanto o Criador são palavras ativas – vivas – através das quais podemos entender Deus. Deus não é inerte, mas é a Fonte ativa e viva de todo ser.

Cristo Jesus amou a resposta de Simão Pedro e sabia que sua resposta não vinha de uma fonte de “carne e sangue”, mas que o Pai divino a revelou a Simão Pedro. E então Cristo Jesus abençoou Simão Pedro (e sua resposta sobre Deus como a única Causa e Criador) como a rocha—o fundamento—da igreja. Em outras palavras, o fundamento da igreja é que Deus é a Causa e o Criador. Como Mary Baker Eddy afirma: “… o propósito de Jesus foi fundar sua sociedade, não no Pedro pessoal que era mortal, mas no poder de Deus, que sustentava a confissão de Pedro a respeito do Messias verdadeiro” (CS25, p. 137). E disso se segue que Deus é a única Causa e Criador da igreja.

Com certeza pode ser tentador pensar que um monte de personalidades humanas criaram a igreja. Mas não, a verdadeira igreja tem apenas uma Causa e um Criador. E esta Causa e Criador une tudo.

Atualmente, minha parte favorita deste relato é que quando Cristo Jesus estabelece a igreja – estrutura de Verdade e Amor – sobre a rocha de Deus como a única Causa e Criador, ele acrescenta a frase crucial, “e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.

Eu amo isto. Ao reconhecermos que a única Causa e Criador para a igreja é a Mente divina – não personalidades humanas – estamos protegidos das portas do “inferno”. Mary Baker Eddy define o inferno como “Crença mortal; erro; luxúria; remorso; ódio; vingança; pecado; doença; morte; sofrimento e autodestruição; angústia autoimposta; os efeitos do pecado; aquilo que “pratica abominação e mentira” (CS, p. 588). Graças a Deus que a igreja está a salvo de toda essa infernalidade!

Ao estabelecermos a igreja sobre a rocha, as portas do “inferno” não prevalecerão contra nós. Como Mary Baker Eddy explica: “Nossa igreja está construída sobre o Princípio divino, o Amor. Só podemos nos unir a essa igreja à medida que nascemos de novo do Espírito e alcançamos a Vida que é a Verdade e a Verdade que é a Vida, ao produzir os frutos do Amor — expulsando o erro e curando os doentes” (CS23, p. 35).

Esta seção esclarece e protege nosso conceito de igreja. E agora podemos estender esses princípios metafísicos a outras instituições, como casamento, negócios e família. Que ideia de cura para fundamentar um casamento sobre a rocha – fundamento espiritual – esse Princípio é a única Causa e Criador do casamento. Negócios, igrejas e famílias fundadas sobre a rocha da Verdade de que a Mente divina é a única Causa e Criador são fortificadas e protegidas, e a salvo dos chamados “portões do inferno”. À medida que reconhecemos a Mente divina como a única Causa e Criador, toda a nossa experiência, incluindo amizades, casamento, negócios e família, está livre do “inferno”.

 

Seção 6. Tudo em tudo.

A sexta seção conclui com um lembrete para louvar a Deus como a única Causa e Criador. “O SENHOR [a única Causa e Criador] dá graça e glória” (B22, Salmo 84:11). Cada um de nós tem sua própria maneira de louvar e, à medida que louvamos, sentimos cada vez mais a bênção. Se nos vemos como o raio de sol brilhando do sol central – a única Causa e Criador – a melhor maneira de louvar é brilhar, brilhar, brilhar. E, verdadeiramente, não podemos deixar de brilhar.

Quando brilhamos, estamos louvando e dizendo: “Quão grandes são os seus sinais! e quão poderosas são as suas maravilhas! seu reino é um reino eterno, e seu domínio é de geração em geração” (B24, Daniel 4:3).

Para o raio de sol, o sol é tudo que existe. O raio de sol não conhece outra fonte além do sol. O homem é ainda maior do que o raio de sol, no entanto, porque podemos estar cientes de nossa Causa e Criador. O raio de sol é inanimado. Nossa percepção consciente de nossa Causa e Criador nos torna animados. À medida que compreendemos e nos tornamos cada vez mais conscientes de nossa única Causa e Criador, sentimos cada vez mais bênçãos de nossa união com nossa fonte divina de ser. Como Mary Baker Eddy explica: “Quando aprendemos o caminho na Ciência Cristã e reconhecemos o existir espiritual do homem, vemos e compreendemos a criação de Deus — todas as glórias da terra e do céu e do homem” (CS31, p. 264).


Minha oferta de bônus: uma oração para Uvalde

Como mãe e ex-aluna do ensino fundamental do Texas, meu coração está pesado pelos mais afetados pelo tiroteio na escola em Uvalde, Texas. Concordo com aqueles que estão fartos da falta de ação para evitar a crise dos tiroteios em escolas nos EUA. Isso não está certo. Mas mesmo que possamos tomar ações para mudar esse quadro no futuro, a dor dói agora. Precisamos de cura agora. Não acredito que exista alguma lógica humana que possa curar nossos corações ou tratar das feridas que todos estamos sentindo. A meu ver, não temos escolha a não ser recorrer ao Consolador — a fonte de toda luz. O Amor Divino é uma ajuda sempre presente na angústia.

Enquanto orava pelas famílias que foram diretamente afetadas, percebi que nunca gostaria que outros sentissem pena de mim, chorassem por mim, sofressem por mim ou me vissem como uma vítima. Para a maioria de nós, nosso desejo mais íntimo é saber que as pessoas nos veem como fortes, totalmente supridos, alegres, cheios de domínio e abençoados. Queremos ser vistos como o Amor divino nos vê. Queremos ser vistos como Cristo Jesus “viu” a mulher com fluxo de sangue… como a “Filha” do Amor divino, livre de dor e tristeza. Cristo Jesus viu o homem com a “mão atrofiada” como completo. Ele viu a “mulher desconhecida” como conhecida. Ele viu o homem que nasceu cego como descendente direto de “nosso Pai”. E ele teve compaixão pelas multidões como ovelhas que precisavam conhecer seu Pastor. Ele abençoou seus inimigos… “Pai, perdoa-lhes porque eles não sabem o que fazem”. Suas bênçãos da Verdade, em face do que pareciam maldições, consistentemente corrigiam, confortavam e restauravam aqueles que pareciam ovelhas perdidas.

A mesma consciência de Cristo está disponível para nós hoje. Podemos, como Cristo Jesus, amar e contemplar os outros com pureza suficiente para ver sua força e domínio em meio à tragédia. Podemos ter compaixão quando vemos cada um afetado como tendo um Pastor, e afirmando que eles podem ouvir, sentir e conhecer a voz de seu Pastor (Cristo) como um conforto na escuridão. Acredito que estamos amando os outros mais puramente como os vemos – não como vítimas ou como perpetradores – mas como as ovelhas amadas por um Pastor que as conforta ativamente aqui e agora, e sabendo que elas podem sentir a ternura de nosso Pastor. Assim, enquanto faço esta oração, junto-me a outros que praticam a Ciência – o Conhecimento – do Cristo, pois “solenemente prometemos ser vigilantes, e orar para haver em nós aquela Mente que havia também em Cristo Jesus; fazer aos outros o que desejamos que eles nos façam; e ser misericordiosos, justos e puros” (CS, p. 497).

Amem.

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A equipe de tradução para o português é composta por Martha Henriques, Laura Soriano Yawanawa, Ovídio Trentini, formatação de Ana Paula Steffler e revisão geral de Miguel De Castro. Visite o site Associação dos Alunos de Ciência Cristã do Professor Orlando Trentini, CSB. Ali você encontrará esta tradução e as anteriores para estudo, podendo baixar e partilhar esse copo de água fresca com seus amigos.

Os estudos metafísicos dos Cedros sobre o estudo diário da Lição Bíblica da Ciência Cristã, contendo ideias de aplicação metafísica, são oferecidos, durante todo o ano, para que os amigos da Ciência Cristã vejam e demonstrem o grande valor do estudo diário da LB.

Os Cedros são um suplemento para a LB. O estudo em inglês será publicado na 2a. feira no link https://cedarscamps.org/inspiration/

 

 

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