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Enriqueça em substância espiritual, buscando-a com todo o coração… (e pare de procurar substância na matéria)

 Ideias de aplicação metafísica a Lição Bíblica da Ciência Cristã sobre o tema

“A substância”

04 a 10 de setembro de 2023

preparado por Kerry Jenkins, CS, de House Springs, MO, EUA

kerry.helen.jenkins@gmail.com  +1(314) 406-0041

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Abreviações: Bíblia JFA Revista e Atualizada – B; Bíblia na Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH; Nova Versão Internacional – NVI; Bíblia A Mensagem – MSG; Ciência e Saúde – CS ou C&S; Lição Bíblica – LB; Acampamento dos Cedros – CedarS

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Introdução

A maioria, senão todos nós, busca uma vida com mais abundância e mais profundidade, seja consciente ou inconscientemente. Até mesmo uma criança pequena que resiste à ordem dos pais para jantar procurando um pouco mais de satisfação na atividade daquele momento. Paulo diz aos Romanos no Texto Áureo desta semana: “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus!”  Isso pode nos dar uma dica sobre onde devemos procurar a satisfação e a verdadeira alegria de viver. É uma satisfação tangível, sentida profundamente. Mas nem sempre se manifesta como matéria. Portanto, embora uma gorda conta bancária ou um corpo saudável possam expressar a compreensão da profundidade da substância de Deus, certamente não é o que necessariamente isso significa e muitas vezes não representa a expressão de algo espiritual.

A medida mais verdadeira e consistente de nossa compreensão espiritual das riquezas de Deus está em nossa alegre e permanente busca e percepção do bem presente da Alma. Para mim, esta manhã, ao tentar administrar as diversas tarefas que precisam ser cumpridas, tive um  momento de profunda paz ao observar pela janela do meu escritório um pequeno pica-pau encontrar seu café da manhã em um galho seco. Comecei a pensar que poderíamos considerar que a madeira seca onde o pica-pau estava era feia, que precisava de poda, ou que os galhos secos do velho lírio nos quais ele procurava sua comida eram pouco atraentes e sem a menor utilidade. No entanto, esses ramos secos não só alimentavam essa pequena criatura, mas também forneciam abrigo para insetos e faziam parte dessa pequena apresentação que eu via da minha escrivaninha, inspirando meus pensamentos e enchendo-me de gratidão. A substância desse momento não está na beleza material de um pássaro. Está no desejo que eu estava sentindo por inspiração divina e paz, sendo satisfeito pela beleza da Alma, de uma maneira que eu podia reconhecer e sentir no meu âmago.

Quando buscamos em Deus riquezas significa que nos voltamos para o Espírito em busca de alegria,  satisfação,  sucesso, inteligência e ideias – em realidade, para tudo aquilo que vale a pena ter. Na Leitura Alternada em Provérbios (8:1,8,10,11,14,17,18,20,21,33-35) e 1 Crônicas (29:11,12) vemos que procurar nossos tesouros no Espírito significa que encontramos vida, riqueza, harmonia, já presentes e se desdobrando para a consciência que está em busca. O versículo 34 desse trecho de Provérbios refere-se à prática judaica de ir até os portões da cidade onde decisões importantes eram tomadas, julgamentos proferidos e onde questões eram discutidas e os problemas resolvidos. “Feliz o homem que me dá ouvidos, velando dia a dia às minhas portas, esperando às ombreiras da minha entrada.” A prática diária de buscar em Deus toda a sabedoria de que necessitamos, como o suprimento de todo o bem para nossas necessidades, abençoa-nos com a substância da paz, da alegria e da riqueza espiritual que satisfaz as necessidades humanas.

 

Seção 1. Não podemos encontrar a verdadeira substância/o verdadeiro Bem por meio da matéria

Deus é a única fonte da substância, onde substância é definida como aquilo que é eterno, espiritual, verdadeiro. Mary Baker Eddy nos diz que “Nem a substância nem a manifestação do Espírito podem ser obtidas por meio da matéria” (CS3, p. 173). Achei importante compartilhar até “Nem a substância do Espírito nem a manifestação do Espírito podem ser obtidas por meio da matéria”. O que isso significa? Talvez isto: não podemos obter riquezas espirituais por meios materiais, isto é, por meio de uma boa carreira ou casamento, filhos, dieta, exercício, educação, viagens ou amigos. Nenhuma dessas coisas é ruim, mas se estivermos buscando substância espiritual e satisfação por meio de qualquer uma dessas coisas materiais, não as encontraremos. Essa frase também implica que se o homem é “a manifestação do Espírito”, então não podemos discernir a verdadeira natureza e o existir do homem – de nós mesmos ou de qualquer outra pessoa – por meio da matéria ou do senso material.

A verdadeira substância do Espírito não é visível aos olhos ou por qualquer outro meio material. Deve ser discernida pelo senso espiritual em um nível mais profundo. Talvez o pequeno pica-pau seja um exemplo disso. Podemos vê-lo como uma adorável manifestação de variedade material, cor, graça e vida. Isso é muito interessante e pode nos trazer alegria e gratidão. Ou podemos vê-lo como uma manifestação espiritual, uma mensagem (para mim) de paz, de governo e controle da Alma comunicando-se (comigo), compartilhando sua sabedoria e recursos espirituais ilimitados.

 

Seção 2. A verdadeira satisfação vem do desejo de agir corretamente

A história de Daniel e de três de seus irmãos judeus de inspiração semelhante, recusando a comida do rei em favor de uma alimentação mais simples como a dos judeus, é o foco central desta seção (B6, Daniel 1:3-6,8,11-15,17). Poderíamos simplesmente dizer não definir a comida “…pela insuficiência ou pelo excesso, pela qualidade ou pela quantidade” (CS10, p. 388) como a fonte da nossa saúde. Mas, num nível mais profundo de substância espiritual, essa história fala de uma “…fome e sede de justiça…” (B7, Mateus 5:6), tal como Jesus nos diz que “serão fartos”. Não se trata de sermos “boas pessoas”. Trata-se do nosso desejo profundo e contínuo, do nosso desejo intenso de compreender o que é espiritualmente correto e de obedecer a essa compreensão da melhor maneira possível.

O Bible Lens desta semana compartilha a tradução da International Children’s Bible dessa bem-aventurança: “Àqueles que desejam fazer o que é correto são mais do que tudo felizes. Deus os satisfará plenamente” (tradução livre). Isso nos dá uma ideia do que significa buscar substância espiritual em vez de conforto material (físico ou mental), convivência, facilidade, entretenimento e assim por diante.

 

Seção 3. A substância de nossa dedicação a Deus se comprova naquilo que fazemos diariamente

Jesus mostrou isso de maneira mais elevada. Nesta seção vemos ele viajando por “…toda a Galiléia” curando pessoas de todos os lugares (B8, Mateus 4:17,23-25). Em Mateus, ele nos encoraja  a vender tudo por aquilo que é mais valioso – a substância espiritual, o reino dos céus (B10, Mateus 13:44-46). Provérbios também diz: “Compra a verdade e não a vendas; compra a sabedoria, a instrução e o entendimento” (B11, Provérbios. 23:23).

O que é realmente interessante sobre “elevar” nosso senso de substância é que, ao nos livrarmos dos apegos que temos à matéria, às coisas materiais, ao conforto, à segurança – descobrimos que temos todas essas coisas no reino dos céus. Era isso o que Jesus estava indicando na bem-aventurança: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (B9, Mateus 5:3). Um comentário bíblico ressalta que “humildes de espírito” aqui não significa ter pouco, mas não ter absolutamente nada! Não podemos nos apegar apenas a “um pouco”, que na realidade não é nada.

Tudo aquilo que nos separa do conhecimento e da confiança de que Deus, o Amor, está proporcionando todo o bem, precisa ser desafiado em nosso pensamento e, por fim, por meio da demonstração e não do dogma precisa ser erradicado. Podemos provar isso todos os dias ao procurarmos e escolhermos o que é espiritualmente substancial, em vez da visão material das coisas.

Ontem mesmo, um dos meus filhos passou com meu carro em cima de um bueiro e destruiu boa parte da suspensão dianteira direita, da roda e da carroceria do carro. O carro precisou ser guinchado até nossa casa. Percebi, no momento em que soube que ele havia batido meu carro, que poderia escolher o material, a visão limitada de “como vamos pagar por isso?” “o que ele estava pensando ao dirigir enquanto usava o celular?”,… “acabei de pegar o carro depois de mais de um mês na oficina e não quero ficar sem ele novamente…”

Como se vê, eu tinha muitas coisas materiais em que pensar! Eu podia ter escolhido essas ou podia escolher reconhecer que estava enfrentando essa situação, gostando ou não, portanto quais eram as lições espiritualmente substanciais que podia aprender? Esse não é um exercício de copo meio cheio.

Reconheci que meu desejo mais profundo é que meus filhos aprendam o necessário sobre humildade, vigilância, obediência, consideração e segurança. Essa era a  oportunidade para meu filho aprender isso. Sim, é caro, mas os filhos também são. Eu sabia disso quando os tive! Hoje ele está desmontando o carro com diligência e paciência para descobrir quais peças são necessárias. Ele fará o pedido, montará o carro novamente e terá maior habilidade e, esperamos, mais humildade e cuidado no final do projeto. Essas são qualidades espirituais substanciais e duradouras! Ele já está demonstrando essas qualidades, e estou demonstrando a minha, uma visão mais espiritual da vida cotidiana.

 

Seção 4. A matéria se alimenta de si mesma

Essa é apenas uma maneira de dizer que a matéria, ou melhor, a mente mortal, cria sua própria “realidade” autossustentável. Tudo o que ela vê através dos seus próprios sentidos apoia a versão da realidade que é limitada, doente, pecaminosa ou moribunda. Jesus provou que esse conceito não se baseava realmente numa lei. Ele curou o homem com a mão ressequida (B14, Mateus 12:10-13) provando que a matéria, qualquer que seja a sua condição, ou o tempo nessa condição, não tem lei para apoiar a sua “substância”.

Essa mesma “autossustentabilidade” do pensamento focado na matéria não inclui apenas as condições que o pensamento mortal impõe ao corpo, mas também se reflete em leis dogmáticas como aquelas que os fariseus invocaram quando condenaram Jesus por curar o homem com a mão ressequida no sábado. Essa maneira dogmática de ver até mesmo as boas leis, as regras da igreja, a moral, etc. pode ser parte de um modo material de ver as coisas que poderiam ser aparentemente de natureza “espiritual”. Portanto, precisamos ter certeza de que nosso senso espiritual está alerta para aquilo que pode nos enganar.  Os sentidos materiais só podem informar a respeito da matéria… é um círculo vicioso.

 

Seção 5. Se edificarmos nossas vidas na substância espiritual, encontraremos maior profundidade, satisfação e alegria

O bem de Deus é imutável, “…não pode existir variação, nem sombra de mudança” (B15, Tiago 1:17) – nem sequer tem sombras que se alteram com a posição do sol. Cada dia na nossa experiência humana nos fornece visões materiais de limitação, problema, carência, etc. Como o acidente de carro de ontem, cada um de nós tem a oportunidade de olhar para uma situação através do senso material, ou elevá-la e olhar através dela com a firmeza inabalável do senso espiritual.

Nem sempre podemos saber como algo vai acabar. (Pergunte-me se temos dinheiro para encomendar as peças para o carro… ainda não temos, mas o senso espiritual abre diversas portas para que possamos ouvir o Espírito infinito em busca de sabedoria, criatividade e abundância de todo o Bem). Isso nos permite sentir antecipadamente aquela gratidão que Jesus sentiu profundamente e expressou em voz alta para que soubéssemos como ele alimentou as multidões e ressuscitou Lázaro dentre os mortos (Marcos 6:41 e João 11:41-42). E abrirá as portas para as riquezas que o senso material não pode ver ou pelas quais devemos ser gratos. O senso espiritual permite-nos substituir “…os objetos dos sentidos pelas ideias da Alma” (CS29, p. 269).
Podemos sentir a “plena” gratidão da riqueza espiritual quando aplicamos o senso espiritual em todos os aspectos mundanos da vida diária.

 

Seção 6. Deus é a Vida, a Verdade e o Amor do nosso existir

A substância do nosso verdadeiro existir é o próprio Deus. Tornar-nos cada vez mais conscientes desse fato é a nossa chave, ou entrada para o sempre presente reino dos céus que está dentro de nós. A citação B19 (1 João 4:16,19) diz desta forma: “E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele. Nós amamos porque ele nos amou primeiro”. A edição  Amplified Classic da Bíblia coloca desta forma: “E nós conhecemos (compreendemos, reconhecemos, estamos conscientes, por observação e por experiência) e acreditamos (aderimos e depositamos fé e confiamos) no amor que Deus aprecia em nós. Deus é amor, e quem habita e permanece no amor, habita e permanece em Deus, e Deus habita e permanece nele” (tradução livre).

Podemos reconhecer e estar mais conscientes da substância do amor de Deus por nós, ao nosso redor e no nosso âmago. Podemos aderir e confiar nesse amor porque ele é substancial e pode ser percebido. Não, os nossos sentidos materiais não partilham dessa visão, mas a Ciência Cristã tem tudo a ver com senso espiritual, tem tudo a ver com o reconhecimento da realidade espiritual e da substância do Espírito nas nossas vidas diárias. Aproveitemos o processo de genuína sede e fome pela verdadeira substância. Nossos esforços nessa direção sempre rendem riquezas profundas, mesmo que sejam tão sutis quanto um pica-pau na frente da sua janela.

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A equipe de tradução para o português é composta por Ana Paula Steffler, Daniela Volker, Elisabeth Zir Friedrichs, Laura Soriano Yawanawa, Leila Kommers e Miguel De Castro.

Os estudos metafísicos dos Cedros sobre o estudo diário da Lição Bíblica da Ciência Cristã, contendo ideias de aplicação metafísica, são oferecidos, durante todo o ano, para que os amigos da Ciência Cristã vejam e demonstrem o grande valor do estudo diário da LB.

Os Cedros são um suplemento para a LB. O estudo em inglês será publicado na 2a. feira no linkhttps://cedarscamps.org/inspiration

 

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