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CIÊNCIA CRISTÃ – LIÇÃO BÍBLICA

[Exalte o Bem!]

“A Realidade”

22 a 28 de março de 2021

Estudo preparado por:

Craig L. Ghislin, C.S. Godfrey, IL, EUA

craig.ghislincs@icloud.com / +1(630) 830-8683/ +1(630) 234-3987

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Abreviações: Bíblia JFA Revista e Atualizada – B; Bíblia na Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH; Bíblia A Mensagem – MSG; Ciência e Saúde – CS ou C&S; Lição Bíblica – LB

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Introdução

O Texto Áureo é um exemplo do formato padrão de oração hebraica. O suplicante começa lembrando as maravilhas que Deus tem feito por ele e por Israel—”são mais do que se pode contar” (Salmos 40:5). Isso é muito mais do que simplesmente olhar o lado bom das coisas para assim tentar minimizar seus problemas. Isso é focar o pensamento na realidade.

De modo geral, as pessoas tendem a focar nos problemas em vez de focar nas coisas boas. Até uma picada de um mosquito pode nos distrair tanto a ponto de nos esquecermos que 99,99% do nosso corpo não está coçando. Em vez de ficarmos paralisados pelo problema, por que não focarmos no bem? Há muito murmurinho esses dias estar atento e viver com propósito. Percebi que, de um ponto de vista metafísico, viver com propósito significa tomar posse de seus pensamentos e decidir por você mesmo no que deseja focar, em vez de deixar o corpo ou as circunstâncias decidirem por você.

Por toda a Bíblia há exemplos genuínos de exaltação do bem. Até em meio a desafios mais agressivos, aqueles que têm fé se voltam de todo coração a Deus.

A Leitura Alternada discorre sobre a compreensão de que não importa onde estamos — ou pensamos que estamos — não importa que as circunstâncias se pareçam muito difíceis, somos sempre guiados, cuidados e protegidos por Deus. Observe que o salmista não está ignorando os desafios. Ele os percebe, mas ele não é distraído ou consumido por esses desafios; confiante de que tudo o que acontece coopera para o bem em sua experiência, o salmista é grato pelas correções de todo pensamento errado. Sua abordagem é eficaz porque, como a lição aponta, só o bem é real. Paulo termina com a forte convicção de que “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Romanos 8:31).

Seção 1. Fique atento aos seus pensamentos.

Nós realmente vigiamos bem de perto nossos pensamentos? Suspeito que grande parte do tempo nós aceitamos todo pensamento que nos chega ou operamos no piloto automático — andando de um lado para o outro fazendo coisas sem muito pensar. Separe um tempo de apenas 2 minutos e veja quantos pensamentos diferentes você tem nesse tempo e como eles são abrangentes. Mesmo se você tentar focar em uma coisa por apenas dois minutos, isso já é muito difícil. Em Filipenses 4:8,9 (B1) nos é aconselhado ocupar o pensamento somente com as coisas boas. Experimente e veja o resultado.

Não leva tempo para perceber como nossos pensamentos podem ser dispersos e indisciplinados. Por outro lado, os pensamentos de Deus nunca são aleatórios ou frívolos. Como Jeremias diz, eles têm um propósito e um objetivo (segundo a Bíblia da Nova Versão Internacional).

Não há dúvidas de como as coisas terminarão (B1, Jeremias 29:11).

A palavra de Deus e seus pensamentos são uma só e a mesma coisa. E tudo o que Deus pensa é bom, perfeito e verdadeiro.

“O conselho dos gentios” (B3, Salmos 33:10) é o interminável moinho de teorias e argumentos que murmuram numa corrente incessante. Temos que tirar do pensamento aquele “fluxo não-pensante” e tomar posse dos nossos pensamentos. Os pensamentos de Deus não oscilam aleatoriamente. A Mente infinita não pensa em uma forma linear com um pensamento por vez: Deus tem apenas bons pensamentos— todos de uma vez. Vale a pena repetir que focar e exaltar o bem não significa viver num conto de fadas. Os profetas, com frequência, apontam muito para o erro na experiência humana. Mas como Isaías 25:1 (B4) ilustra, a ênfase está na exaltação de Deus e nas maravilhas que Ele tem feito. Os pensamentos de Deus são juízo e verdade — nós podemos nos apoiar neles sem medo.

Em Ciência e Saúde, lemos: “O ponto de partida da Ciência divina é que Deus, o Espírito, é “Tudo-em-tudo”. O dicionário The Student’s Reference Dictionary define “Tudo-em-tudo” como todas as coisas para uma pessoa ou tudo aquilo que é desejado. Deus é realmente o seu Tudo-em-tudo? Um pensador criativo que conheço sugere que periodicamente ao longo de cada dia paremos para uma “checagem de realidade”. Ele chama isso de encontrar “um ponto de convicção”. Para ele, isso é tão simples como considerar o fato de que ele sabe que ele mesmo tem uma mão esquerda. Isso pode parecer um pouco estranho para os Cientistas Cristãos, e eu não estou sugerindo que você adote essa prática, mas isso tem uma lógica. Eu ouvi, há anos, que, durante a Segunda Guerra Mundial, os nazistas praticavam uma guerra mental e tentavam incutir o medo na mente das forças Aliadas, principalmente naqueles que estavam nos submarinos, se eu me lembro bem. Mas eu acredito que foram os britânicos que foram informados de que para combater essa influência mental maligna eles deveriam recitar o alfabeto mentalmente de modo que aquela certeza simples e clara ocuparia as mentes dos marinheiros e bloquearia pensamentos de medo.

Isso é bem básico. Mary Baker Eddy diz que na Ciência Cristã, nosso ponto de partida metafísico é reconhecer Deus como o “Princípio divino de tudo o que realmente existe” (CS1, p. 275). Isso é uma convicção na qual vale a pena nos firmarmos!

Quando silenciamos o fluxo de noções errantes, aleatórias e indomáveis com a certeza de que Deus, o Espírito, vai nos preencher e elevar nossa consciência, a compreensão espiritual nos ajuda a distinguir a linha de demarcação entre o que é real e o que é irreal. Mas aqui está a dica: essa compreensão não é o resultado de um exercício de entendimento intelectual. “É a realidade de todas as coisas trazida à luz.” (CS2, p. 505)

Temos de admitir que esse é um ponto de vista bem radical. Aqui está outro: Deus não criou o erro, nem o permite, muito menos sabe sobre ele. Sim! Você leu certo. A maior parte do mundo — se acredita em Deus — acha que Deus conhece todas as coisas inclusive o mal. Mary Baker Eddy não via dessa maneira. De fato, ela chega a dizer que é impossível Deus ter conhecimento do mal. Se Deus conhecesse o mal, o mal deveria ser real, se fosse real, Deus é quem o teria criado (CS4, p. 474). Se Ele tivesse criado, não haveria nada que pudéssemos fazer sobre isso. Nós estaríamos presos a isso, ou teríamos que ser mais fortes do que Deus para sermos capazes de reverter algo que Ele criou.

Mary Baker Eddy permaneceu fiel à sua lógica divina, o que lhe permitiu declarar confiantemente que Deus, a Verdade, é real e o erro é irreal (CS5, p. 368).

Esse foi o lance final, se é que houve um.

Seção 2. “Não é assim, meu bem! Simplesmente não é assim!”

Jesus não tinha nenhum problema em aceitar apenas o que era real. Certa vez me contaram, que uma praticista da Ciência Cristã do sul dos Estados Unidos tinha sempre a mesma resposta para qualquer problema que algum paciente lhe apresentasse: “Não é assim, meu bem! Simplesmente, não é assim!”.

Embora Jesus não empregasse essas palavras, elas têm o mesmo efeito das respostas dele. A Lição desta semana relata o caso de um homem possesso de “um espírito imundo”. Os comentaristas são da opinião de que esse caso era o resultado de algum problema moral interno, que inicialmente levou o homem a abrigar o demônio. Temos, portanto, o caso de um homem que não deu atenção aos pensamentos perversos que acalentava e acabou envolvido por eles. É comum, que o indivíduo mais corrupto seja o que proteste com maior vigor, principalmente contra algo ou alguém que é correto em todo o seu proceder. Jesus, não se deixou impressionar por essa obstinação e repreendeu o espírito perverso. É natural, que este não desaparecesse pura e simplesmente, e antes de ser curado, o homem foi levado a sofrer fortes convulsões. Jesus não ficou impressionado, e os que presenciaram o ocorrido ficaram maravilhados ante o poder sanador expresso por Jesus. Jesus constantemente enfrentava oposição à sua missão, quer de uma maneira, quer de outra. Mas ele nunca se permitia qualquer desvio de pensamento.

Há desvios de todos os tipos – às vezes sob a forma de resistência e outras até mesmo sob a forma de adulação. Mas Jesus nunca mordeu a isca. Dizia a todos que o poder não era dele, mas de Deus. Apesar da má interpretação constante de sua obra, Jesus sempre enfrentou a situação com domínio. Na Bíblia A Mensagem, uma paráfrase do Novo Testamento em Linguagem Contemporânea, Eugene Peterson interpreta uma das respostas de Jesus da seguinte maneira: “~Então, eu chego, declaro toda a verdade, e vocês não querem nada comigo. Será que algum de voês pode provar que eu disse uma só palavra enganosa ou cometi um simples pecado? Mas se digo a verdade, por que não creem em mim?”. Embora seja verdade que Jesus apresentasse uma nova maneira de abordar a teologia, sua intenção não era a de subverter a lei de Deus. Ele veio para cumpri-la. Qualquer que fosse a doença, Jesus a repreendia e curava.

Ciência e Saúde salienta o fato de que Jesus tinha paciência tanto com os seguidores como com os detratores (CS6, p. 136). Ao concluirmos que não como Deus causar o mal, chegamos a uma conclusão lógica decorrente desse fato – que, de igual modo, um Deus que é bom, não poderia e não produziria a doença (CS7, p. 474). Ao sentido humano, o pecado, a doença e a mortalidade parecem ser inevitáveis. Mas à medida que Cristo nos desperta para a realidade espiritual percebemos que o quadro mortal é um sonho ilusório. Nosso livro-texto nos mostra que: “A realidade é espiritual, harmoniosa, imutável, imortal, divina, eterna” (CS9, p. 335). Se não for espiritual, não é real. Mesmo em face da declaração franca e direta de Mary Baker Eddy, somos propensos a aceitar simplesmente o que os sentidos nos informam. A Ciência Cristã, entretanto, nos ensina: “agarra-te firmemente à verdade do existir, em contraposição ao erro de que a vida, a substância e a inteligência possam estar na matéria” (CS11, p. 418). Deveríamos sempre advogar em prol da verdade. As miríades de confusões das circunstâncias materiais não têm poder para definir nem prescrever a realidade. A realidade é governada pela verdade permanente.

Seção 3. Não acredite em impostores.

No Acampamento dos Cedros, às vezes fazemos algumas brincadeiras para desafiar os jovens. Vendamos os olhos de um grupo que deve procurar se desviar de obstáculos entre os pontos A e B, enquanto seus auxiliares gritam comandos para os orientar. Parece algo muito simples, até que entra em ação outro grupo, os “adversários”, que gritam comandos com o propósito de confundir o grupo inicial. É importante discernir entre a voz do seu auxiliar, que quer lhe ajudar e não prestar atenção aos comandos daqueles que procuram confundi-lo. Em nossa vida, sofremos impulsos que nos beneficiam e outros que causam conflitos. Provérbios nos aconselha a não nos deixarmos seduzir pelo mal (B10, Provérbios 1:10).

Nem sempre percebemos que estamos sendo seduzidos. O livro de Atos se refere aos falsos profetas. Esses impostores parecem estar a seu favor, quando, de fato, o afastam da realidade espiritual. Paulo não se deixou enganar. Ele percebeu a trama. Ele os desafiou devido ao seu ardil e o relato mostra um caso em que “no mesmo instante, caiu sobre ele névoa e escuridade” (B11, Atos 13:9-11). Em 2Coríntios 4:3,4 (B12) Paulo diz que o evangelho está “encoberto para os que se perdem”. Ele diz que o deus desse mundo nos cega para a realidade. De acordo com um comentarista o pecado obsta nossa visão:

O nervo espiritual é destruído. A retina da mente está em mau estado. Não se forma uma imagem correta… Algo se interpôs entre você e a verdade. Você percebe o mundo através de um meio obscurecedor, de um mundo denso??? Um grande pecado impede a visibilidade. O céu é eclipsado. Você não consegue perceber Deus (James Nisbet’s Church Pulpit Commentary).

Mary Baker Eddy apresenta uma visão semelhante quando escreve que acreditar que a matéria possui inteligência é como estar envolto na neblina que se dissipa quando brilha a luz da verdade (CS12, p. 205). Essa crença de vida na matéria, da mistura do bem com o mal obscurece a verdadeira visão. Você alguma vez se sentiu como se estivesse perdido?

Para encontrarmos nosso caminho, precisamos aprender que todo o mal – assim como aqueles falsos profetas – nada mais é do que uma impostura. Quando o mal se apresenta como se fosse capaz de nos afetar, podemos recorrer ao seguinte trecho de Ciência e Saúde: “o mal não é supremo; o bem não está desamparado…” (CS15, p. 207). Isso é realmente importante. Precisamos compreender que o mal só tem o poder que nós lhe concedemos. O mal nada é, a não ser que nele creiamos e o aceitemos. Compete a nós recusarmo-nos a sermos influenciados pelo mal. Se acharmos ser difícil dizer “Não” ao mal, podemo-nos lembrar que dizer “Sim” para Deus é mais fácil. Se realmente amarmos o bem, procuraremos alcançá-lo e os resultados comprovarão que estamos no caminho certo (CS16, p. 239).

Seção 4. Estamos todos no mesmo time.

Um dos lugares onde esperamos encontrar segurança e apoio é na igreja. Afinal, Jesus disse que as pessoas reconheceriam seus seguidores pelo amor mútuo. Mesmo assim, desde o início, a igreja lutou com divergências e facções.

Paulo escreve aos Coríntios que foi informado de desentendimentos entre eles, e que acreditava que isso poderia ser verdade (B13, 1Cor. 11:18). Os comentaristas especulam que as divergências mais frequentes eram mais questões de comportamento do que teológicas. Paulo ansiava que esses relatos não fossem verdadeiros, mas com base no número de cartas que ele e os apóstolos escreveram sobre a desunião na igreja, deve ter sido um problema contínuo. Esses desafios de relacionamento com a igreja também são evidentes no Antigo Testamento. Em Malaquias 2:10 (B15), o profeta apela aos seus ouvintes: “Não temos nós todos o mesmo Pai? Não nos criou o mesmo Deus?”. Superficialmente, isso pode parecer um simples apelo à fraternidade, mas há mais do que isso quando visto em contexto.

Originalmente, esta foi uma acusação contra os judeus que estavam abandonando suas esposas judias e se casando com pagãs. De acordo com Matthew Poole (1624-1679), desde o retorno dos judeus do exílio na Babilônia, este foi um problema comum entre leigos e sacerdotes. Todo mundo estava fazendo isso. Hoje, podemos ver isso como um aviso sobre quaisquer hábitos ou pensamentos mundanos que adquirimos ou trazemos para a igreja. Poderíamos perguntar: “Com que crenças mundanas estamos casados? O que convidamos para nosso lar mental, para cuidar e viver, que nos afasta da família de Deus?”.

Tiago 3:14 (B16) menciona especificamente a inveja como algo que devemos observar. O escritor bíblico aponta que, mesmo um homem excelente na maior parte do tempo, e que mostra “mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as suas obras “, pode cair na inveja.

Ele pode ser um filósofo, pode transitar especulativamente no mundo do abstrato e do ideal, e ainda assim sua alma estar cheia dessa malícia corrosiva. A inveja também é o mal mais puro. Quase todas as outras paixões, mesmo reconhecidas como pecaminosas, contêm algo de bom ou aparência de bom. Mas a inveja ou o ódio de um homem pelo bem que há no próximo, ou que de alguma forma pertence a este, é o mal puro. É o sopro da velha serpente. É o diabo puro, assim como também é puramente espiritual [o que ele chama de “mental”]. É um veneno para a alma …

Em Efésios 4:31 (B17), somos aconselhados a “ficar longe” da amargura, da cólera, ira, gritaria e blasfémias. John Trapp (1601-1669) nos diz que isso significa “orar imediatamente” permitindo que essa oração cresça para além de nós. Eu amo essa ideia – “orar””, o mais rápido possível. Temos a tendência de deixar as coisas demorarem ou tratá-las com indiferença, mas devemos lidar com elas prontamente.

Ciência e Saúde ensina que o remédio para as divisões é reconhecer que todos os homens têm uma só Mente (CS17, p. 469). A discórdia é uma crença de muitas mentes concorrentes e não é nosso estado natural. A harmonia é o verdadeiro estado do homem porque somos todos irmãos. Muitas das disputas na igreja são sobre procedimentos e “regras”. Nas igrejas da Ciência Cristã, os membros geralmente empregam o termo “Princípio” durante essas “discussões”. No entanto, devemos lembrar que o Princípio divino é o Amor. A palavra “regra” vem do termo que significa “treliça”. Sabemos que uma treliça é usada para levantar as trepadeiras do solo e, em seguida, treiná-las para se manterem erguidas a fim de darem mais frutos. Então, ao invés do Princípio ser duro e severo, é realmente gentil, nos conduzindo ao céu, encorajando a produção de mais frutos. Nosso livro-texto nos pede que “Aprendamos sobre o que é real e eterno, e preparemo-nos para o reino do Espírito, o reino dos céus” (CS19, p. 208). Para estar em harmonia com Deus, não podemos nos deixar distrair por disputas pessoais. Devemos ser governados pela realidade – a realidade de que Deus é a única Mente. Não devemos conceder à discórdia na igreja tanto quanto não concedemos à discórdia física (CS20, p. 186).

Não se impressione se vir turbulência entre os cargos da congregação. Continue trabalhando, confiando que a compreensão da onipotência e unidade da Mente é a única realidade e observe sua ação em nossa vida.

Seção 5. Será que existe algo “demais”?

Em Romanos 8:35,38,39 (B18), Paulo coloca a questão: “Quem nos separará do amor de Cristo?”. Sempre pensei nisso como significando que nada do que aconteceu poderia separar o Cristo de me amar e proteger. Mas o teólogo Adam Clarke (c1760-1832) oferece uma leitura diferente. Ele escreve: “a questão não é: quem separará o amor de Cristo de nós? ou impedir que Cristo nos ame? mas, quem nos separará do amor de Cristo? Quem ou o que poderá remover nossa afeição dele?”. O ponto de vista de Clarke nos leva a refletir sobre a questão – há algo que possa diminuir nossa fé ou nos fazer perder nosso amor a Deus? Para que isso aconteça, teríamos de estar convencidos de que algo diferente de Deus é real, ou que Deus não é o que pensávamos que Ele fosse.

Paulo declara que está “bem certo” de que nada poderia separá-lo do amor de Cristo. O pastor contemporâneo Mark Dunagan aponta que, de acordo com as imagens de Robertson no Novo Testamento, a frase: “Porque eu estou bem certo” significa “estou convencido”. E continua:

Esta é a chave para explicar por que alguns cristãos falham e outros têm sucesso. Tudo se resume a “convicção, fé, confiança”. A pessoa que não pode se permitir confiar em Deus, falhará! A boa notícia é que “confiança” é algo sobre o qual temos controle. Não temos controle sobre as “coisas externas, nem muitas das circunstâncias”, mas podemos ter o controle sobre no que escolhemos acreditar! E “em quem” escolhemos confiar.

Paulo provou essa confiança por meio de muitas provações severas. Certa vez, enquanto pregava tarde da noite, um jovem adormeceu profundamente e caiu do terceiro andar e foi levantado morto (B19, Atos 20:7-12).

Agora vamos pensar um pouco em Paulo. Não podemos saber com certeza o que ele estava sentindo, mas imagine o que pode ter sido tentado a sentir. Ele poderia ter ficado envergonhado que tal tragédia aconteceu enquanto discursava. Poderia se sentir culpado por perceber que amava o som de sua própria voz mais do que as necessidades de seus ouvintes. Como você se sentiria se isso acontecesse enquanto você estivesse pregando? Para a maioria das pessoas, quando alguém está morto, é tarde demais para fazer qualquer coisa a respeito e, provavelmente, nos sentiríamos péssimos. Os velhos ditados sobre a fragilidade da vida podem ser muito amplos. Alguém também pode ser dominado pela ironia e superstição – “Bem quando as coisas estavam indo bem, esse cara caiu da janela!”.

Aparentemente, Paulo não se incomodou com nada disso. Ele não correu para fora do prédio, nem pensou no azar que teria tido, ou como esse acidente poderia desfazer tudo o que tinha acabado de pregar. Paulo não perdeu o ritmo. Ele foi até o rapaz e o segurou, e o jovem reviveu. Por quê? Porque Paulo sabia que a imagem material de morte e de acidente não era real. Deus é a Vida e Deus é a única realidade.

Bom, não posso falar por você, mas, no meu caso, muitas vezes estava me sentindo muito bem com a minha oração, ou às vezes voltando para casa pensando na ótima conferência que tinha dado, ou feliz após ler no culto na igreja – ou mesmo apenas divagando —e, então, logo em seguida, Tcham! Acontecia algo que colocava tudo isso à prova. Pode ser qualquer coisa, desde uma irritação com uma coisa simples a um grande problema; mas algo acontece para desfazer todos os bons sentimentos que acabei de ter.

Somos lembrados em Gálatas 5:25 (B20) que, se pretendemos viver no Espírito, precisamos andar no Espírito. O que isso significa? O Rev. John Milne de Perth escreve: “O que é o andar de um homem? É toda a sua vida, toda a sua conduta, exterior e interiormente tudo o que ele pensa, sente, deseja, fala, faz, sofre. Andar no Espírito é ter o Espírito Santo originando, dirigindo, controlando e governando tudo isso”.

Isso descreve uma consistência de fé e uma adesão inabalável à supremacia de Deus, o Espírito, a Vida, em face de todo e qualquer testemunho que o sentido material diga em contrário. Não importa como a imagem humana pareça ser real, a única realidade verdadeira é o que Deus sabe, está vendo e fazendo. Mary Baker Eddy tinha essa posição, e ela a manteve onde outros teólogos não percebiam. Para ela, se Deus era real e Deus era Vida, então não havia morte; e qualquer evidência de morte seria falsa. Ela escreveu: “O Espírito é a vida, a substância e a continuidade de todas as coisas” (CS23, p. 124). Ela afirma que o pecado, a doença e a morte só parecem reais e que, “Elas não são verdadeiras porque não são de Deus” (CS24, p. 472). Ela chega a dizer que “A mortalidade do homem é um mito” (CS26, p. 545).

O que a descobridora da Ciência Cristã diz sobre a realidade da Vida e a irrealidade da morte é diferente de tudo que encontrei em qualquer outro lugar. Apenas reserve um tempo para realmente refletir e absorver as citações nesta seção e especialmente a CS28 (p. 427) em Ciência e Saúde. É notável. Aqui estão alguns trechos: Se é verdade que o homem vive, esse fato na Ciência [na realidade] jamais pode mudar para a crença oposta de que o homem possa morrer… O existir individual do homem não pode morrer nem desaparecer na inconsciência, assim como a Alma também não pode, pois ambos são imortais… O pensamento despertará de sua própria declaração material: “Estou morto”, para ouvir este toque de clarim da Verdade: “Não existe morte, não existe inação, nem ação doentia, nem ação excessiva, nem reação”.

A autora dessas palavras promete que, conforme compreendamos isso, nossos dias serão prolongados (CS29, p. 487). Ter essa convicção nos dá o poder de superar todos os desafios, não importa o quão assustador eles possam parecer.

Seção 6: Manter o curso faz bem – realmente!

Apesar de parecer ter uma aplicação ampla, o contexto da terceira carta de João oferece algumas reflexões interessantes (B21 – 3 João 1:2,4,11). A carta foi escrita para Gaio, quem os comentaristas dizem que estava sofrendo de longa enfermidade. Por isso Paulo desejava que sua saúde e alma estivessem em excelente estado. Como já falamos, é fácil termos a mente sã quando as coisas estão indo bem, mas quando temos de subir morro acima, manter a fé não é nada fácil. Assim João está expressando sua admiração, não pelos Cristãos de tempo bom, mas por aqueles que são consistentes quando testados, e se mantém na verdade.

Pedro também nos encoraja a seguirmos em frente apesar da resistência (B22—1 Pedro 3:13). Em A Mensagem, Eugene Peterson parafraseia as palavras de Pedro da seguinte forma: “Se com coração e alma você está fazendo o bem, você acha que pode ser parado?” Se lermos além dessa citação na lição, Pedro segue dizendo: “Mesmo que você sofra por isso, você ainda assim fica em melhor situação. Não dê sequer um segundo pensamento para a oposição.” É este tipo de perspectiva que nos leva a superar os desafios até a vitória.

O Ciência e Saúde nos traz de volta à super0fície com o lembrete de que os desafios que encaramos não são reais. O homem real é e sempre será perfeito, portanto não há nada para mudar. Tendo essa verdadeira ideia do que é real, perdemos todo o medo ou senso do mal (CS31, p. 325:2-5). A Lição termina com uma simples verdade: “A realidade espiritual é o fato científico de todas as coisas” (S32—CS 207:27). À medida que exaltamos o bem nada pode nos convencer do contrário.

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A equipe de tradução para o português é composta por Ana Steffler, Bianca Pessoa, Ovídio Trentini, Ursula J. Dengler e William Trentini, com revisão e preparação de Leila Kommers, e apoio metafísico de Elisabeth Zir Friedrichs. Visite o site Associação dos Alunos de Ciência Cristã do Professor Orlando Trentini, CSB. Ali você encontrará esta tradução e as anteriores para estudo, podendo baixar e partilhar esse copo de água fresca com seus amigos.

Os estudos metafísicos dos Cedros sobre o estudo diário da Lição Bíblica da Ciência Cristã, contendo ideias de aplicação metafísica, são oferecidos, durante todo o ano, para que os amigos da Ciência Cristã vejam e demonstrem o grande valor do estudo diário da LB.

Os Cedros são um suplemento para a LB. O estudo em inglês será publicado na 2a. feira no link http://www.cedarscamps.org/metaphysical.

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