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CIÊNCIA CRISTÃ – LIÇÃO BÍBLICA

“Viva para doar” Significa Viver para Amar

Estudo Metafísico do Acampamento dos Cedros
Uma ajuda para o estudo da Lição Bíblica

Tema: AMOR
De 28 de julho a 3 de agosto de 2014

Abreviações: Bíblia – B; Bíblia na Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH;
Ciência Cristã – CC; Ciência e Saúde – CS; Lição Bíblica – LB; MSG – Bíblia A Mensagem

As palavras do Texto Áureo: ”[…] Com amor eterno eu te amei[…]” Jeremias 31:3, são muito agradáveis para ponderar, e quase instantaneamente nos trazem um senso de esperança. São parte de uma previsão  dada aos filhos de Israel quando estavam no exílio. O Comentário Bíblico Abingdon diz que essas palavras eram parte de uma promessa de Deus de “[…]restaurar para si um povo que  havia perdido a coragem de procurá-Lo”. Adam Clarke vê essas palavras como aplicáveis a todos que creem—como exemplo de um povo—“maravilhosamente protegido pela providência e misericórdia de Deus, como  prova constante da divina autoridade das Escrituras[…]”. Seu ponto de vista se baseia no fato de que os filhos de Israel haviam sido salvos mais de uma vez e que sua relação com Deus tinha uma história forte e contínua.
Sim, os filhos de Israel foram finalmente libertados do exílio e puderam retornar para casa; mas quando estavam a meio caminho pareciam ter mil razões para desistirem—como acontece conosco às vezes. As Escrituras prometem que o amor de Deus é duradouro—não confinado a tempo nem pessoas. Existe eternamente sem falha e sem limitação.
Leitura Alternada Jeremias 31:3, 7-9, 11-14;  Salmos 145:9
A LA é uma continuação do TA. Como exilados, os Filhos de Israel, por algum tempo, não haviam sentido nenhuma prova da proteção divina. O profeta diz-lhes que Deus sempre os amou e lhes mostrará Seu amor libertando-os do cativeiro.
Você já se sentiu assim? Como se não sentisse a presença de Deus como costumava sentir? Como se, por alguma razão, tivesse perdido o rumo e ficado separado do amor e da proteção de Deus? O profeta nos alenta a “cantar com júbilo” e esperar pela salvação. Promete que Deus trará de volta cada um, independente da localização ou condições locais. O profeta também prevê que os exilados voltarão com remorso pelos seus pecados. Isto poderia ser uma dica para nós enquadrarmos nossa atitude de voltar para Deus. Quando nos sentimos separados dEle, não é porque Deus se afastou de nós, mas porque nós LHE voltamos as costas. Precisamos reconhecer nossos erros para poder corrigi-los. Quando assim procedemos, veremos que Deus nos protege e guia por caminhos que incluem a provisão do que precisarmos para êxito na caminhada. A fim de nos poupar andar em ziguezague rumo  a Deus, Ele nos dá direção para irmos sempre em frente “por caminho reto”.
O profeta indica que toda e qualquer necessidade será suprida quando os remidos do Senhor afluirão para a bondade do Senhor.  A  referência  a cereais, pode-se entender como trigo, tem especial significado para o staff do Acampamento dos Cedros muitas vezes referidos como o “melhor do trigo”.
O pastor batista e estudioso da Bíblia do Séc. XVIII, John Gill indica que o “melhor do trigo” inclui o efeito nutricional do evangelho como oposição à palha das falsas doutrinas. Ele afirma que o “melhor do trigo” se refere às provisões de Deus—do maná no deserto, a Cristo Jesus como “o pão da vida”. Nós vamos a Deus, e participantes do acampamento dos Cedros vem a esse local porque aqui há o “melhor do trigo”. Intuitivamente sabemos que nossa verdadeira nutrição vem do procurar, escutar e obedecer a Deus.
O efeito prático de direcionarmos nossa volta a Deus é que nossas preocupações são transformadas em alegrias, e onde alguma vez estivemos abatidos e sem esperança, estaremos confortados e jubilosos, plenamente satisfeitos com tudo o que é bom. O salmista nos recorda que o Amor opera sem discriminação e que ninguém fica de fora: “O Senhor é bondoso com todos e cuida com carinho de todas as suas criaturas” (NTLH).

Seção 1: Sempre começamos com Deus
O que é que nos torna bom? O que é que  nos faz ao menos tentar ser bom? O que nos faz amar? Ou querer  amar? Ou procurar pelo amor? É por acaso, um aspecto humano embutido em nossa natureza? Alguns pensam que sim, mas outros afirmam que o oposto é a realidade: que o homem geralmente é um bruto e existe só para procurar os seus interesses egoístas. A “teoria do mais forte” não se baseia num desejo intrínseco por amor e bondade. Um religionista tradicional diria que o foco da religião é instigar a humanidade a objetivos mais elevados e desapegados do ego que são contrários às suas inclinações naturais. Falando em geral, a maioria das disciplinas espirituais mira uma melhoria da humanidade dando-lhe algo melhor para enfocar do que meras inclinações egoístas.
A maioria das tradições também mantêm teorias quanto ao porquê do gênero humano necessitar tanto de ajuda para portar-se melhor. De um ponto de vista geral, as histórias sobre a humanidade demonstrar tão pouca bondade natural, gentileza e amor se dão conta de que ele uma vez foi bom mas que por uma ou outra desobediência pecaminosa, ou por alguma decepção cósmica, acabou caindo no seu atual estado de depravação. Profetas, guias espirituais, e outros indivíduos iluminados têm tentado ensinar a humanidade como ser melhor.
A Bíblia deixa bem claro que a sabedoria e a bondade humanas não se originaram no homem, mas têm apenas uma fonte—Deus. “Todo amor humano é precedido e gerado pelo Amor de Deus” (Vincent Word Studies). “Nós amamos porque ele nos amou primeiro.”  A profecia de redenção de Isaías (B2) é semelhante à de Jeremias. Somos de Deus—não de nós. Somos redimidos porque somos de Deus, criados para Sua glória. Ser chamado pelo seu nome implica que quem chama sabe quem somos. E ser chamado pelo nome de alguém outro é o mesmo que ser visto como sendo daquela família; assim para Deus nos chamar pelo Seu nome significa uma relação familiar. Por isso somos amados e preciosos aos Seus olhos. Nosso Pai-Mãe, nosso Deus, nos criou perfeitos—à Sua imagem e semelhança.  Segue-se naturalmente que a imagem reflete o original. O profeta Isaías sabia da importância de começar com Deus e perseguiu esse ideal além dos objetivos mundanos—sabendo que não se daria por satisfeito enquanto não despertasse na Sua semelhança (B3).
“Princípio” é definido no Student´s Reference Dictionary como “a causa, a fonte ou a origem de qualquer coisa”. MBEddy definiu o Amor como o Princípio divino, o Pai e a Mãe do Universo (CS1). Ela também afirma que o homem criado à semelhança de Deus nunca pode ser separado de Seu princípio (CS2). De cara ela toma uma posição diferente de qualquer outra. Ela entendia que a evolução do homem não se deu no processo de evolução material, mas foi criado espiritual, completo e perfeito, por Deus. Além do mais, afirma que o homem nunca pode cair por desobediência ao seu Principio perfeito nem ser dele separado. Diz mais que quando isso compreendermos, despertaremos na Sua semelhança (CS3). Como já discutimos em vezes anteriores, Eddy explica que os homens apenas parecem seres físicos por ignorarem o Amor como origem verdadeira e divina do homem (CS4) Costumam inverter as coisas, fazendo Deus semelhante ao homem em vez de homem semelhante a Deus. O reflexo em um espelho tem de ser igual ao original. Se o homem é reflexo de Deus, tem de ser semelhante ao Seu criador (CS5)

Seção 2: Amorosa comunhão com Deus
Tradicionalmente,  o ajoelhar-se demonstra respeito e deferência; por isso o salmista nos conclama a ajoelhar-nos diante de nosso criador (B5). Sabendo que somos criados e amados por Deus, é natural que O reverenciemos e honremos. Também é natural que procuremos nos comunicar com nosso criador, ficar perto dEle e gozar de Seu amor. Isto é o começo da oração.
Nós ansiamos comunicar-nos com Deus, de nos volvermos a Ele de coração aberto e cheio de expectativa. O Salmista nos dá um exemplo daquela oração humilde que se volta a Deus por orientação em total confiança (B6). Essa oração não é mero apelar e fazer pedidos, mas é volver-se compreensivamente em quem confiamos inteiramente como fonte de todo o bem.
A oração de Jabez (B7) é mais um exemplo de oração no mais alto senso de petição. Há quem diga que a Oração do Senhor está baseada nela. Aqui Jabez não está fazendo um pedido de ganho pessoal ou de dizer a Deus o que gostaria de ver ocorrer. Está simplesmente mirando um senso mais elevado de sua relação com Deus. Ser “abençoado” é ser feliz por dentro, independente das circunstâncias externas. Era isso que Jabez pedia. O desejo de “alargar suas fronteiras” é o desejo de ver seu ambiente livre de distrações mundanas e de viver em companhia dos que apoiam esse desejo de santidade. Ele quer ser livre de todo mal mundano e ficar próximo a Deus.
Na lição sob o tema “Deus”, há poucas semanas atrás, falamos sobre a importância e eficiência da verdadeira oração científica firmemente ancorada na realidade das coisas. Mas aqui temos um senso profundo de petição—“o desejo que tem fome de justiça e retidão é abençoado por nosso Pai” (CS7). Parece muito claro que não podemos ir mais alto nem mais longe do que compreender que Deus é Amor  (CS7)
Orar a Deus como se pessoa fosse, ao invés de compreendê-Lo como Amor infinito sempre-presente não é a mesma coisa que uma petição honesta. Se pensarmos que precisamos lembrar Deus de nossos problemas, isso significa que ainda pensamos sobre Deus como se Ele fosse semelhante ao homem, ao invés de ser o inverso. Mas se nossas petições estão baseadas na compreensão de Deus como “Amor infinito,  incorpóreo, ao qual tudo é possível” (CS8) então estamos em solo firme. Na minha vida vi-me de joelhos em algumas circunstâncias críticas. Mas para mim isso significava que estava pronto a soltar toda e qualquer questão humana ou alguma noção preconcebida; estava aberto a tudo que Deus tinha a me mostrar. Não era uma petição, mas um profundo e consagrado ouvir.
Na Ciência Cristã reconhecemos Deus como disponível, confiável e plenamente capacitado de atender nossas necessidades.  Eddy nos dá um exemplo da diferença e efeito elevador quando substituímos um senso humano de Deus pela compreensão de Deus como Amor divino, ao reapresentar o Salmo 23 (CS9). Não precisamos pedir ao Amor para nos amar. É nos volvermos ao Pai-Mãe de braços abertos.

Seção 3: Devoção inabalável a proteção do Amor
Quando compreendemos Deus como Amor, tendemos a nos devotar, aprofundando nossa compreensão e desenvolvendo nossa relação com Deus. Seria desonesto fazer menos do que isso. O salmista estava completamente comprometido com essa relação e buscava com sinceridade Deus em todas as oportunidades. Conforme nos aproximamos de Deus, nossas vidas refletem essa nova posição e levamos vidas corretas (B8). Estamos determinados a que nada possa nos desviar de nosso curso.
Muitas coisas, entretanto, tentam nos desviar de nosso curso. Nossa devoção a Deus é geralmente vista com ciúme, inveja, incredulidade e, até mesmo, ódio daqueles que simplesmente discordam com a vida em oração e fariam qualquer coisa para nos frear. Na história de Daniel, ele é confrontado com as perspectivas de ser executado por orar ao seu Deus. Daniel tinha reputação de ser consciencioso nos seus deveres de forma que a única maneira para seus inimigos o pegarem por fazer algo errado era colocá-lo em uma posição que poderia forçá-lo a comprometer sua devoção a Deus. Se você passasse por tal situação, acha que manteria sua estabilidade espiritual? Albert Barnes escreveu a respeito: “Seria bom se o caráter religioso e os hábitos estabelecidos de todos aqueles que professam a religião fossem tão bem compreendidos de forma que fosse absolutamente certo que nenhuma acusação seria feita contra eles, em nenhum aspecto, mas que sua adesão aos princípios religiosos poderia ser calculada com base na ação, independente das consequências”. Em outras palavras, seria bom se todos nós tivéssemos tanta devoção a Deus que a única maneira de que pudéssemos ser acusados de fazer algo errado fosse se nossas devoções entrassem em conflito com as leis dos homens. Conforme a história segue, a devoção de Daniel não era uma responsabilidade, mas um bem, pois Deus enviou Seu anjo para “fechar a boca dos leões” e salvá-lo.
Raramente nos encontramos em situações assim tão drásticas como Daniel, mas há vezes que parece que não há como escapar de problemas que podem ameaçar nossas vidas. Nessas circunstâncias, somos tentados a romper com nossa fé? Ou, como Daniel, mantemos nossa devoção a Deus, e seguimos adiante com confiança total? Nossa Líder nos diz que toda circunstância que nos ameaça pode ser transformada em um triunfo através do Amor (CS10). Ela nos diz que tudo nos faz bem. Independente da ameça em potencial ser um leão, um carrapato, uma pulga, um mosquito, um vírus, um germe, ou um negócio decadente, finanças reduzidas, bandidos hostis, ou qualquer risco que possamos imaginar, o amor do Cristo pode nos salvar, da mesma forma que na história de Daniel (CS11, 12). Deus criou tudo o que existe e nada que Ele tenha feito é perigoso a quem segue Suas ideias. O Amor não permitiria isso e o Amor pode nos salvar de toda ameaça que diga o contrário.

Seção 4: Instrução amorosa
Embora o Amor divino nos apoie em todas as necessidades, há situações em que nos desviamos voluntariamente da proteção do Amor. Normalmente esses desvios ocorrem quando interpretamos de forma errada o que é felicidade ou quando agimos com egoísmo e nos devotamos às coisas mundanas em vez de a Deus. Mais uma vez, a teologia tradicional pode reivindicar que Deus pune quem fica vagueando, mas a punição e o sofrimento que vêm com o pecado são os frutos desse pecado, não são decretos de Deus. O Amor quer que sejamos salvos. De acordo com Barnes, a palavra “ensinar” (B10) não tem um senso de aflição ou punição, mas, sim, “instruir; alertar; advertir; encorajar”. Essas instruções nos despertam do pecado e nos trazem de volta para casa. O salmista sabe que Deus ajudará quando ele cair.
Estamos todos familiarizados com a história do Filho Pródigo (B11). O filho se comporta de maneira egoísta e, ao sair da proteção de casa, se vê sofrendo pelos próprios erros. Ele finalmente decide voltar para casa quando chega ao fundo do poço. É notável que em nenhum momento, não importa o que o filho tenha decidido, isso tenha afetado o amor do pai por ele. O pai o ama do início ao fim e regozija seu retorno. O caráter do pai nunca falha, nem mesmo para parar por um momento para "esfregar na cara dele" ou dizer "eu avisei". O pai simplesmente o ama e restaura tudo aquilo que o filho deixou para trás. O filho poderia ter revertido seu curso a qualquer momento; o consolo do amor do pai sempre esteve presente. Tivesse ele sabido disso, poderia ter evitado procurar a felicidade no lugar errado e, assim passar pelas consequências que se seguiram. O Cristo está sempre presente para nos libertar das amarras do pecado (B12).
M B Eddy escreve: “O desígnio do Amor é reformar o pecador” (CS13). As “salutares correções” são bênçãos que nos fazem ter um melhor senso de quem somos (CS14). Nosso livro texto diz: “O sensualismo não é felicidade suprema, mas escravidão” (CS15). Há uma boa ilustração disso em um filme atual chamado “Deus não está morto”. Vários personagens no filme têm vários motivos para se virar contra Deus. Um deles é um executivo durão e um pecador inveterado que se vira contra Deus porque sua mãe fora cristã por toda sua vida, mas mesmo assim sofre de uma doença incurável. O filho visita a mãe e vocifera sobre como a bondade dela não chegou a lugar algum. Depois de vociferar contra Deus, a mãe que não conseguia falar uma frase inteligível por tanto tempo, declara muito claramente que o pecado é como estar em uma prisão cômoda com a porta aberta. É muito confortável e você pode sair a qualquer momento, mas se você esperar muito tempo, a porta se fecha e você fica trancado.  Eddy admite que o pecado faz com que os mortais sofram, mas ela acrescenta que quando decidimos despertar, nossos esforços para sermos livres têm bom êxito através do amor precioso do Cristo (CS16).

Seção 5: O Amor no lar
Na história do pródigo, o amor do pai pelo filho rebelde e pelo que ficou em casa (embora não seja parte desta LB), era consistente e sem dúvida, se a história tivesse percorrido o resto da vida familiar, o pai e a mãe seriam consistentes também no amor um pelo outro. Geralmente, somos bem educados na vida pública, mas quando estamos em casa, baixamos nossa guarda e infelizmente não concedemos aos nossos familiares e, principalmente, aos nossos cônjuges, a mesma cortesia que mostramos aos outros. Em Provérbios, encontramos sábios conselhos na observação do que é melhor para viver uma vida modesta em um lar cheio de amor, do que ter riqueza em um lar cheio de ódio (B13). A orientação de Pedro de amarmos uns aos outros (B14) é direcionada à igreja, mas também é importante dentro do nosso lar.
Houve um debate em 1 Coríntios (B15) se Paulo estava reprovando a união como sendo oposta à vida de solteiro, ou reconhecendo a verdadeira necessidade de atenção adequada sendo dada à família, apesar da devoção a Deus e à igreja. Em vez de compartimentar nossas vidas e pensar que temos apenas uma determinada quantidade para dar à igreja e à família, devemos levar tudo o que fazemos, incluindo nossa vida familiar, sob a proteção de nossas obrigações cristãs. Queremos ser consistentes, amorosos com todos e nos doando em todas as circunstâncias. Nem o lar, nem a igreja deveriam sofrer pela falta de atenção.
As qualidades mencionadas em Colossenses (B16) são “multiplataforma” e deveriam intensificar a vida no lar e na igreja. “Ternos afetos de misericórdia” também significa sensibilidade e compaixão, qualidades essenciais de cura espiritual a ser discutida na Seção 7. Observe, também, a necessidade recorrente pelo perdão como visto da Seção 4. O amor é o laço que une tudo. O amor não nos separa do que é bom, porém, une todas as nossas atividades e relações em perfeita união. O segredo é colocar Deus em primeiro lugar. Quando decidimos sempre louvar a Deus, entraremos em nosso lar com um coração perfeito (B17).
O Amor que é Deus é refletido no amor que expressamos (CS17). Como mencionado no início desta LB, todo amor se origina de Deus. Quando somos egoístas, temos tumulto e conflito. Mas o amor altruísta enriquece nosso caráter e cria laços que não podem ser quebrados (CS18). Às vezes, ocorre um estresse entre as obrigações de casa e as obrigações da igreja, mas Eddy nos dá a resposta nesta declaração incrível: “O lar é o lugar mais querido da terra, e deveria ser o centro, mas não o limite, dos afetos” (CS19). Ai está, problema resolvido. Há lugar e tempo para todas as atividades corretas. É apenas o egocentrismo que gera conflitos e estresse. Independente de ter muito ou pouco, é o esmero que conta. Eddy achava que os casais casados podem ter seus próprios interesses individuais, mas ainda assim trabalhar juntos se importando com as necessidades um do outro e expressando o amor do Cristo em todas as estradas da vida (CS20). Devemos enxergar além do que o olho pode ver para encontrar a verdadeira felicidade. Pode parecer, às vezes, contrário à natureza humana, mas vemos, desde o início dessa LB que é o Amor o ingrediente principal que se eleva acima da natureza animal bestial da existência mortal. O amor espiritualiza nossos motivos e reivindicações, e nos enriquece, fazendo com que continuemos a nos voltar a Deus (CS21).

Seção 6: Quando a esperança parece perdida
        O amor não é algo que apenas nos faz sentir bem e nos ajuda a tocar  a nossa vida de um modo harmonioso. O Amor cura.  Na hora mais escura em que estejamos enfrentando uma situação que parece insuperável (B18), o Amor divino está pronto para nos salvar.   Essa era a situação representada por Jó.  Os amigos de Jó apresentaram soluções diversas que representam tendências diversas do pensamento sobre a questão do sofrimento físico; assim mesmo eles contém pepitas de esperança que faz valer a pena dar-lhes consideração. Zofar, amigo de Jó, tenta consolar Jó dizendo: […] “Você não se lembrará dos sofrimentos, que serão como águas passadas que a gente esquece.  A sua vida brilhará mais do que o sol do meio dia, e as suas horas mais escuras serão claras como o amanhecer” (B19, Jó 11:16,17 – NTLH).
Posso falar de minha própria experiência que ao encarar uma hora de densa escuridão, as misericórdias de Deus foram suficientes para me salvar.  E, mesmo nas horas em que mal conseguimos orar para nós, ainda assim o Amor está presente (B20).
Na CC, a esperança nunca está perdida.  Não conseguimos encontrar essa qualidade de amor em recursos materiais.  E nós temos permissão divina e autoridade para conquistar toda discordância por meio do Amor (CS20).  Olhar para a matéria em busca de cura para alguma doença não tem mais sucesso do que buscar no instinto sexual a nossa felicidade.  Por algum tempo nós pensamos que alcançamos a felicidade.  Mas só o Amor divino atende a todas as necessidades humanas.  Ciência e Saúde nos fala: “Dizei aos doentes que eles podem fazer frente à doença sem medo, se apenas compreenderem que o Amor divino lhes dá poder total sobre todas as ações e condições físicas” (420:23).  “A tristeza se converte em alegria quando o corpo é controlado pela Vida, pela Verdade e pelo Amor espirituais” (14:16-18).   Compreender o poder curativo do Amor rejuvenesce e renova nossa fé e vigor. Isso muda nosso ponto de vista e passamos a ver que o salmista estava certo de que a nossa satisfação e nossa meta é despertar para compreender a nossa semelhança verdadeira como ideia de Deus (CS25).

Seção 7:  O toque sanador  do Amor
        Um dos exemplos mais marcantes do poder de cura do Amor divino é a obra de cura de Jesus que não tem igual.  “Jesus, profundamente compadecido, estendeu a mão e tocou” [o homem leproso] e o curou (B22).  Jesus sentia dentro de si essa profunda compaixão para ajudar o povo enfermo.  A compaixão do Cristo cura.  A cura do leproso já surgiu em outras ocasiões como parte da LB.  Havia diferentes tipos de lepra, mas essa doença era considerada como altamente contagiosa. Os portadores dessa enfermidade não podiam se aproximar de outras pessoas. Essas pessoas eram consideradas impuras e tinham de avisar aos outros de sua condição para que as pessoas ficassem longe. A história desse doente ilustra o fato de que ele não pediu a Jesus para tocá-lo mas apenas para que o libertasse e pudesse voltar a ser puro/limpo.  Jesus estendeu a mão e tocou essa pessoa, quebrando/violando assim todas as normas sanitárias existentes de acordo com a lei rabínica.  Imaginando essa cena apenas podemos nos maravilhar como esse homem deve ter se sentido.
Há poucos anos, fiquei de quarentena por dez semanas (70 dias). Eu preferi a quarentena como uma opção para não ter de me submeter a doses diárias de medicação e a presença de autoridades médicas diárias enquanto eles observavam e chegariam a uma decisão se eu havia contraído ou não uma doença contagiosa.  Em meu estado eu não podia receber visitas em nossa casa, nem poderia entrar num local público ou edifício.  Foi como uma pequena prova do que a vida deveria ter sido para os doentes contagiosos do tempo de Jesus.  Me senti como se fosse um prisioneiro e um banido da sociedade.  Terminadas as dez semanas fui informado de que os testes feitos haviam sido negativos e que eu estava novamente livre para ir livremente para onde eu desejasse.  Eu senti uma grande gratidão e amor por poder voltar a me mover pelos locais que eu costumava frequentar, e estar de novo com todas as pessoas.  O amor que eu senti era muito grande e me pergunto como deve ter se sentido aquele homem curado instantaneamente por Jesus, que deve ter estado banido da sociedade humana por anos a fio.  O amor que Jesus sentia e expressava era imenso que resultavam em curas.
        “O Amor divino sempre satisfez e sempre satisfará a toda necessidade humana” (p. 494, CS26).  Nessa seção 7 se torna claro que o sanador precisa sentir esse tipo de amor a fim de alcançar o paciente.  A “missão de Jesus foi revelar a ciência do existir celestial, provar o que Deus é, e o que Ele faz pelo homem” (p. 26, CS27). Podemos imaginar que nós temos de desenvolver esse profundo amor dentro de nós, mas, na realidade, essa qualidade de amor não é fruto do esforço humano.  Temos de libertar-nos do humano e tornar-nos o reflexo real de Deus. Lembremo-nos de que nós amamos porque Ele amou primeiro.  Eddy ensina em Ciência e Saúde: “Se não é Deus que cura os doentes, estes não são curados, pois nenhum poder inferior está à altura do Todo-poder infinito; mas Deus, a Verdade, a Vida e o Amor, de fato cura os doentes por meio da oração do justo” (p. 231, CS28).

Seção 8: “Família Universal” do Amor
É claro que temos que terminar nossa LB sobre Amor com o efeito do Amor em uma escala maior. Como na Leitura Alternada e na Primeira Seção, somos lembrados que o amor de Deus alcança todo mundo (B23). Toda nação compreenderá e sentirá esse amor todo poderoso, todo envolvente. Assim como a mágoa é transformada em alegria, o Amor transforma as armas em ferramentas e a guerra deixa de existir (B24). O tema recorrente aqui é: que o verdadeiro fator motivador para toda a bondade é Deus, o Amor divino. Um animal egocêntrico lutando por seus próprios interesses não é o homem de Deus e a crença nisto não trará nenhuma paz. “Os olhos altivos dos homens serão abatidos, e a sua altivez será humilhada” (Isaías 2:11). O homem feito na semelhança de Deus reflete o amor despojado de ego  e do egoísmo.
“A Bíblia contém a receita para toda cura” escreve Eddy (CS29). A única resposta é o Amor. Ele espiritualiza nossos conceitos de quem e do que somos, e do porquê de existimos — para amar (CS30). O tema do Acampamento dos CedroS desse verão é “Viva para dar”. Podemos dizer que a maneira de fazer isso seja “Viver para amar”. Isto acontece naturalmente quando substituímos nossos gostos pessoais, anseios e preferências e nos submetemos a Deus como nossa única Mente. Isso acontece à medida que corrigimos o equívoco mortal de Deus como exibindo traços humanos, com a verdade que Deus é a Verdade imortal, a Vida incorpórea e o Amor eterno. Quando substituímos o senso humano de Deus e a personalidade com o senso divino, nos tornamos, naturalmente, mais semelhantes a Ele (CS31). Assim, não desejaremos nada além de viver a vida naquele Amor como uma “família universal”.
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Este estudo metafísico foi preparado por Craig L. Ghislin, C.S., Glen Ellyn, Illinois (Bartlett) craig.ghislincs@icloud.com / (630) 830-8683
A equipe de tradução para o português é composta por Dulcinea Torres, Elisabeth Z. Friedrichs, Leila Kommers e Ovídio Trentini, com a leitura final por Orlando Trentini, CSB.
Visite o saite www.trentinicsb.com. Ali encontrará esta tradução e as anteriores para estudo, para baixar e partilhar esse copo de água fresca com seus amigos.
Os estudos metafísicos dos Cedros sobre o estudo diário da Lição Bíblica da Ciência Cristã, contendo ideias de aplicação metafísica, são oferecidos, durante todo o ano, para que os amigos da Ciência Cristã vejam e demonstrem o grande valor do estudo diário da LB. Os Cedros são um complemento para a LB. O estudo em inglês será postado, no link abaixo, na 2a. feira. Sua tradução para o português será postada até a 3ªfeira. Busque e leia o texto em inglês em http://www.cedarscamps.org/metaphysical.

 

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