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CIÊNCIA CRISTÃ – LIÇÃO BÍBLICA

[“Pratique andar no caminho divino”]

“O Amor”
25 a 31 de julho de 2022

Estudo preparado por:

Craig L. Ghislin, C.S.     Godfrey, Illinois, EUA

+1(630) 830-8683; cel/texto +1(630) 234-3987

craig.ghislincs@icloud.com 

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Abreviações: Bíblia JFA Revista e Atualizada – B; Bíblia na Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH; Bíblia A Mensagem – MSG; Ciência e Saúde – CS ou C&S; Lição Bíblica – LB; Acampamento dos Cedros –  CedarS

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Em 1965, as estações de rádio em Chicago, minha cidade natal, tocavam uma canção com uma mensagem simples, mas emocionante:

 

O que o mundo precisa agora é de amor, doce amor

É a única coisa que temos muito pouco

E não apenas para alguns, mas para todos

(Música e letra de Burt Bacharach e Hal David)

 

Hoje em dia ela pode parecer brega. Mas geralmente é na mensagem mais simples que precisamos prestar mais atenção.

Se observarmos a polarização do mundo de hoje, entre nações, partidos políticos, raças, gêneros, e por aí vai, podemos perceber facilmente que aquilo que mais falta a esses pontos de vista conflitantes é amor uns pelos outros. Não temos de concordar com todos ou gostar de todo mundo, podemos, porém, praticar amor e boa vontade com todas as pessoas. Na verdade, devemos. Senão, nunca acharemos as soluções para os nossos problemas.

Simplista? Bem, Cristo Jesus achava que não. De fato, na sua mensagem sobre amarmos uns aos outros está um dos dois pontos-chave dos seus ensinamentos. O primeiro é amar a Deus, e o segundo amar ao próximo. Não é de surpreender que a diretiva mais importante seja também a mais difícil de praticar. Os ensinamentos de Jesus sobre o amor mudaram a trajetória do mundo inteiro, e ainda estão mudando a mais de 2000 anos depois.

O amor ao próximo ainda é a característica principal a distinguir a identidade cristã. O discípulo João foi um importante defensor desse ensinamento. No Texto Áureo temos uma frase que é conhecida praticamente por todos os cristãos: “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus” (1João 4:7).

O teólogo do século dezenove Albert Barnes (1798-1870) comenta o seguinte:

 

“O assunto é aquele ao qual João se dedica mais do que qualquer outro: o do amor. Seu próprio caráter o inclinou especialmente ao exercício do amor; e a notável afeição que o Senhor Jesus havia demonstrado por ele parece ter tido o efeito de dar a essa graça um destaque especial em seus pontos de vista sobre o que constituía a verdadeira religião”.

 

Ele dá três motivos para isso:

 

  1. Todo amor verdadeiro tem sua origem em Deus;
  2. O verdadeiro amor mostra que temos Seu Espírito e que pertencemos a Ele;
  3. Assimila-nos a Deus ou nos torna cada vez mais parecidos com Ele;

 

O conceito cristão de amarmos uns aos outros não se refere a amarmos apenas os nossos amigos. Esse é um amor limitado e preferencial que escolhe favoritos. O mandamento cristão de amarmos ao nosso próximo significa amor universal a toda a humanidade. Um verdadeiro amor cristão pela humanidade é a prova do nosso amor a Deus. E por que é tão importante fazer essa distinção? Conforme o filósofo Soren Kierkegaard (1813-1855) explica: “no amor ao amigo tu estás unido com ele; mas no amor ao próximo tu estás unido com Deus” (Obras do Amor, p. 71).

Esse preceito é desenvolvido na Leitura Alternada. Em 1João 4:8 temos uma declaração que está nos auditórios de muitas igrejas da Ciência Cristã pelo mundo todo: “Deus é Amor”. Novamente, Barnes discute:

 

“Nunca foi feita uma declaração mais importante que essa; nunca houve mais significado acumulado em poucas palavras do que nesta curta frase – “Deus é amor”. Nas trevas deste mundo de pecado – em todas as tristezas que virão agora sobre a raça e que virão sobre os iníquos no futuro – temos a certeza de que um Deus de infinita benevolência domina sobre todos […];”.

 

Nos versículos 11-13, 16, 18, João conclui, logicamente, que se Deus nos considera amáveis como somos, quanto mais deveríamos nós amarmos os nossos semelhantes? Apesar de não podermos ver a Deus com nossos próprios olhos, nós O percebemos pela presença do amor ao próximo que está no nosso coração. Se habitamos no amor, estamos o mais perto que podemos estar de habitar em Deus. Uma vez certos disso, que condição, por mais grave seja, pode nos causar medo?

As Escrituras nos dizem: “… o perfeito amor lança fora o medo”. A The Amplified Bible [A Bíblia Ampliada] interpreta assim essa passagem: “…o amor totalmente desenvolvido (completo, perfeito) manda o medo para fora e expulsa cada vestígio do erro!” [Ttradução Livre]. 

Os três versículos seguintes – 1João 4:19-21 – nos relembram que o amor de Deus por nós veio primeiro. É por isso que temos a capacidade de refletir esse amor. Se dizemos, porém, que amamos a Deus e ainda odiamos nosso próximo, estamos mentindo para nós mesmos, e para o mundo. Se amamos a Deus, segue-se o amor pela humanidade.

 

Seção 1. O mundo precisa de amor, e precisa de Deus

À primeira vista, as palavras de Sofonias 3:14,17 (B1) parecem solidárias e encorajadoras. Mas vamos olhar para o contexto. O The Abingdon Bible Commentary [Comentário Bíblico de Abingdon] explica que o início do capítulo é na verdade uma repreensão a uma Jerusalém rebelde que não estava ouvindo seus profetas: “Ela [Jerusalém] está poluída, pois não confiou em Jeová, seu Deus, mas cedeu ao espírito dos tempos, enredando-se nas políticas internacionais e contentando-se com aspirações meramente mundanas”. O profeta segue, falando sobre “a ganância cruel e insaciável de uma aristocracia libertina e oficiais corruptos…explorada por [àqueles] que não têm respeito inato pelas coisas sagradas e que manipulam os padrões sociais antigos que lhes foram confiados para seu próprio benefício” [Tradução Livre].

Essa descrição faz um retrato que não é diferente dos desafios dos nossos tempos. Mostra um povo que se desviou das leis de Deus. Ainda assim, Deus promete salvar àqueles que se voltarem a Ele. E como sabemos disso? Bem, não é pelo raciocínio humano ou pela evidência dos sentidos. Sabemos por uma comunicação do Espírito (B2, 1Coríntios 2:9). As promessas da proteção e misericórdia ininterruptas de Deus são outro lembrete da segurança que acompanha a obediência às Suas leis (B3, Deuteronômio 7:9,13).

As três primeiras citações de Ciência e Saúde ressaltam a totalidade e paternidade-maternidade do Amor divino (CS1, p. 275; CS2, p. 256). “Nenhuma sabedoria é sábia, senão a sabedoria dEle; nenhuma verdade é verdadeira, a não ser a divina; nenhum amor é amoroso, a não ser o divino; nenhuma vida é Vida, a não ser a divina; nenhum bem existe, a não ser o bem que Deus outorga” (CS3, p. 275).

Na citação 4, Ciência e Saúde ilustra a ternura do Amor. Até mesmo a menor ideia espiritual é suprida com “a força, a imortalidade e o bem” (CS4, p. 518). A citação CS5 (p. 520), precisa ser lida com muito cuidado. Quando a autora diz: “A profundidade, a largura, a altura, a força, a majestade e a glória do Amor infinito enchem todo o espaço”, ela não está dizendo que o Amor enche um ambiente material. Não existe ambiente material. Não existe matéria. O Amor enche todo o espaço porque o Amor é o único “espaço” onde estamos. Existimos nesse espaço, e em nenhum outro.

 

Seção 2. O Amor protege contra perigos físicos

Apesar de parecer que as Escrituras nos impõem a visão de que o amor de Deus por nós depende da nossa obediência, o fato é que Seu amor por nós é incondicional e infinito. Jeremias nos anima com um breve lembrete ao relatar o registro histórico do cuidado amoroso de Deus: “De longe se me deixou ver o Senhor, dizendo: Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí” (B4, Jeremias 31:3). Nem todas as traduções usam a palavra “atrair”, e alguns comentaristas também interpretam seu significado como o homem sendo puxado do barro ou resgatado das mãos de Satanás. A ideia geral é que Deus tomou responsabilidade constante pela nossa segurança. Por isso a afirmação de Isaías de que nunca precisamos ter medo porque Deus está sempre conosco, ou mais precisamente, porque nós estamos sempre com Deus (B5, Isaías 41:10,13).

Apesar de ser improvável que você ou alguém que você conheça seja algum dia jogado numa cova de leões, a história de Daniel ((B6, Daniel 6:1,2,4-7,9,11,12,13,15,16,19-23,25-27)) tem lições com as quais podemos estabelecer alguma relação.

A maioria de nós conhece bem a história; em vez de só passar por ela, dedique um tempo a se aprofundar um pouco mais. Ao lê-la, pergunte-se:

 

  • Já estive eu numa situação em que as pessoas à minha volta tiveram inveja da minha posição ou promoção?
  • Já fui tratado injustamente?
  • Já fui alvo por causa das minhas crenças religiosas?
  • Houve alguma vez em que tentaram me fazer mal?
  • Houve alguma vez em que parecia não haver saída para determinada situação?
  • Já me permiti ser adulado e levado a fazer o que não estava certo?
  • Já me senti algemado por alguma lei injusta?
  • Com que “leões” estou lidando hoje na minha vida?
  • Estou disposto a romper ou comprometer meus princípios para evitar uma condenação? Ou defenderei o que é correto não importa quais sejam os resultados?

 

Esse é só o começo. Há muitas outras questões nessa história, tanto do ponto de vista de Daniel quanto do ponto de vista do rei. Todos podemos nos identificar com uma ou mais dessas situações. 

Lembre-se, Daniel se tornou um alvo porque ele era bom, não porque era mau. Seus inimigos prepararam uma armadilha que sabiam que ele não evitaria. Apesar de tudo, Daniel permanece fiel a Deus. Ele não se permite ser corrompido. Os presidentes e príncipes tentam capturar Daniel por meio de uma lei que na verdade colocava o decreto do rei acima de Deus. Apesar do que determinava a lei, até mesmo o rei orou pela salvação de Daniel.  

Há muitas questões a serem consideradas aqui. Provérbios nos dá a certeza de que qualquer que seja a circunstância, aquele que puser sua confiança no Senhor estará seguro (B7, Provérbios 29:25).

As citações de Ciência e Saúde nessa seção são autoexplicativas. Confiando em Deus, aprenderemos passo a passo que podemos sempre contar com a proteção do Amor divino (CS6, p. 444). Mesmo quando a situação parece perdida Deus está mais perto do que nunca (CS6, p. 567; CS9, p. 319). Não há promessa mais simples do que esta: “Para os que se apoiam no infinito sustentador, o dia de hoje está repleto de bênçãos” (CS10, p. vii).

 

Seção 3. O Amor dá graça aos pecadores

Conforme já mencionamos, as Escrituras podem dar a entender que apenas àqueles que são bons e obedientes podem receber a proteção amorosa de Deus. Então, que esperança haveria para os pecadores? Bem, Jesus não veio para condenar, mas para salvar os pecadores. São Paulo diz: “Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça” (B8, Romanos 6:14). Assim como Deus nos livra dos perigos físicos, Ele também nos livra do pecado. Ainda mais, a lei de Deus não é “lei que exige obediência sem dar poder para obedecer; … sem dar provisão para extirpar [erradicar] o mal ou perdoar o pecado”. Estamos sob a graça – “a misericordiosa e benevolente revelação do Evangelho, que, apesar de requerer estrita conformidade à vontade de Deus, provê poder suficiente para ser assim obedecida; e …concedeu graça para ajudar em cada momento de necessidade” (Adam Clarke c1760-1832, [Tradução Livre]).

Todos nós sabemos que é uma forte corrente de tentação fluindo por nossas vidas. Porém, nós sempre temos escolha. Tiago nos garante que se nos chegarmos a Deus, Ele se chegará a nós. Nossa tarefa é mantermos nossas mãos e corações limpos, e nossa visão focada na Verdade (B9, Tiago 4:8). 

Zaqueu é nosso estudo de caso para essa questão. Conforme sabemos, ele não era necessariamente um homem mau; era muito bom como coletor de impostos para os romanos. Não é de surpreender que os judeus não gostassem muito dele, e o considerassem um pecador e traidor. Seja como for, ele se interessou pela mensagem de Jesus o suficiente para subir numa árvore e poder vislumbrá-lo, e para aceitar o Mestre em sua casa para jantar. E não é só isso, ele muda completamente de vida e promete compensar a todos que ele possa ter enganado. Jesus passa por cada um de nós diariamente, de modo figurado, pedindo para jantar na nossa casa. Sequer prestamos atenção a esse convite? Tomamos o tempo necessário para reconhecer que o Cristo está passando pelas nossas vidas? Desejamos atender a esse chamado e recebê-lo? 

Enquanto o cristianismo tradicional muitas vezes enfatiza a punição pelo pecado, de fato, Jesus na verdade nos redime do pecado por meio do amor: “O Amor divino corrige e governa o homem” (CS11, p. 6).

À exceção de sua repreensão à hipocrisia religiosa, Jesus não condenou os pecadores, ou os excluiu. Ele os amou de maneiras que eles não conheciam antes; demonstrou um senso mais verdadeiro de Amor (CS12, p. 19). A mensagem de Jesus não é superficial. Ele espera que o sigamos sinceramente, permitindo que a verdade nos transforme a fundo. Mary Baker Eddy escreve que as orações de Jesus também não eram superficiais; elas eram “profundos e conscienciosos protestos a favor da Verdade — […] da unidade do homem com […] o Amor” (CS13, p. 12). Tudo o que Jesus fez foi nos incentivar e capacitar a exercermos nosso domínio sobre o pecado e as tentações más, o que significa que nunca temos de temer o pecado (CS14, p. 231). 

Quer estejamos perdidos no pecado, ou na nossa jornada de saída dele, essa pode parecer uma tarefa que não tenhamos muita esperança de cumprir. A Descobridora da Ciência Cristã tinha fé total no poder do Espírito Santo para nos suprir com tudo o que precisamos para vencer. Não é suposição. Ao basearmos nossos esforços no Princípio divino, o Amor, podemos superar cada desafio com “certeza científica” (CS15, p. 496). Conforme Paulo disse aos romanos, a graça não nos condena, ela nos apoia. Alguns podem dizer que arrepender-se do pecado é verdadeiramente um milagre – uma maravilha que só pode ser forjada por Deus. É verdade, não podemos fazer isso sozinhos, e em vez de condenados, somos salvos por meio da graça: “O milagre da graça não é milagre para o Amor” (CS16, p. 494). Não consigo pensar na graça sem lembrar da definição dada na Strong’s Exhaustive Concordance to the Bible [Concordância Exaustiva de Strong para a Bíblia]: “Graça: a influência divina sobre o coração, e seus reflexos na vida” [Tradução Livre].

 

Seção 4. O Amor nos dá poder sobre a doença

Até este ponto da Lição, a ênfase tem sido na totalidade do Amor, sua capacidade de nos proteger de ameaças e nos livrar do pecado. Aqui nós mudamos um pouco para considerar nossa parte em refletir o amor de Deus. Começamos com o poder de cura do Amor. Em Lucas 9:1,2, Jesus dá a seus discípulos “poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças” (B13). Mas esse poder não é alcançado nem demonstrado no vácuo. O poder de cura requer amor expresso pelo sanador. Em Atos 9:32-35 (B14), vemos um exemplo específico desse poder de cura quando Pedro cura um homem com paralisia. A citação B15 (Atos 5:12), confirma que todos os apóstolos levaram a sério o mandamento de praticar a cura.

O livro-texto da Ciência Cristã ressalta que você e eu também devemos seguir o exemplo de cura de Jesus, observando que a incumbência que Jesus deu a seus discípulos para praticar a cura é destinada a todos aqueles que creem e em todos os tempos (CS17, p. 40; CS18, p. 38). Mary Baker Eddy ensina que o amor altruísta é a chave para receber esse poder de cura (CS19, p. 192). A expectativa de que os Cientistas Cristãos pratiquem a cura espiritual não é leviana. A autora chega ao ponto de dizer que curar doenças e destruir o pecado é a “substância de toda a devoção” e a prova de nosso amor pela humanidade (CS20, p. 241). Assim como Jesus conferiu poder de cura a seus discípulos, era também a “esperança persistente” de nossa Líder que toda a humanidade algum dia perceberia o poder de cura do Amor divino (CS21, p. 55).

 

Seção 5. Amar uns aos outros

Aqui novamente, a carta de Paulo a Timóteo reitera o poder do amor para destruir o medo e nos fornecer clareza mental (B16, 2Tim. 1:7). É seguro dizer que a mensagem cristã mais consistente ao longo dos séculos tem sido o amor uns pelos outros (B17, Romanos 12:10). Antes do ministério de Jesus, os ensinamentos religiosos eram frequentemente focados em leis punitivas e restrições destinadas a modificar o comportamento humano. Jesus também certamente pretendia modificar o comportamento humano, mas através de um método totalmente diferente. Jesus ensinou que o amor deve determinar nosso comportamento. No entanto, uma vez que o cristianismo foi estabelecido como uma religião organizada, não demorou muito para que o antigo modo de pensar ressurgisse. Assim que a igreja jovem foi institucionalizada, o cristianismo tornou-se tão punitivo e crítico quanto a lei judaica anterior. É por isso que a carta de Paulo aos Gálatas (B18, Gl. 5:13,14) tem significado tanto para os primeiros cristãos quanto para nós hoje. Por meio dos ensinamentos de Jesus, fomos libertos da lei — as leis impostas pelos homens. Mas essa liberdade não significa que estamos livres da lei de Deus. Na verdade, a nova lei de amar o próximo pode ser ainda mais difícil de seguir (B19, 1Tess. 4:9). Paulo e os apóstolos reiteram repetidamente a lei de amar o próximo.

Não surpreendentemente, Mary Baker Eddy também compreendeu e ensinou que o amor era o elemento chave na prática da Ciência Cristã. Ela escreve: “O amor a Deus e ao homem é o verdadeiro incentivo, tanto para curar como para ensinar. O Amor inspira, ilumina, designa o caminho e nele nos guia […]” (CS22, p. 454). Simples assim. Podemos imaginar um motivo melhor do que o amor? Se quisermos avaliar como estamos indo em nossa jornada cristã, temos apenas que examinar “onde estão nossos afetos e a quem reconhecemos e obedecemos como Deus” (CS23, p. 239).

Nesse ponto podemos nos perguntar: Estou permitindo que minha vida seja transformada pelo amor? Estou desviando o olhar das coisas do mundo para as alegrias mais elevadas do céu? Estou expressando amor apenas para minha família e amigos (um amor preferencial)? Ou estou sendo amoroso para com meu próximo como Jesus indicou (um amor espiritual)?

 Kierkegaard fornece esta observação astuta:

 

“A certa distância cada um conhece o próximo, e contudo, é uma impossibilidade vê-lo a distância; se tu não o vires tão próximo que incondicionalmente, diante de Deus, o vejas em todo e qualquer ser humano, tu simplesmente não o verás” (Obras do Amor, p. 85).

 

Em nossos tempos conturbados atuais, fazemos bem em prestar atenção ao que a Líder do movimento da Ciência Cristã entendeu ser o antídoto para cada guerra, divisão política e problema que enfrentamos. “Com um único Pai, isto é, Deus, toda a família humana consistiria de irmãos…” (CS24, p. 469). Ela acrescenta que é nosso dever solene como cristãos ter um Deus e amar o nosso próximo (CS25, p. 496).

 

Seção 6. Um verdadeiro objetivo

A seção final resume nosso objetivo: “Aperfeiçoai-vos, consolai-vos, sede do mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz estará convosco” (B20, 2Coríntios 13:11). Ser perfeito significa ser desenvolvido. Ser de bom ânimo significa levar esta mensagem a sério. Ser unânimes significa não ser clones uns dos outros, mas viver de maneira agradável uns com os outros – encontrar coisas que nos unam, em vez de nos dividir. Viver em paz significa exatamente o que diz. Todas essas diretrizes se resumem em amor.

Não é impossível viver assim. Nós podemos fazer isso. Para a verdadeira felicidade, nosso objetivo é viver de acordo com Cristo (CS26, p. 337). Como fazemos isso? Nós “subordinamos o falso testemunho dos sentidos corpóreos aos fatos da Ciência” (CS27, p. 516). Isso significa simplesmente desistir de nosso senso pessoal das coisas e ver a nós mesmos e aos outros através dos olhos de Deus. Temos que lembrar que não cabe a nós fabricar amor ou forçar o florescimento de um mundo amoroso por meio de leis e restrições. Isso não vai funcionar! Em vez disso, renunciamos aos esforços humanos e reconhecemos que a lei de Deus é a única lei que existe. Nosso trabalho é estar disponível para esse Amor. Lembre-se, que a doutrina da Ciência Cristã não é que não podemos ser privados de Deus. É que Deus não pode ser privado de nós! (CS28, p. 304). A citação final nesta Lição-Sermão afirma isso claramente: “O Amor universal é o caminho divino na Ciência Cristã” (CS29, p. 266). Não do nosso jeito, do jeito de Deus!

 

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A equipe de tradução para o português é composta por Martha Henriques, Laura Soriano Yawanawa, Ovídio Trentini, formatação de Ana Paula Steffler e revisão geral de Miguel De Castro. Visite o site Associação dos Alunos de Ciência Cristã do Professor Orlando Trentini, CSB. Ali você encontrará esta tradução e as anteriores para estudo, podendo baixar e partilhar esse copo de água fresca com seus amigos.

Os estudos metafísicos dos Cedros sobre o estudo diário da Lição Bíblica da Ciência Cristã, contendo ideias de aplicação metafísica, são oferecidos, durante todo o ano, para que os amigos da Ciência Cristã vejam e demonstrem o grande valor do estudo diário da LB.

Os Cedros são um suplemento para a LB. O estudo em inglês será publicado na 2a. feira no link https://cedarscamps.org/inspiration/

 

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