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CIÊNCIA CRISTÃ – LIÇÃO BÍBLICA

[Ceda à autoridade da Alma celebrando a Deus – Torne-se mestre do seu corpo]

A Alma e o corpo
14 a 20 de novembro de 2022

Estudo preparado por:

Kathy Fitzer, C.S.   de Lake St. Louis, MO, EUA

kathyfitzer@gmail.com

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Abreviações: Bíblia JFA Revista e Atualizada – B; Bíblia na Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH; Bíblia A Mensagem – MSG; Ciência e Saúde – CS ou C&S; Lição Bíblica – LB; Acampamento dos Cedros – CedarS

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Parece fácil, hoje em dia, cairmos na armadilha de acreditar que a qualidade das nossas vidas é determinada em grande medida pelo que nossos corpos e/ou mentes nos dizem sobre como nos sentimos. A crença popular é que a nossa identidade é determinada por condições do corpo, hereditariedade e coisas que vivenciamos no passado. É comum pensarmos que a nossa identidade (ou alma, por assim dizer) está contida num corpo humano e é definida por uma personalidade humana. Mas a Lição Bíblica dessa semana vira essas crenças de ponta cabeça, e revela que – de fato – nossa identidade é a expressão ou manifestação da única Alma, que é o Espírito, Deus. Compreender esse fato permite que sejamos mestres em vez de servos, que “tomemos posse” dos nossos corpos e dos nossos pensamentos e os governemos com a autoridade que foi dada a cada um de nós pelo nosso Criador e Mantenedor – o Princípio infinito e divino que é a única Alma e a própria fonte do nosso ser. Apesar da Lição falar principalmente sobre um corpo material, a mesma lógica pode ser aplicada quando se pensa sobre um corpo governamental, um corpo organizacional, ou qualquer outro tipo de corpo.

O Texto Áureo, na International Children’s Bible (Bíblia Internacional das Crianças), diz: “Todo o meu existir dá glória ao Senhor” (tradução livre). Eu amo o uso de “todo o meu existir” em vez de “minha alma” (Salmo 34:2). Pensar em “minha alma” como “todo meu existir” ajuda a eliminar qualquer senso de “partes” para nós – nossa parte mental, nossa parte emocional, nossa parte corpórea. Somos um existir inteiro e completo – cada um é uma expressão singular, que tem um lugar íntimo e exclusivo na totalidade da Vida. Sei que eu já disse isso antes, mas… amo comparar a completude e individualidade de cada um de nós à completude e individualidade de cada número, nota musical, floco de neve, raio de sol e gota d´água. Cada um tem um lugar e um papel que apoia o todo – enquanto mantém uma identidade totalmente individual e essencial que é completamente apoiada pelo princípio que governa tudo.

Às vezes somos assombrados por questões humanas como “qual é o meu propósito”, “por que estou aqui?” O Texto Áureo responde a isso. Estamos aqui (nosso propósito) para glorificar ao Senhor. Isso não significa ficar andando por aí apenas dizendo o quanto Deus é bom. Uma definição de glorificar, do hebraico hilal, assim como dos dicionários modernos, é “celebrar”. Como podemos celebrar a Deus, ou a Alma, com a totalidade do nosso existir? Para mim, é por meio do reconhecimento de que tudo o que somos e fazemos é o belo efeito de uma causa maravilhosa e perfeita, a Alma de todo existir. Essa Alma também é sinônimo de Princípio (robustez e ordem), Amor (amabilidade e abnegação), Espírito (energia, disposição e perseverança), Verdade (integridade e fidelidade), Mente (inteligência e sabedoria) e Vida (vitalidade, constância e confiança). Celebrar que essas qualidades são inerentes a nós mesmos e aos outros é uma forma de glorificar a Deus – de dar a glória a Deus!

A Leitura Alternada fala sobre corrermos a “corrida” de forma a obtermos a “coroa”. Nos tempos de Paulo, os atletas eram altamente valorizados. Para ele, eram as qualidades do atleta que importavam – a disciplina e o autocontrole necessários para se destacar. A Worldwide English Translation of the New Testament (Tradução Global para o Inglês do Novo Testamento) traduz os versículos 26 e 27 assim: “não corro como se não soubesse aonde estou indo. E não luto como um homem que apenas soca o ar. Controlo meu próprio corpo muito bem. Faço meu corpo obedecer a mim” (tradução livre). Tomados por si só, esses sentimentos poderiam ser interpretados como a necessidade de um controle apenas físico sobre os nossos corpos. Porém, ao continuar o estudo da Lição desta semana, ficou claro para mim que essa não era a interpretação mais científica.

Os versículos de Romanos, capítulo 2, ajudam a jogar uma luz mais espiritual sobre o tema. Paulo pede aos seus ouvintes que por favor apresentem seus corpos (quer dizer, todo o seu ser, ou sua completude) a Deus como “sacrifício”. Apesar de os judeus terem levado pombas e ovelhas como sacrifício, agora pede-se que demos a nós mesmos a Deus – para sermos totalmente obedientes a Sua vontade. Dizem-nos: “não vos conformeis com este século”. Para mim, isso significa que temos de estar alerta para não seguirmos teorias materiais e modinhas e padrões populares de pensamento, mas nos “[transformarmos] pela renovação da [nossa] mente, para que [experimentemos, tenhamos discernimento de] qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Não é que tudo no “mundo” seja ruim. Mas, em tudo o que fazemos, temos de a nos voltar a Deus, à Mente que é Amor, para ouvir quais são os próximos passos que devemos dar. Eu tenho um mosaico, que comprei quando visitei Israel, que mostra um peixe nadando contra a corrente. Ele funciona para mim como um lembrete de não fazer qualquer coisa só porque é o comum a se fazer. Estou longe de ter um histórico perfeito, mas sei que é importante levar cada pensamento, cada desejo e cada decisão ao Amor e depois seguir tanto quanto possível a direção que recebemos.

O restante da Lição nos ajuda a discernir como correr a corrida da vida vitoriosamente…como nos trazer completamente (trazer nossos pensamentos e corpos) à subordinação da vontade de Deus e celebrar a lei do Bem que é Deus – que é a Vida, que é a Alma!

Seção 1. Nossa relação de pacto com Deus – coexistência com a Alma

Nós temos uma relação pactuada (ou seja, um vínculo contratual) com a suprema lei do Bem. Isso é digno de ser valorizado!!! Somos santos (completos) porque Deus é santo (completo) (B2, Levítico 19:2). Deus vive em nós e nunca nos “aborrecerá” (rejeitará). O trabalho de Deus é ser a Fonte, o nosso, é ser a expressão, permitindo que essa Fonte seja vista ao brilhar por nosso intermédio (B3, Levítico 26:11,12). Isaías reitera que a nossa razão de existir é celebrar a Deus (B4, Isaías 43:10,20,21). Nesse caso, a palavra hebraica da qual celebrar vem como tradução é teh-hil-law, e envolve adoração e dar graças a Deus. A relação de pacto nos ensina que ao amarmos a Deus supremamente somos capazes de ver sua eterna presença, e reconhecer a “terra prometida” que Ele preparou para nós. Esse é um motivo de gratidão! Essa terra prometida, é claro, não é um lugar físico, e a substância do nosso existir não é “uma forma material dotada de sensação”. Em vez disso, aprendemos na Ciência Cristã que somos “um corpo isento de sensação” e que Deus outorga e perpetua “individualidade, harmonia e imortalidade…por meio da Mente, não da matéria” (CS5, p. 280).

Por não ser dependente da matéria, nossa identidade é menos real ou tangível? Absolutamente não! Pense no que significa a identidade ser “a reflexão do Espírito, o reflexo em variadíssimas formas do Princípio vivente, o Amor” (CS3, p. 477).  Pense novamente sobre as qualidades que eu mencionei quando falei sobre o Texto Áureo. Eu acho realmente muito útil aprofundarmo-nos nesses sete sinônimos (ou nomes para Deus), que são baseados na Bíblia e que Mary Baker Eddy nos dá no livro texto da Ciência Cristã. Lembre-se: reflexo, reflexão, significa assumir a imagem exata de alguma coisa, assim como ser o pensamento de alguma coisa. Então, como a Alma é a própria substância, a Vida e a inteligência de cada um de nós, e individualizada de tal forma que não existem duas exatamente iguais, cada um é único e essencial ao todo. Cada um de nós expressa qualidades como a robustez e a ordem do Princípio, a amabilidade e a abnegação do Amor, a energia inesgotável e a vontade do Espírito, a integridade e a fidelidade da Verdade, a inteligência e a Sabedoria da Mente, e a vitalidade, a constância e a confiança da Vida. E você pode expandi-las! Essas não são qualidades que podem ser fornecidas ou aprisionadas por um escopo limitado do que chamamos de matéria. Elas não pertencem a uns e não a outros. E se reconhecermos uma dessas qualidades presentes em nós mesmos ou em outra pessoa, pode ter certeza de que todas elas estão presentes. Tive uma linda cura de um problema físico quando percebi que, porque eu incluía o amor do Amor e a alegria da Alma (que eu pude ver que tinha), eu também incluía a robustez do Princípio. A evidência dessa robustez então se tornou manifesta na aparência exterior de um corpo sem queixas.

Portanto, vamos expandir nosso conceito sobre a Alma e o corpo, para vermos cada indivíduo como a corporificação de todas as qualidades que a Alma (a identidade do Espírito) inclui. Assim não sobrará espaço para aceitarmos limitações de qualquer tipo, baseadas em experiências passadas, tamanho, leis de saúde, gênero, idade ou qualquer outra imposição. Porque Deus é perpétuo no Seu existir, o homem (toda a humanidade) é perpétuo na expressão da individualidade e harmonia ininterruptas. Recuse-se a aceitar qualquer coisa menos do que isso.

Seção 2. “Deixar o corpo e habitar com o Senhor”

Se queremos progredir em qualquer área, é importante ter um pensamento unificado. Não chegamos a lugar nenhum quando puxamos as duas pontas da mesma corda, ou argumentamos a favor de um lado e depois a favor do outro. Precisamos nos perguntar frequentemente se estamos acatando a sabedoria que Jesus objetivou por meio das parábolas aos fariseus, que eram amantes do dinheiro. Ele lhes disse: “Ninguém pode servir a dois senhores” (B7, Lucas 16:13). Apesar de Jesus estar falando especificamente sobre tratar a riqueza como um deus, essa mesma ideia se aplica a qualquer coisa que tire nossa atenção de Deus e da totalidade do universo espiritual. Tudo se resume a onde o pensamento está habitando. A riqueza pode ser um excelente veículo para compartilhar o bem. Mas quando se torna o centro das atenções e perdemos Deus de vista como a fonte de todo o bem, temos um problema. As últimas citações desta seção tratam sobre dar muita atenção ao corpo. É uma ideia semelhante. Lemos em 2 Coríntios, capítulo 5, que “enquanto no corpo, estamos ausentes do Senhor”. Ocorreu-me que há uma diferença entre lidar com o corpo – alimentá-lo, vesti-lo, cuidar dele, fazer com que ele nos sirva – e identificá-lo como a nossa casa. Nós habitamos na Mente. O objetivo é “deixar o corpo e habitar com o Senhor” (B10, 2Coríntios 5:6,8). De novo…onde o pensamento está centrado? É com isso que devemos nos preocupar. No que você se pega pensando mais, ao longo do dia – no seu corpo e em outras condições físicas, ou em como Deus está atendendo a cada necessidade, de todos nós? Como lemos em Lucas: “se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso…Se, portanto, todo o teu corpo for luminoso, sem ter qualquer parte em trevas, será todo resplandecente como a candeia quando te ilumina em plena luz” (B8, Lucas 11:34,36). Quando nosso pensamento está cheio da luz da inspiração e da confiança em Deus, a nossa experiência inteira é iluminada. 

Mary Baker Eddy quis salvar “os aleijados, os surdos, os mudos, os cegos, os doentes, os sensuais e os pecadores…da escravidão de suas próprias crenças e dos sistemas educacionais dos faraós, que hoje, como outrora, retêm os filhos de Israel em servidão” (CS9, p. 226). Nossa servidão é diferente daquela dos tempos de Moisés. É muito mais sutil, porém igualmente injusta. Deus nos guiará para fora da servidão assim como guiou os israelitas para fora do Egito, ao lutarmos mentalmente pela nossa liberdade. Esta declaração é chave para o sucesso: “Envolves teu corpo no pensamento e deverias delinear nele pensamentos de saúde, não de doença” (CS12, p. 208). Precisamos praticar isso. Vigie o pensamento e recuse-se a aceitar a mentira da discórdia. Um artista primeiro concebe uma imagem no pensamento e depois esse pensamento é transferido para a tela. Podemos pensar sobre os nossos corpos como as nossas telas e manter no pensamento apenas aquilo que desejamos ver expressado! É preciso estar alerta e praticar, mas Deus (o Amor) nos habilita a pensar corretamente!

Seção 3. Reconheça a autoridade do Espírito, a Alma

Nesta seção temos a cura maravilhosa do servo do centurião que Jesus atribui à compreensão do centurião acerca da verdadeira autoridade. Ele entendeu que a autoridade com que ele mesmo dava ordens vinha do poder conferido a ele por aqueles que estavam em níveis acima do seu. E, de alguma forma, ele deve ter entendido que a autoridade com que Jesus falava também vinha de um poder superior a Jesus. Essa compreensão levou à sua fé absoluta de que seu servo responderia à Palavra sanadora que Jesus falava (B13, Lucas 7:2,3,6-10). A autoridade que nós temos para falar à discórdia também vem diretamente de Deus, o Espírito. A cura vem quando exercitamos e cedemos a essa autoridade. Conforme Mary Baker Eddy diz: “Tal como o grande Modelo, o sanador deve falar à doença como quem tem autoridade sobre ela, deixando que a Alma domine as falsas aparências dos sentidos corpóreos e faça valer suas próprias reivindicações sobre a mortalidade e a doença” (CS15, p. 395). Essa é a primeira de 3 citações (que estão nas seções 3, 4 e 5, uma em cada seção) que vêm das páginas 390-395 do nosso livro texto. Essas páginas são referidas às vezes como as “páginas de luta”. Estão cheias de diretivas muito específicas sobre como pensar, raciocinar e argumentar quando enfrentamos sugestões de discórdia. O ponto importante que tento lembrar quando me refiro a essas diretivas, porém, é que não as seguimos partindo de um senso de vontade humana, mas como resultado de exercermos nosso domínio, dado por Deus e a autoridade conferida a nós pelo Espírito!  É a Alma que domina as falsas crenças. E temos a cura quando o pensamento está alinhado a essa Alma. 

Já achei a citação CS18 (p. 14) às vezes animadora, e outras vezes, desanimadora. Ela diz: “Toma consciência, por um só momento, de que a Vida e a inteligência são puramente espirituais — que não estão na matéria nem são constituídas de matéria — e o corpo já não se queixará de coisa alguma”. Às vezes penso estar consciente dessa espiritualidade pura, mas nada parece mudar. É nesses momentos que percebo que se eu estivesse verdadeiramente consciente de que todas as coisas são puramente espirituais, eu não ficaria verificando os relatos da matéria! Pode parecer complicado. E é por isso que eu acho essencial seguir o exemplo de Jesus, de simplesmente ficar com a visão de Deus sobre o homem completo e perfeito. Ele nunca estava trabalhando para “consertar as coisas”. E nós também não podemos estar.

Falamos com a autoridade da Alma – TUDO é governado pelo Espírito. Compreender que “o Ego é a Mente torna o corpo harmonioso; faz com que os nervos, os ossos, o cérebro etc., sejam servos, em vez de senhores” (CS17, p. 216). E, de novo…essa compreensão vem quando abrimos nosso coração e deixamos nosso pensamento se encher dos anjos de Deus, assegurando-nos da supremacia e da autoridade do Espírito, a Alma!!!

Seção 4. Esqueça as “regras” mortais – busque o Reino de Deus 

 Ouvimos tanto sobre o corpo isso e o corpo aquilo, hoje em dia.  Parece haver muitas “regras” em relação à dieta, exercício, moda e cuidados necessários de saúde.  A tendência daqueles que parecem ter recursos abundantes pode ser a obsessão em seguir todas as “regras”.  Para aqueles que parecem não ter recursos suficientes, a preocupação pode ser mais em ter comida e roupas suficientes de qualquer forma.  E, no entanto, Jesus instruiu seus seguidores a “pararem de se preocupar com o que vão comer, beber ou vestir.  A vida não é mais do que comida e o corpo mais do que roupas?”  Ele continuou dizendo: “Todos estão preocupados com essas coisas, e seu Pai celestial certamente sabe que vocês precisam de todas elas.  Mas primeiro, preocupem-se com o reino Dele e com o que tem a aprovação Dele.  Então todas essas coisas serão providas para vocês” (B15, Mateus 6:25,32,33, God’s Word Translation – Tradução da Palavra de Deus, tradução livre).

Parar de se preocupar com a opinião do mundo ou com as circunstâncias humanas limitadas e limitantes e ver o reino de Deus em primeiro lugar e, exclusivamente, exige muita humildade e disciplina.  Mas, a Ciência Cristã ensina a não se preocupar porque Deus está cuidando de nós também nos torna senhores de nossos corpos – senhores de todo nosso ser – permitindo-nos “controlar [nossa situação] com a Verdade” (CS19, p. 228).  Então, o que é esta Verdade?  É o fato de que existe uma Mente suprema que governa todas as coisas.

A mesma Mente que faz as flores crescerem e desabrocharem e que permite que os animais jovens instintivamente saibam o que precisam fazer para sobreviver é a mesma Mente que cuida de nós.  O problema surge quando permitimos que concepções mortais limitadas “interfiram no governo de Deus, introduzindo as leis dos falíveis conceitos humanos” (CS20, p. 62).  Esses conceitos incluem tanto a falta quanto o excesso e todos os tipos de regras limitantes.

Podemos decidir o que aceitar e o que rejeitar dos conceitos humanos que constantemente nos bombardeiam (CS21, p. 392).  Precisamos nos recusar a aceitar as chamadas leis limitantes, que sugerem que elas determinam nossa saúde econômica ou corporal, mental ou qualquer outro tipo de saúde.  Sim, precisamos seguir nossas vidas humanas fazendo as escolhas que parecem mais certas no momento.  Mas nunca ouvi nenhum conselho melhor do que o encontrado na página 261 de Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras por Mary Baker Eddy: “Mantém o pensamento firme no que é duradouro, bom e verdadeiro e os terás na tua experiência na proporção em que ocuparem os teus pensamentos” (CS22, p. 261). Recuse-se a desanimar.  Embora precisemos nos recusar a deixar que o apetite, a apatia ou a preguiça nos governem, também precisamos nos recusar a deixar que o que a “mídia” e os “especialistas” estão dizendo nos dê medo ou nos paralise.  “O homem é harmonioso quando governado pela Alma” (CS23, p. 273).  E, cada um de nós e o mundo inteiro é verdadeiramente governado pela Alma – pela expressão equilibrada, harmoniosa, bela, graciosa, abundante e individualizada do Espírito infinito, onde nada está faltando ou está fora de ordem.

Seção 5. A Mente é o Mestre 

Pensemos mais sobre a história do homem em Listra que havia sido aleijado a vida toda, e ainda assim respondeu ao comando de Paulo saltando e andando imediatamente.  O homem não se levantou hesitante experimentando sua liberdade recém-descoberta.  Ele saltou imediatamente!  É nos dito que Paulo percebeu que o homem tinha “fé para ser curado” (B21, Atos 14:8-10).  Esta foi provavelmente a primeira vez que este homem ouviu sobre o Deus (e o Cristo) que Paulo falou.  O local era uma área pagã e Zeus era adorado no templo.  Mas, o homem imediatamente abraçou a mensagem de liberdade.

Essa cura rápida de toda uma vida de limitação é uma bela demonstração da verdade das palavras encontradas em Hebreus, “a palavra de Deus é viva e eficaz…” (B19, Hebreus 4:12).  O que me impressionou é como o homem aceitou sem reservas a mensagem que ouviu e com que confiança ele seguiu o comando para “ficar de pé”.  Às vezes acho que há uma tentação de argumentar contra nós mesmos e nosso bem-estar.  Ficamos hipnotizados pela aparência física ou pelas teorias econômicas e de saúde que nos bombardeiam.  Muitas vezes descobri que preciso tomar uma posição firme e responder a todas essas sugestões diretas como: “Que me pode fazer um mortal?” (B17, Salmo 56:4).  Não temerei nem respeitarei o que um corpo material ou opiniões humanas podem fazer comigo!

Há várias declarações maravilhosas em Ciência e Saúde nesta seção.  Dizem-nos que a razão pela qual lidamos com capacidades limitadas é porque acreditamos que vivemos em um corpo e não na Alma, “na matéria em vez de no Espírito” (CS24, p. 223).  Também nos é dito que precisamos encarar cada desafio como seu senhor, ao invés de nos encolhermos de medo ou derrotismo e observar nosso pensamento, ao invés do que está acontecendo com nosso corpo ou com uma circunstância humana (CS25, p. 419).

E somos encorajados a “tomar posse de [nosso] corpo e governar sua sensação, e sua ação.  “Eleva-te na força do Espírito para resistir a tudo o que é dessemelhante do bem.”  Se pararmos por aí, pode parecer que nós temos que avançar e, de alguma forma, controlar voluntariamente como nosso corpo está se sentindo.  Para mim, essa é a crença da mente (pensar pequeno) sobre a matéria.  Mas, o parágrafo continua dizendo: “Deus fez o homem capaz disso, e nada pode invalidar [isso significa prejudicar ou destruir] a capacidade e o poder divinamente outorgados ao homem” (CS28, p. 393). Nosso trabalho – nosso privilégio – é escolher como pensar sobre as coisas e responder à orientação da Mente como o homem em Listra respondeu à ordem de Paulo para ficar de pé.  À medida que agimos com confiança, confiando mais no senso espiritual do que no sentido material, demonstraremos nosso domínio dado por Deus sobre todas as crenças materiais.

Seção 6.  Celebrar a vitória — admitir ser semelhança de Deus

 Tem surgido muito nesta lição sobre como dominar os sentidos corpóreos.  Para mim, isso significa entender que um corpo material e as circunstâncias materiais não estão no controle.  E, muitas vezes, tenho que me lembrar que quando dizemos corpo material, etc., não estamos falando sobre algo real, mas sobre o que parece ser – a visão falsa.  Então, se a falsa visão não tem poder para nos controlar, e nos foi dada autoridade para dominar esse falso senso, o que está no controle?

A Bíblia está cheia de promessas da vitória do bem sobre o mal e cheia de louvor e celebração desse fato! A Bíblia Amplificada traduz a última citação da Bíblia na Lição desta semana de 1Tessalonicenses: “Fiel e absolutamente confiável é Aquele que está nos chamando [para Si mesmo para sua salvação], e Ele fará isso [Ele cumprirá Seu chamado lhe tornando santo, guardando, cuidando e protegendo como Seu (B24, 1Tessalonicenses 5:24 – tradução livre). Deus é o edificador!!! Mary Baker Eddy expressa isso assim: “A Mente divina é a Alma do homem, e dá ao homem domínio sobre todas as coisas” (CS29, p. 307).  Novamente, acho útil pensar na Alma como identidade.  Assim, a Mente (e podemos substituir por qualquer um dos sinônimos aqui) é a identidade do homem — de cada um de nós.

Então, a questão se torna: como vemos e experimentamos essa identidade – a melhor versão de nosso “ser inteiro”? (Texto Áureo, Sal. 34:2, International Children’s Bible, tradução livre).  Admitindo a nós mesmos que “o homem é a própria semelhança de Deus”. Dizem-nos que isso “dá ao homem liberdade para compreender plenamente a ideia infinita” (CS31, p. 90).  Não temos que mudar nada.  Não precisamos consertar um assunto quebrado, um relacionamento quebrado, um governo quebrado ou uma economia quebrada.  Nós apenas temos que admitir que Deus, a Mente, está governando – e nos recusarmos a aceitar por um momento qualquer outra sugestão!  Nosso trabalho é manter o foco no bem, “o reino insondável da Mente” (CS30, p. 264).

 Não se deixe enganar pela visão limitada, mas “agir como possuidores de todo o poder d’Aquele em quem existimos” (CS30).  Essa não é uma abordagem de “esconder a cabeça na areia”.  É tomar uma posição pela bondade da Alma – de nosso “ser inteiro” Tudo está bem!  Admita!!  E celebre Deus e Sua autoridade como realidade!

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A equipe de tradução para o português é composta por Martha Henriques, Laura Soriano Yawanawa, 

Elisabeth Zir Friedrichs, Ovídio Trentini, formatação de Ana Paula Steffler e revisão geral de Miguel De Castro. Visite o site Associação dos Alunos de Ciência Cristã do Professor Orlando Trentini, CSB. Ali você encontrará esta tradução e as anteriores para estudo, podendo baixar e partilhar esse copo de água fresca com seus amigos.

Os estudos metafísicos dos Cedros sobre o estudo diário da Lição Bíblica da Ciência Cristã, contendo ideias de aplicação metafísica, são oferecidos, durante todo o ano, para que os amigos da Ciência Cristã vejam e demonstrem o grande valor do estudo diário da LB.

Os Cedros são um suplemento para a LB. O estudo em inglês será publicado na 2a. feira no link https://cedarscamps.org/inspiration/

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