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CIÊNCIA CRISTÃ – LIÇÃO BÍBLICA

[Mantenha seu curso e deixa a Deus escrever tua história]

13 a 19 de abril de 2020

A doutrina da reconciliação.

Estudo preparado por:
Craig L. Ghislin, C.S.
Glen Ellyn, IL (Bartlett), EUA
craig.ghislincs@icloud.com +1(630) 830-8683 / +1(630) 234-3987
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Abreviações: Bíblia JFA Revista e Atualizada – B; Bíblia na Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH;
Bíblia A Mensagem – MSG; Ciência Cristã – CC; Ciência e Saúde – CS ou C&S; Lição Bíblica – LB
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Como você está?
Esta não é uma saudação casual. Falando sério—tome um momento para avaliar como você está se sentindo neste momento. Sente algum temor? Se sente seguro? Irritado? Triste? Deprimido? Alegre? Esperançoso? A atual situação mundial praticamente modificou os planos de todo o mundo. Há os que sentem a perda de eventos que ocorrem só uma vez na vida. Outros têm medo por seu trabalho ou economias. Há os que olham para o bem em todas essas situações. Cada um, goste ou não, está na situação de ter de reduzir suas vidas ativas. Estão encontrando janelas no tempo, que antes usualmente não tinham.
Naturalmente, somos bombardeados por uma multidão de diversões e atividades para preenchimento de nosso espaço. Muitos há que percebem que podem usar seu tempo para reavaliar suas prioridades, e se aproximar de Deus. Vejo isso como um sábado prolongado. Como já mencionei antes, o sábado é uma dádiva, não uma obrigação. O sábado é muitas vezes visto como uma recompensa por trabalho árduo; mas, na verdade, é um tempo previsto para o preparo com devoção de trabalho por vir. Muitos de nós já fomos escravos da cultura moderna. Conduzimos vidas ‘non-stop’, fizemos trabalhos extras—horas extras, corre-corre para vencer. Escravos não ganham sábado. Trabalham sem parar. O sábado é para os que são livres.
Outro aspecto da liberdade é a habilidade de reivindicar domínio próprio de nosso destino. Mas com os governos rerquisitando-nos a limitar nosso movimento, estamos como num jogo de dominó que influencia cada aspecto de nossa vida. Por isso as pessoas têm medo. Não se sentem no controle. As sociedades modernas—especialmente as que se consideram ‘livres’—insistem no auto-controle. Há governos em crise porque também enfrentam algo sobre o que não têm controle, consomem suas energias na busca de meios de ‘controlar’ o vírus, a economia, a população, etc. Apesar de projeções e modelos de computador, ninguém realmente sabe o que irá acontecer. A maioria das pessoas fica observando o que irá acontecer. Parece que esse vírus assaltou nosso futuro e estamos desanimados para fazer qualquer coisa a respeito. Mas nossos futuros não são definidos por modelos de computador ou decisões de governo. Sempre temos a liberdade de orar, e de colocar nossas vidas e nosso futuro nas mãos de Deus.
Mary Baker Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã escreve:
“Uma doença não é mais real do que outra. Toda doença é o resultado da educação e a doença não pode levar seus efeitos nocivos para além do caminho traçado pela mente mortal. É a mente humana, não a matéria que diz que sente, sofre e se deleita. É por isso que os tipos definidos de doenças agudas cedem à Verdade, tão facilmente como os tipos menos definidos e as formas crônicas de doença. A Verdade vence o mais maligno dos contágios com perfeita segurança” (CS, p. 176).
O ponto chave aqui é que a mente mortal crê que esteja indicando o caminho para nós; mas a mente mortal não tem poder algum a menos que lhe concedamos. Deus escreve nossa história, e com esta autoridade podemos retomar o gerenciamento de nossas vidas, e permanecer fiel e confiantemente no caminho que Deus dita a cada um de nós.
O que isso tem a ver com a Lição desta semana? Ao longo de toda lição, vemos exemplos de como a mente carnal tenta definir e tomar controle da missão de Jesus. Mas ele recusou que outros escrevessem sua história, ou definissem sua missão. Vocês já devem ter ouvido o dito: “O destino é a jornada”. Isso pode ser verdade quando consideramos a doutrina da Reconciliação. Esta Lição trás à tona como a teologia tradicional encara a reconciliação, e explica que, para cientistas cristãos, a reconciliação é tanto o destino e o método para chegar lá.
Vimos na lição de Páscoa que Jesus enfrentou um bocado de resistência; assim como nós. A Lição desta semana nos instrui como chegar ao destino mantendo nosso curso de acordo com a direção de Deus.
O Texto Áureo (2Pedro 1:11) na verdade está começando pelo final da jornada. Pedro está prometendo que nossa entrada no céu seria grandiosa. O teólogo John Trapp (1601-1669) descreve o evento como um navio chegando a um porto:
Vocês entrarão galantemente no céu, e não atravessado, como muitos, com muito trabalho e dificuldade. Um navio pode fazer movimentos para entrar num porto, mas com âncora perdida, cabos arrebentados, velas rompidas, mastro quebrado; então vem outro com velas a prumo, ao som de trombetas e bravamente entra no porto: é assim que cristãos ativos entram no reino de Cristo.
Este é um exemplo de como deixar que Deus escreva nossa história. Nada de desculpas, nada de agir mais ou menos, mas permanecendo forte e ereto, orgulhoso, cheio de domínio e autoridade. Isso é expectativa, para o crente. Poderíamos acrescentar que podemos esperar nossa vitória completa em meio ao atual desafio mundial, de exercermos autoridade como na descrição de Pedro, não deixando para sermos definidos por ninguém além de Deus.
A Leitura Alternada (Marcos 1:1,14,15,22-27; João 10:14,25,30) nos leva ao início do ministério de Jesus. Desde o começo Jesus permaneceu fiel à sua missão, mesmo enfrentando oposição. Seus detratores tentaram difamá-lo e minimizar seu impacto. Sua maior objeção foi sua declaração de unidade com Deus. Para eles isso era uma dupla ofensa: Jesus não estava só reivindicando sua autoridade divina; mas ele reivindicava uma relação com Deus que era totalmente não-ortodoxa—usando o termo familiar “abba” que quer dizer ‘papai’.
Por mais que a instituição da época tivesse sido desencorajada pelas reivindicações de Jesus, ele firmemente derivava sua autoridade da certeza de que ele e seu Pai eram um só, e que nada poderia contradizer esse fato. A autoridade de Jesus estava fundada em profecia. Seu evangelho, ou mensagem de “boas notícias”, era completamente nova, e ele falava com autoridade. O Dr. Paul S. Rees aponta: “O Evangelho não é uma discussão ou debate, mas sim um anúncio!”
Honestamente, a princípio questionei a inclusão (na LA) da cura, por Jesus, de um homem na sinagoga com espírito imundo. William Burkitt (1660-1703) traz algumas ideias interessantes a respeito dessa cura:
Ele interpreta o caso como uma tentativa preliminar para desacreditar a messianidade de Jesus. O espírito imundo começou chamando-o de “Jesus de Nazaré”. Assim fazendo ignorou propositadamente que Jesus nascera em Belém, que, de acordo a profecia, era donde o Messias era esperado. Quando o espírito impuro perguntou: “Vieste para destruir-nos?” é como se dissesse: “Você pensa realmente que possa sobrepujar-me?” A seguir o demônio finge conhecer Jesus, dando a entender que havia ajudado Jesus. Essa tática lançou o fundamento para acusações posteriores de que Jesus curava por meio de Beelzebu.
Mas Jesus não tinha nada disso, e ele diz ao espírito imundo para ficar calmo—ou como John Trapp o enquadra: “cala-te”—pois ele não estava autorizado a falar a verdade. Jesus não precisava do auxílio do rei dos mentirosos. O espírito imundo faz uma última tentativa ao sair. O mal não gosta de abrir mão depois de achar o caminho até nós. Nenhuma dessas atitudes teatrais impressionaram a Jesus, e o homem foi curado.
Jesus não se encaixava nas expectativas tradicionais do que seria o Messias. Ele não era um príncipe ou conquistador, mas sim um humilde carpinteiro. Mas ele também não se definia como carpinteiro. Ele assumiu o controle da conversação, e se definiu em seus próprios termos. Ele relembra suas obras como evidência suficiente de sua filiação com Deus, e declara abertamente: “Eu e meu Pai somos um”.

Seção 1: Cuidando de si em primeiro lugar.
Jesus podia ater-se a sua missão pois tinha um claro senso do que era essa missão, e que Deus o havia indicado. Existe um provérbio sábio: “Não podemos dar o que não temos”. Por isso, sempre é bom termos clara nossa missão e convicção própria antes sairmos a liderar outros. É por isso que Aarão teve de fazer sua expiação antes do povo (B1, Lev. 9:7). O que temos a fazer para expiar? Ser obedientes à lei de Deus. Essa obediência não é uma mera observação mecânica. Antes, é um abrir o coração para uma total transformação, internamente e moralmente (B2, 1Sam. 15:22). A lei é importante, mas a menos que a lei nos transforme e nos traga para mais perto de Deus, a adesão superficial à lei de Deus é pouco mais do que roupas penduradas na janela. Por meio da graça Jesus demonstrou o poder transformador do Espírito (B3, João 1:17). Não encontrei nenhuma definição melhor de ‘graça’ do que a de Strong: “A divina influência sobre o coração, e seu reflexo na vida”.
Nem todos os líderes religiosos da época de Jesus eram seus críticos. Havia os que lhe dirigiam perguntas sinceras. Este parece ser o caso do escriba que perguntou a Jesus sobre sua compreensão do primeiro mandamento. Jesus respondeu citando a Shema: “O principal é: Ouve ó Israel, o Senhor nosso Deus, é o único Senhor! Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo teu entendimento e de toda tua força” (B5, Mar. 12:28-34). Notem a profundidade deste mandamento. Não é uma observância casual, mas amar a Deus com cada faculdade de nosso ser. Jesus acrescenta que o segundo mandamento também é importante: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. John Gill (1697-1771) assinala que o amor pelo nosso próximo é mais útil que todos os rituais de cerimônias, ou sacrifício. Notem, também que este é um mandamento, não uma opção. Quando amar é uma ordem, não podemos escolher favoritos para tanto, ou amar apenas os que nos parece merecedores. Cada indivíduo é nosso próximo, e devemos amar a todos igualmente, sem discriminação ou preferência.
A Sra. Eddy define reconciliação como exemplo “da unidade do homem com Deus, segundo a qual o homem reflete a Verdade, a Vida e o Amor” (CS1, p. 18). Suas palavras implicam que Jesus não tinha direitos exclusivos de unidade com Deus, mas era um exemplo do que significa ser unido a Deus. Jesus era claro como cristal em sua identidade e propósito. Ele não hesitava em declarar-se “o caminho, a verdade e a vida”. MBEddy entendia que assim Jesus se referia à sua natureza divina. Nós o chamamos Cristo (CS2, p. 26). Jesus não ensinava mera filosofia. Ele estava demonstrando o verdadeiro ser.
Sabemos que os seres humanos requerem explicações. Por isso, eles constantemente buscam conhecimentos, e desejam traçar suas origens. Isso é bom em si mesmo, mas muitas vezes o mundo dos homens procura explicações que possam compreender por meio da razão e intelecto. Mas Jesus não estava promovendo uma doutrina humana. Estava, sim, demonstrando o poder da Verdade divina (CS3, p. 286).
Como indicado anteriormente, a hierarquia teológica do tempo de Jesus estava constantemente desacreditando a reivindicação de Jesus quanto à messianidade. Eles não compreendiam sua declaração de unidade com o Pai. A teologia cristã tradicional interpreta essa unidade como uma declaração de que Jesus era Deus em carne e osso. Naturalmente o conceito judaico permanece com essa visão.
Disseram-me que a questão crucial dos judeus contra Jesus foi de Jesus era um ‘falso Messias’. Vemos nesta Lição de que essa visão está baseada nas expectativas de um Messias, nas quais Jesus não se enquadrava. Pela mesma moeda, o cristianismo tradicional define Jesus em seus termos. Mas a CC define Jesus em seus próprios termos. Jesus não era Deus, ou um falso messias. Jesus era um com Deus em qualidade, não em quantidade (CS4, p. 381).
Somos todos filhos de Deus, e por isso um com Ele. Nós também demonstramos essa unidade por meio de uma obediência inabalada na lei de Deus (CS5, p. 14). Nossa oração é melhor compreender essa união a cada dia. Pedimos para saber que a lei de Deus pode ser compreendida e demonstrada exatamente aqui e agora, assim como no céu (CS6, p. 16).

Seção 2. Leal ao nosso legado.
Há toda sorte de tentações que nos atacam para desviar-nos de nosso curso, uma das quais é a crença de que estamos pessoalmente em controle de nossa missão. Como nós, Jesus enfrentou a mesma tentação. Mas Jesus nunca permitiu que o orgulho humano ditasse suas ações; e em vez de ensinar-nos a adorar e sermos dependentes dele, ele ensinou-nos a adorar e depender de Deus (B6, 1Cor. 8:6). A maioria das tentações que enfrentamos vêm da natureza humana (outros, natureza animal). Até aqui, vimos nesta Lição como a inveja e orgulho eclesiástico tentaram desacreditar Jesus. Mas a natureza humana tem dois lados como uma moeda. Também havia os que o adoravam como uma personalidade.
Jesus podia ter cedido às exigências dos que o procuravam, mas assim como não permitiu que seus detratores influenciassem sua missão, também não permitiu que seus admiradores o influenciassem. Jesus sabia que não podia estar em todas as partes ao mesmo tempo, como também sabia que sua missão não estava limitada à sua demonstração individual. O que ele fez? Ensinou seus discípulos a curarem também (B8, Lucas 9:1,2). Os discípulos entendiam que haviam sido encarregados de espalharem a palavra de Jesus, mas esperava-se que curassem. Igualmente, Paulo sabia que sua missão incluía mais do que difundir o evangelho aos gentios. Curas eram necessárias para que a missão tivesse êxito (B9, 1Cor. 4:20).
Adam Clarke (c. 1760-1832) faz a seguinte colocação:
“A religião do Senhor Jesus não é em palavras—em eloquência humana, excelência de discurso, ou mesmo em doutrinas; mas em poder … na poderosa energia do Espírito Santo; que ilumina, alivia, converte e santifica crentes; e todos seus genuínos apóstolos serão capacitados, quando necessário, a demonstrar a verdade do seu chamamento…”
Nosso livro texto confirma que a missão de Jesus foi “tanto individual como coletiva”. Jesus mostrou aos mortais como “fazerem seu ‘trabalho’, mas não realizá-lo por eles, nem para desobrigá-los de uma responsabilidade sequer” (CS8, p. 18). Esse é um ponto chave. A CC ensina que temos de demonstrar nossa unidade com Deus ao longo de nossa ‘prática na vida’ (CS9, p. 202). Isso pode parecer extraordinário a muitos. Mas faz sentido. Jesus veio para nos ensinar como fazê-lo. Isso nos dá autoridade e poder. Paulo também nos disse para “elaborarmos nossa própria salvação”. Não o fazemos para nossa glória, ou para glória da CC. Fazemo-lo porque somos discípulos leais a nossa missão. Nossa Líder cita a promessa consoladora de Jesus: “Não temais, ó pequenino rebanho; pois vosso Pai se agradou em dar-vos o Seu reino” (CS10, p. 442).

Seção 3. Confiança como de uma criança.
Existem dois aspectos nesta seção: 1. a confiabilidade da mensagem; e 2. a receptividade daqueles que recebem a mensagem.
Em Provérbios (B10, Provérbios 4:1,2), o Pregador nos convida a ouvir suas palavras como os filhos fariam a um pai. Clarke explica que esse convite chama a atenção para o ensino como o mais excelente do gênero, por isso é melhor prestarmos muita atenção e deixá-lo penetrar em nossos corações.
Jesus viu as multidões como ovelhas sem pastor (B11, Marcos 6:34,56). Muitos de nós estamos familiarizados com o Salmo 23. Pense em quão completas são as orientações e os cuidados do pastor. Agora imagine ovelhas sem pastor – sempre em necessidade, incapaz de encontrar refúgio, de comer ou beber com segurança, talvez esbarrando em predadores ou em lugares perigosos sem orientação ou proteção. Como Jesus não pode ter sido movido para ajudá-los? Dada a incerteza atual sobre os problemas que nosso mundo está enfrentando, muitos de nós também podemos nos sentir como ovelhas sem pastor.
Embora alguns tenham ofendido Jesus, enquanto outros o adoraram, ele não foi influenciado ou distraído de sua missão. É provável que os discípulos também tenham tentações próprias para pilotar. Eles podem ter se sentido bastante "especiais" por terem sido escolhidos a receber instruções diretas e fazer parte do círculo pessoal de Jesus. Portanto, é compreensível que, quando a multidão lhe trouxe criancinhas, os discípulos – sendo protetores e um tanto possessivos com os ensinamentos que Jesus lhes estava dando – tentaram afastá-las. Mas aqui ele gentilmente repreende os discípulos, observando que as crianças eram bem-vindas porque possuíam um estado de espírito receptivo (B12, Marcos 10:13-15). Antes que as crianças absorvam as crenças dos pais, elas são confiantes e puras. Uma criança não nasce com orgulho ou preconceito. Portanto, devemos buscar a verdade com um pensamento completamente aberto.
Paulo nos lembra que nossa receptividade aos ensinamentos de Jesus produz uma mudança profunda dentro de nós. Paulo quer mostrar que Deus inicia essa transformação, não nós mesmos fazemos isso (B13, 2Cor. 5:18). Albert Barnes (1798-1870) explica seu entendimento das palavras de Paulo:
Isso se refere particularmente à … renovação do coração e às influências pelas quais Paulo foi levado a um estado de vontade de abandonar tudo, e dedicar sua vida aos trabalhos abnegados envolvidos no propósito de tornar o Salvador conhecido. Ele faz a afirmação geral, no entanto, mostrando sua crença de que não apenas essas coisas foram produzidas por Deus, mas que todas as coisas estavam sob sua direção e sujeitas ao seu controle. Nada do que ele havia feito deveria ser atribuído à sua própria ação ou poder, mas Deus deveria ser reconhecido em toda parte.
O mundo geralmente tem um senso muito pessoal do que é o amor e é muito particular ao escolher quem é, e quem não é, tão digno de amor. Mas Jesus amou a todos, mesmo os simples e humildes, e especialmente as crianças – assim, dando-nos o “senso mais verdadeiro do Amor” (CS11, p. 19). Ele sabia que os adultos eram frequentemente arraigados em velhos padrões de pensamento e ação (CS12, p. 130). Portanto, ele amava os pequeninos, como Mary Baker Eddy diz, "por serem livres do que é errado e receptivos ao que é certo" (CS13, p. 236).
Nosso livro-texto nos diz que Jesus curou ao contemplar o homem perfeito à semelhança de Deus, exatamente onde outros viam um mortal pecador (CS14, p. 476). Como ele fez isso? Não apenas vendo uma pessoa "lá fora" como filho de Deus, mas vendo todos "como" Deus os vê, vendo assim a perfeição.
Você vê a diferença aqui? Jesus viu outros da maneira em que Deus contempla Sua criação. Jesus não estava vendo mortais perfeitos; Ele estava nos mostrando que, ao ver a perfeição espiritual dos outros, nos aproximamos da perfeição. Jesus viu o homem perfeito vendo como o homem perfeito veria.
Essa visão espiritual traz à luz a harmonia eterna através da compreensão espiritual (CS15, p. 506). Você está vendo aqueles “fora de você” como infelizes que precisam mudar e se libertar? Ou talvez vendo-os como indignos de receber a mensagem de cura? Ou você está vendo "como" o homem perfeito veria?
Todos nós poderíamos ser mais ingênuos. Uma criança costuma prestar pouca atenção à aparência ou defeitos de uma pessoa. Elas são, na maioria das vezes, muito abertas e confiantes. Tente ver as coisas como uma criança. Resista à tentação de intelectualizar a espiritualidade e permita-se ser ensinado.

Seção 4. Aderindo à missão.
A missão de Jesus veio com um custo. Ele suportou a cruz e o ódio daqueles que salvaria. Mais uma vez, lembre-se de que ele poderia ter se salvado se tivesse cooperado ou capitulado com a hierarquia teológica de seu tempo. Mas ele não estava tentando se comprometer; ele permaneceu fiel à sua missão. Quando Pedro se dirigiu à multidão, no dia de Pentecostes, ele estava lhes explicando que Jesus não foi crucificado porque foi dominado. Todo o calvário fazia parte da missão de Jesus. Como Jesus disse a Pilatos durante o seu julgamento: "Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fora dado…" (João 19:11). O trabalho da vida de Jesus o colocou em desacordo com todos os aspectos das crenças mundanas, e sua adesão à missão garantiu sua vitória sobre a sepultura (B14, Atos 2:22-24). Clarke coloca assim: “Se tomarmos as palavras como geralmente entendidas, elas significam que era impossível que o Príncipe da Vida fosse deixado no império da morte: sua ressurreição, portanto, foi uma consequência necessária de seu próprio poder Divino”.
Jesus suportou suas provações por causa de seu amor a Deus e ao homem. Como John diz, ele era nosso "Advogado" (B15, 1João 2:1-3,5), que é outra palavra para "consolador". A advocacia a que João se refere não é como um advogado trabalhando para obter diminuir a sentença. O advogado de João trabalha em nosso nome para nos ver com segurança durante o processo, garantindo assim nosso arrependimento e conformidade. João também menciona que através de Jesus, o amor de Deus foi "aperfeiçoado" em nós. Isso significa: "amadurecido". Isso implica que Jesus manteve seu curso designado para nosso benefício. Por sua vez, João promete "quem guarda a sua palavra" também tem esse amor aperfeiçoado. Manter “sua palavra” significa recebê-la, aderir a ela, retê-la e permanecer firme nela.
Quão bem você "mantém" a palavra dele? O apóstolo João enfatiza a importância de permanecer "na doutrina de Cristo" (B16, 2João 1:9). John Gill diz que este é um chamado para que sigamos a palavra com sinceridade e sigamos todas as verdades e leis contidas nela sem dissimulação. Dissimulação significa assumir uma aparência falsa ou fingir ser o que você não é. Em outras palavras, você não pode fingir.
Nosso livro texto reconhece plenamente a expiação de Jesus como prova do amor divino que revela a nossa unidade com Deus (CS16, p. 497). Às vezes, podemos nos perguntar. "Você foi salvo?". Podemos responder inequivocamente: "Sim!". Somos definitivamente salvos pela demonstração de Jesus. A diferença é que não sentimos que Jesus fez o trabalho por nós. Espera-se que "sigamos fielmente os mandamentos", permanecendo plenamente conscientes de que todos teremos que enfrentar lutas ao longo do caminho (CS17, p. 26).
Não é através de palavras, de acordo com os ensinamentos de Jesus, mas por viver de acordo com elas que nos levam ao reino dos céus. Mas esteja avisado, temos que deixar nossos pecados para trás (CS18, p. 241). Nem Jesus, nem Mary Baker Eddy disseram que ser cristão ou cientista cristão seria fácil. Todos enfrentamos desafios ao longo do caminho, e os sofrimentos que experimentamos nos ajudam a entender o que Jesus passou. Se cometemos algo errado (e quem não faz?), não podemos simplesmente dizer: "Sinto muito por fazer algo errado" e continuar com o mau comportamento. Se realmente sentimos muito, vamos parar e corrigir nossas ações (CS19, p. 19). Não se surpreenda se, depois de decidir fazer o certo, surgirem tentações para nos levar de volta aos nossos velhos hábitos. A expiação é um processo contínuo de transformação (CS20, p. 20).
Os inimigos de Jesus tentaram insistentemente impor-lhe suas próprias concepções limitadas. Embora não devamos chamar a teologia tradicional de nosso "inimigo", precisamos estar cientes das crenças tradicionais. Tradicionalmente, devido aos erros de Adão e Eva, o homem é um pecador inerente por natureza. Essa crença não nos leva a lugar algum. Parte de nossa expiação, ou reconciliação, é eliminar o pensamento de estar separado de Deus e viver em obediência a Deus. Como o livro texto diz, “Esse é o grande ponto de partida para todo verdadeiro crescimento espiritual” (CS21, p. 91).

Seção 5. Não se distraia.
Como obtemos crescimento espiritual? Assim como Jesus não se deixava distrair da sua missão, devemos fazer também. Ele disse, não se pode chegar a lugar nenhum nem no arado se ficamos olhando para traz (B17, Lucas 9:17). Se queremos ir em direção do Céu, não podemos ficar focando em coisas terrenas. Não podemos realizar o ministério enquanto nossos pensamentos e tempo estão tomados com os afazeres do mundo. Temos que ficar focados na tarefa.
Clarke escreve:
Assim como uma pessoa que segura no arado não consegue fazer uma linha reta se ficar olhando para traz; assim também aquele que está empregado no trabalho do ministério não consegue fazer o trabalho de um evangelista, se ele coloca seus anseios na direção de lucros mundanos. Um bom homem disse: “Aquele que pensa ser necessário cultivar o favor do mundo não está longe de trair seus interesses em Deus e sua Igreja.”
Ainda que nem todos estejam oficialmente engajados com o trabalho do ministério, somos todos discípulos de Jesus, e as regras ainda se aplicam. O mundo pensa que dar tudo pelo Cristo é uma bobagem. O mundo quer procurar sucesso e satisfação dentro dos limites do mundo. Mas Jesus ensinou que não podemos encontrar o reino de Deus no mundo. Está dentro de ti (B18, Lucas 17:20). Aqui novamente, Jesus estava virando de cabeça para baixo as expectativas religiosas dos Judeus. Clarke explica: “Os Judeus imaginavam que, quando o Messias chegasse, ele destruiría os Gentios, e reinaria gloriosamente sobre os Judeus: o exato oposto disso, nosso Senhor revela intimamente, seria o caso. Ele estava prestes a destruir toda política judaica, e reinar gloriosamente entre os Gentios.
O reino não chega por maneiras mundanas, ou através do mundo. Esse é um reino diferente do que o mundo espera. Mas Jesus não se rendeu a cosmovisão. Ele permaneceu firme a sua mensagem e missão, nada de trono, regalias ou poderes legais. É, no entanto, uma completa transformação de caráter e de coração. Conforme Paulo nos relembra: “temos que retirar a corrupção e vestir o incorruptível" (B19, 1Cor. 15:50-52).
Ainda que a maioria dos comentaristas considerem as expectativas de Paulo sobre vencermos a morte como um despertar futuro a ser alcançado quando Jesus retornar a Terra, a Ciência Cristã aceita o fato de que a morte não seja uma conclusão garantida. Quando percebermos a onipresença da Vida eterna, a morte se dissolverá, e seremos despertos rapidamente. “O presente de Deus é a vida eterna” (B20, Rom. 6:23).
Podemos todos ter anseios para a expiação. Chegamos lá elevando-nos a “novidade da vida” (CS22, p. 24). Jesus queria que seguíssemos no seu caminho. Que possamos aceitar o que Deus está nos dando. Isto não pode ser escondido (CS23, p. 208). Como sabemos se estamos no caminho certo? Pergunte a si mesmo se “a Verdade está vencendo o erro” em sua vida? Não podemos prosseguir vivendo da espiritualidade dos outros. Precisamos fazer isso por nós mesmos através do esforço, e nos tornando da matéria em direção as coisas incorruptíveis do Espírito. Temos que “ser aplicados desde o começo”, totalmente comprometidos ao caminho espiritual, e progredindo um pouco a cada dia. Conforme o Texto Áureo tem implícito, não precisamos entrar no reino esfarrapados. Podemos esperar entrar no reino com alegria! (CS24, p. 21).

Seção 6. Fique de pé com graça e esperança.
O mundo hoje encara uma situação difícil. Estamos sendo solicitados a repensar e ativar novas ferramentas em nossas vidas. Para a maioria das pessoas, essas mudanças são temporárias. Mas não podemos perder de vista o fato de que para muitos suas vidas nunca mais serão as mesmas. Muitos tem dito, que esses desafios são o resultado de uma variedade de passos maldados e de atos falhos pelo caminho, e outros sentem que de alguma forma Deus está por trás de tudo isso. Na Ciência Cristã temos que saber que Deus nunca está por trás de nenhum mal ou evento catastrófico. No entanto, podemos saber que Deus está presente na cena para nos apoiar, e nos mostrar o caminho. Temos um pastor.
As Escrituras nos asseguram que surgiremos mais fortes de cada desafio na nossa fé. Você tem sido tentado a sair do seu caminho espiritual nesses dias? Está permitindo que a mídia escreva sua estória? Lembre-se, você é ministrado abundantemente. Ao invés de se rebelar, Paulo regozijou-se durante as tribulações (B21, Rom. 5:1-5,11).
Considere as interpretações que Adam Clarke dá as palavras de Paulo: “Ele fala de paciência como “perseverança” frente a julgamentos, sem sustentar perda ou deterioração; de experiência como edificadora do Cristianismo e fé em Deus; que traz esperança, sem medo dos julgamentos porque sabemos que a graça vai nos levar em segurança. Clarke diz: “Uma esperança que não tem fundação vai ter sua expectativa podada; e então a vergonha e confusão serão a porção maior daquele que a possui”. Mas nossa fé é de um tipo diferente; é fundada no bem e na verdade de Deus; e nossa experiência religiosa nos mostra que não a aplicamos mal”.
Conforme o livro do Apocalipse nos garante: a vitória sobre os julgamentos de hoje virá com o total reconhecimento do poder do Cristo que nos leva a salvação (B22, Apoc.12:10).
Mary Baker Eddy concorda de todo-coração. João viu o “novo Céu e a nova Terra” enquanto ainda vivia na Terra. Seu sentido espiritual substituiu a crença material das coisas. Ele viu o homem não mais como um “pecador miserável”, porque ele não viu o homem como um “pecador miserável” (CS26, p. 573). Como seu Mestre, ele viu como Deus vê. Nós também podemos ver isso aqui e agora. Não precisamos esperar. Não deixemos que nada nos tire de nosso caminho, ou rapte nossas estórias. O reino de Deus está dentro de nós, e ao alcance da nossa consciência bem aqui em proporção ao nosso entendimento espiritual (CS27, p. 576).

Que possamos elevar nossas vozes na glória de Deus pois nossa expiação com Deus é alcançável e uma conclusão garantida (CS28, p. 45); e cantemos louvores a Deus, o único autor das nossas estórias.
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A equipe de tradução para o português é composta por Ana Steffler, Ovídio Trentini e William Trentini. Visite o site Associação dos Alunos de Ciência Cristã do Professor Orlando Trentini, CSB. Ali você encontrará esta tradução e as anteriores para estudo, podendo baixar e partilhar esse copo de água fresca com seus amigos.
Os estudos metafísicos dos Cedros sobre o estudo diário da Lição Bíblica da Ciência Cristã, contendo ideias de aplicação metafísica, são oferecidos, durante todo o ano, para que os amigos da Ciência Cristã vejam e demonstrem o grande valor do estudo diário da LB.
Os Cedros são um suplemento para a LB. O estudo em inglês será publicado na 2a. feira no link http://www.cedarscamps.org/metaphysical.

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