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CIÊNCIA CRISTÃ – LIÇÃO BÍBLICA

Ser um com o Amor para se sobrepor ao passado

Estudo Metafísico do Acampamento dos Cedros

Tema: A Doutrina da Expiação
De 14 a 20 de outubro de 2013

Abreviações:
Bíblia – B
Ciência Cristã – CC
Ciência e Saúde – CS
Lição Bíblica – LB

    A ideia da expiação é muito especial. Ela está associada, na tradição hebraica, com o dia mais santo – o Yom Kipur, o dia da expiação. Durante esse período eles contemplam e oram para serem perdoados de suas transgressões, buscando o perdão. Mas na Ciência Cristã o tema da expiação e reconciliação apresentada nessa Lição Bíblca nos oferece uma oportunidade para apagar as transgressões. Escreve Mary Baker Eddy: “É preciso revisar a história humana, e apagar o registro material” (Retrospecção e Introspecção, p.22). O pecado é um registro dos enganos humanos cometidos. Por ser um registro de erros, um registro do qual Deus não tem parte, logo esse não é o registro do homem criado por Deus. Por isso podemos ser libertados da imposição de estarmos ligados e sujeitados a enganos cometidos no passado.

    No Blog de Tony Lobl,CS que mora em Londres, e já foi Presidente de A Igreja Mãe, ele inclui os pensamentos de um Rabino que conhece e que lê o livro Ciência e Saúde. Nesse blog o Rabino faz alguns comentários sobre o tema da “expiação” e estão também os conceitos de Eddy sobre esse tema.
http://christiansciencecomsuk.wordpress.com/2010/09/19/a-modern-rabbis-view-of-the-day-of-atonement-putting-the-past-behind-us/ (só em inglês.)
    Em minha maneira de pensar sinto que expiação é Amor. É ver e reconhecer Deus como Amor na vida de cada um de nós e de nossa comunhão com esse Amor. A LB da semana enfoca esse aspecto pondo em evidência o Primeiro Mandamento tanto em seu formato tradicional: “Não terás outros deuses diante de mim (B1,Êxodo20:3), como também no formato menos conhecido do livro de Deuteronômio 6:5, que Eddy transforma numa pergunta na citação CS3 de Ciência e Saúde: “Amas ´o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento´.” Esse é um mandamento de um amor abrangente e que satisfaz. Não é um mandamento limitador. Esse mandamento é parte de uma oração hebraica que foi seguida por nosso Guia Jesus Cristo. Cumprir esse mandamento de todo nosso “coração” nos dará a autoridade e o poder para curar como Jesus curou. Esse amor podemos sentir porque somos um com o próprio Amor. Nunca estamos distantes do Amor divino em busca de amor e tolerância, mas sempre em presença desse Amor. O divino Amor não é uma doutrina teológica; mas é a presença sempre presente do poder sanador de Deus. Então, como vamos seguir em frente para conhecer a Deus como Amor? Temos toda essa Lição Bíblica para aprender como fazer isso.

TEXTO ÁUREO–“…o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor”(Deuteronômio 6:4). Essa declaração dá ênfase ao tema de que há um Deus único e somos um com Ele.

A LEITURA ALTERNADA (Deuteronômio 31:30; 32:1-3. 9-12.; 6:4), apresenta “o cântico” de Moisés . Ele nos relata a sua descrição poética de como Deus cuida de nós com ternura comparando o amor de Deus com o cuidado da águia com os seus filhotes. Moisés inclui nesse cântico ou poema, a maneira gentil que Deus usa para que as Suas palavras cheguem aos nossos ouvidos:
   “Que o meu ensino seja como a chuva que cai mansamente sobre a terra; que as minhas palavras sejam como o orvalho que se espalha sobre as plantas” (Deuter 32:2).
    É assim que Deus fala a nós, de uma maneira particular para que cada um possa entender a Sua palavra. Deus fala a cada um de nós “de dentro” porque somos a expressão do Amor, nunca estamos separados ou longe do Amor tentando ouvi-lo, mas já incluímos a mensagem do Amor dentro de cada um de nós.

Seção 1: Um só Deus, o Senhor, é tudo o que necessitamos (e é tudo o que realmente existe)!
    Os hebreus não tinham um sentido de povo, uma unidade coesa, até Moisés os levar para fora do Egito. Ele lhes deu esse sentido de identidade mostrando ao povo o poder prático de um Deus que os amava. É semelhante à maneira como Jesus Cristo, por meio de suas pregações e curas, nos mostrou o amor de Deus. Moisés tinha um relacionamento terno e consistente com Deus e se esforçou para mostrar ao povo para conhecerem a Deus do modo como Moisés o conheceu. Com esse propósito ele deu os Mandamentos de Deus ao povo. Quando você ama “o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento”(B2) você está em harmonia com o Amor e está bem provido de tudo o que você necessita – toda a inspiração, saúde, alegria, lar. um trabalho fixo, etc. Encontraremos as nossas “grandes capacidades humanas” à medida que percebemos nossa união com Deus compreendendo a unidade do homem com Deus. Essa unidade se torna palpável para nós na medida em que removemos nossa adoração ou nossa dependência da matéria e construímos um relacionamento de maior fidelidade com o Espírito. “Deus é fiel” ser igualmente fiel a Deus é nosso dever e compromisso. Verificaremos que somos dotados do poder do Espírito ao vivermos o Primeiro Mandamento e amamos a Deus acima de todas as coisas (Ver CS4). Todo o poder nos vem de Deus, temos poder como o reflexo original e autêntico do Espírito. Ao reconhecermos que somos um com o Pai então, temos todo o poder que Ele possui, por sermos Sua expressão consciente.
    A expiação no conceito do cristianismo tradicional está vinculada com o pecado, e Deus perdoando o homem através do sacrifício de Seu filho Jesus. Seria interessante examinarmos como o pecado se encaixa nesse debate. Diz Eddy que “O Primeiro Mandamento é o meu texto favorito” (CS340). Talvez a razão disso seja de que a missão do Cristo e da Ciência Cristã é destruir o pecado, e o Primeiro Mandamento quando obedecido faz exatamente isso, ao nos ajudar a encontrar satisfação e alegria no Deus único em vez da fantasia e ilusão de prazer na matéria. A citação B4 é de Provérbios (4:1,2): Ouvi, filhos, a instrução do Pai e estai atentos para conhecerdes o entendimento; porque vos dou boa doutrina; não deixeis o meu ensino.” As instruções que recebemos do Amor são as instruções de um pai e não de um estranho casual. O nosso Pai é alguém que nos ama e abençoa muito. A citação CS5 ilustra de maneira muito oportuna de como devemos viver ou demonstrar a nossa unidade com Deus; não se pode apenas exigir essa unidade. A CS6 complementa a anterior afirmando: “A reconciliação é a exemplificação da unidade do homem com Deus, pela qual o homem reflete a Verdade, a Vida e o Amor divinos. Jesus de Nazaré ensinou e demonstrou a união do homem com o Pai, e a vontade de Deus tem de ser universalmente feita”(p 18:1-5). Viver nossa unidade se consegue sentindo-se alegre, curar a nós mesmos e a outros, abençoando, expressando compaixão, generosidade e assim por diante. É assim que vivemos na prática a unidade com Deus.

Seção 2: Deus é Tudo (Nós somos parte integral desse TUDO)
    A seção 1 nos comunica o que o Primeiro Mandamento pode fazer por nós, e a seção 2 esclarece como a totalidade de Deus torna o Primeiro Mandamento inevitável. Essa seção dá ênfase à totalidade de Deus que não há nada fora de Deus. Até mesmo “os que perderam o juízo se tornarão sábios, e os que se revoltaram contra mim aceitarão os meus ensinamentos” (B7, NTLH) e entenderão a sua unidade com o TUDO. E sabem por quê? Pois Deus, pelo Cristo, se comunica com os homens. Desde sempre o Cristo tem sido a voz prática falando ao homem do amor de Deus por meio da redenção e da cura, transformando o pensamento e guiando a ação (CS11). Nenhum dogma está presente, nenhuma sensação de alguma instrução de crença religiosa que necessita ser seguida para alguém se tornar um cientista cristão. O Cristo eterno nos está revelado naturalmente que cada um é a expressão de Deus. Somos um com Deus e com o Cristo, e por isso cada um é muito amado.

Seção 3: Não resista à sua unidade com Deus; É muito mais recompensador e gratificante
    Aqui temos Jesus pregando e ensinando na sinagoga. Ele pregava de maneira diferente dos outros líderes religiosos – ele pregava “com autoridade”. O que isto significa para você? Será que alguém que prega não deveria pregar com algum nível de autoridade, embora não pessoal? Naquela época, aparentemente não. A autoridade do pregador surgia do fato de que seus ensinamentos resultavam em cura. Eram efetivas e podiam ser provadas. Onde conseguir mais autoridade do que ter suas ideias demonstradas por ações efetivas? Essa autoridade, nesse caso, era suficiente para expulsar o “demônio” de um membro da congregação. Talvez, essa pessoa estivesse sofrendo de algum tipo de desordem mental. Qualquer que fosse o caso, o paciente estava furioso e resistente ao pedido de Jesus de que a desordem “saísse” da consciência do homem. Por quê algumas vezes resistimos ao que sabemos é bom para nós? Eddy chamou a essa resistência de “magnetismo animal”. Em sua época esse era um termo contemporâneo, parecido com o hipnotismo. É a atração em nosso pensamento, para uma força não identificada, e que podemos chamar a força da satisfação na matéria. Não parece, às vezes, que somos impelidos a fazer algo que sabemos não é o melhor, talvez não tão ruim, mas simplesmente não o mais correto? Talvez seja apenas ficar acordado até bem mais tarde na noite, do que deveríamos, para poder fazer o melhor do dia seguinte; talvez saindo com amigos que não estão deixando aflorar o melhor de nós e realmente não há um esforço para elevar a situação. Talvez estejamos comendo doces em excesso quando, em verdade, não temos necessidade deles. Não precisa ser as coisas “muito maldosas”. Esses “pequenos” maus são muito mais sutis e tentadores porque eles caminham de mãos dadas com a sugestão da serpente: “Vocês não morrerão coisa nenhuma!” do capitulo 3 de Gênesis (NTLH). Quando ouço esta linha sempre preciso repeti-la com aquele tom “não é nada tão sério”. Você vê algo familiar nisso? As crianças fazem isso o tempo todo quando elas participam de alguma ação “errada”, fazendo as lições de escola correndo ou não parando de brincar quando lhes é dito para parar de brincar. Os adultos o fazem de outro modo. De alguma maneira, a resistência do homem ao Cristo que cura é enfrentada com a autoridade que Jesus manifestou quando pregava de maneira prática. Ele sabia que alguma outra “mente” separada de Deus, não tinha identidade ou poder, não era uma personalidade verdadeira em um universo onde há um Deus, que é Tudo. A praticalidade da lei de que há somente um Deus está definitivamente demonstrada através dessa cura. Na citação CS12 nos é entregue um padrão elevado de pensamento e ação do Cristo. Pense sobre agir e falar somente à medida que formos movidos pelo Espírito. E cada pensamento que temos, e nossas ações, seriam real e conscientemente resultantes de nossa compreensão de nossa unidade com Deus! Isso é difícil, com certeza. Mas os resultados são satisfação, alegria, sucesso.

Seção 4: Um senso mais verdadeiro do Amor nos ajuda a vencer o pecado e a encontrar nossa reconciliação (um-com-a-mente)
    Você sabia que a raiz da palavra inglesa “atonement”, na verdade vem da combinação de “um-com-a-mente”, relacionar-se com harmonia com outros? Não é apenas uma separação de  palavras. Essa seção realmente mergulha fundo no emaranhado teológico da doutrina da expiação. Até mesmo Eddy nos diz (CS19) que: “A doutrina da expiação é um problema difícil na teologia,” por quê Deus traria um filho ao mundo e o faria, em toda Sua bondade e amor pela humanidade, e depois esse filho ser crucificado com uma morte horrível? Teria Ele feito isso para que pudéssemos ser perdoados por nossas faltas, simplesmente por pedirmos perdão? Nós certamente não queremos passar pela crucificação em todo seu terror, mas a citação CS20 nos diz: “A eficácia da crucificação está na afeição prática e na bondade que ela demonstrou pela humanidade.” Jesus fez o sacrifício maior de seu corpo humano, para que pudéssemos entender o poder de nosso divino Pai-Mãe que nos dá vida-e-amor. Todos os dias podemos utilizar essa lição, com um propósito prático, ao sacrificar nosso amor pela matéria, passo-a-passo, qualquer que seja a forma que ele tenha para nós. A citação CS17 torna claro que nunca houve uma base Bíblica para uma regra na igreja, que não tivesse um propósito de cura e que não exigisse de nós que seguíssemos os passos de Jesus. Aqui ela nos diz que a “lei” (a lei da igreja de sacrifício, nesse caso) é somente uma “sombra” da coisa real. Se a lei de trazer um sacrifício para o templo para expiação pelos nossos pecados, por exemplo, se esse sacrifício fez isso, nos fez melhores – então isso resultaria, em última instância, em nossa perfeição e portanto não haveria mais a necessidade de renovar as ofertas a cada ano como sacrifício. “Pois o sangue de touros e de bodes não pode, de modo nenhum, tirar os pecados de ninguém.” (NTLH) O autor de Hebreus está confrontando a “dura questão” da reconciliação. O que significa isso para nós? O que isso exige de nós? Então, Jesus se apresentou e disse: “Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade”(Heb. 17:9).
Seção 5: Ressurreição: a totalidade da expiação.
    O significado completo da expiação vem com a ressurreição de Jesus da sepultura. Essa completa demonstração do amor de Deus pelo homem prova que o homem não pode nunca estar verdadeiramente separado de Deus, o Amor. Você poderia dizer que é o Cristo que nos une em uma unidade coerente. O Cristo é como sentimos nossa união com nosso Pai-Mãe. Não pensamos no Cristo como “intercedendo por nós” (B22). Isso poderia soar como um dogma religioso ultrapassado. Mas ajudaria se pensasse nisso como o Cristo, a verdade, defendendo nossa causa. A Verdade defende sua própria causa. Apresenta a evidência e prova a si mesma com suas obras. Embora a mentira possa parecer real, é inevitável que a Verdade a exponha pelo que ela é (como na LB da semana passada – São reais o pecado, a doença e a morte?). Nós nos mantemos fiéis ao Cristo, a verdade em nossa vida. A verdade está sempre ali por nós, nos ligando às expressões de Deus em um único ser. Na crucificação, temos um exemplo perfeito da mentira parecendo ser toda-poderosa. Mas o Cristo é a presença sanadora do Amor e sempre tem a “última palavra”. Se quisermos participar da expiação, da unificação com o Amor, reconheceremos o poder de Deus, “o braço do Senhor” (CS28), e estaremos constantemente renovados em nossa devoção e amor a Deus. Seremos elevados, com o Cristo, deixando da adoração da matéria e entrando na adoração do  Deus verdadeiro.

Este estudo metafísico foi preparado por Kerry Jenkins, CS, House Springs, MO, EUA.
Tele. 00 1 (314) 406-0041

[Comentários entre colchetes: Warren Huff, Diretor do Acampamento dos Cedros e Editor dos estudos metafísicos]

A equipe de tradução para o português é composta por Dulcinea Torres, Leila Kommers, e Ovídio Trentini, com a leitura final por Orlando Trentini, CSB.

Visite o saite www.trentinicsb.com. Ali encontrará esta tradução e as anteriores para seu estudo e enriquecimento espiritual, para baixar e partilhar com seus amigos.

Os estudos metafísicos dos Cedros sobre o estudo diário da Lição Bíblica da Ciência Cristã, contendo ideias de aplicação metafísica, são oferecidos, durante todo o ano, para que os amigos da Ciência Cristã vejam e demonstrem o grande valor do estudo diário da LB. Os Cedros são um complemento para a LB. O estudo em inglês será postado, no link abaixo, na 2a. feira. Sua tradução para o português será postada até a 3ªfeira.

http://www.cedarscamps.org/metaphysical Nesse linck você encontra mais informações importantes.

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