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CIÊNCIA CRISTÃ – LIÇÃO BÍBLICA

[Não estamos caídos]

“Adão e a queda do homem”
01 a 07 de maio de 2023

Estudo preparado por:

Christie C. Hanzlik, C.S., de Boulder, CO, EUA

+1 (720) 331-9356    christiecs.com

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Abreviações: Bíblia JFA Revista e Atualizada – B; Bíblia na Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH; Bíblia A Mensagem – MSG; Ciência e Saúde – CS ou C&S; Lição Bíblica – LB; Acampamento dos Cedros – CedarS

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Introdução – Texto Áureo e Leitura Alternada

No meu entender, a lição desta semana sobre o tema “Adão e a queda do homem” aborda o porquê de parecermos sucumbir a opiniões errôneas, como podemos nos prevenir de sucumbirmos repetidas vezes a essas opiniões errôneas e como podemos nos proteger dos danos que elas parecem causar. O Texto Áureo é do profeta Elias, que diz: “…Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; …” (TA, 1 Reis, 18:21).

Elias faz tudo parecer tão simples. Se sabemos o que é bom, verdadeiro e correto, por que parecemos estar sempre lutando contra opiniões errôneas?

Ao longo dos últimos dois anos, tenho me esforçado para abandonar todas as opiniões. Deixe-me explicar: nós tendemos a formar opiniões porque achamos que temos informações ou experiências que legitimam nosso ponto de vista. Porém, ao reconhecermos que a Mente divina é a fonte de todo verdadeiro conhecimento, a mera opinião – mesmo que pareça muito bem embasada – torna-se uma base frágil. Em outras palavras, quando partimos da premissa de que todas as ideias boas e verdadeiras se originam da Mente divina, então a opinião que se origina em outra fonte é mera opinião. Como afirma Mary Baker Eddy em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “Na Ciência Cristã, a mera opinião não tem valor” (CS, p. 341).

Ter opiniões muito fortes ou ter muitas opiniões é o oposto de ter humildade, porque humildade significa, em parte, aceitar a Mente divina como nossa fonte de todo conhecimento e força. A verdadeira humildade, por outro lado, significa aceitar a Mente divina, a Verdade divina, como a fonte de todo conhecimento, e abandonar a “mera opinião”. Quando temos opiniões muito fortes parecemos estar mais sujeitos a sermos enganados, como fez a serpente sorrateira no mito do Jardim do Éden.

Na minha experiência, a prática de abandonar opiniões necessita que se esteja alerta àquelas que tentam invadir sorrateiramente o pensamento, como sendo verdadeiras. Por exemplo, quando percebo pensamentos sorrateiros limitadores ou não tão amáveis em relação a um vizinho, um desconhecido, um amigo, um parente ou até em relação a mim mesma, eu marco esse pensamento como “mera opinião” e tento rejeitá-lo. O mais importante é detectar essas opiniões sorrateiras. “Meras opiniões” geralmente começam com declarações como “ela é o tipo de pessoa que” ou “ele é o tipo de pessoa que” ou “eu sou o tipo de pessoa que”. Essas frases tendem a ser limitadoras e restritivas, e não vêm da Verdade divina. É tão libertador abandoná-las! E, como aprendemos na Lição Bíblica desta semana, nunca é tarde demais para mudar uma opinião errônea, ou uma opinião sorrateira como uma serpente, mesmo quando parece que a aceitamos apenas temporariamente.

Além da opinião pessoal, estou tentando abandonar a opinião sobre a higiene, a opinião médica, a opinião biológica, a opinião política, e por aí vai. Cada vez que sou tentada a ter uma opinião política forte, por exemplo, lembro que a Verdade divina é o único e verdadeiro governo de todas as nações, e que a Lei de Ajustamento da Verdade está em ação, então posso deixar de lado a vontade de ter essa opinião forte e liberar o caminho para a Verdade. Abandonar opiniões pode parecer um projeto em eterno desenvolvimento, mas percebi um crescer no senso de amor pelas outras pessoas e uma maior liberdade em relação à agitação. Perceba que a prática de se abandonar opiniões pode significar fazer um jejum de notícias – o que quer dizer parar de acompanhar as notícias – já que a maior parte da mídia e das mídias sociais parecem tentar nos influenciar com uma porção nociva de opiniões. Essa é uma das muitas razões para apreciar a opção “News and Values” [Notícias e Valores] do The Christian Science Monitor, uma opção que permite ao leitor selecionar as notícias que vai ler com base em valores positivos como “cooperação” e “perseverança”.

A Leitura Alternada é um chamado à ação para examinarmos onde se originam nossos pensamentos. Eles têm origem na “Árvore do Conhecimento” (opiniões) ou na “Árvore da Vida”? (Gênesis 2:9) A “Árvore do Conhecimento”, é descrita em Gênesis 2 como sendo a fonte do conhecimento (ou das opiniões) do bem e do mal que parece querer nos separar da Mente divina. Mary Baker Eddy nos dá a definição desse tipo de conhecimento. Ela escreve: “Conhecimento. Evidência obtida dos cinco sentidos corpóreos; mortalidade; crenças e opiniões; teorias, doutrinas e hipóteses humanas; aquilo que não é divino e é a origem do pecado, da doença e da morte; o contrário da Verdade espiritual e da compreensão espiritual” (CS8, p. 590).

A “árvore da vida” por sua vez simboliza as raízes da eternidade, sem começo ou fim. Como escreve Mary Baker Eddy: “A ‘árvore da vida’ indica a realidade eterna, o existir eterno” (CS, p. 538).

A Leitura Alternada (LA) analisa o fruto metafórico que poderia crescer em cada árvore simbólica. Da metafórica árvore do conhecimento cresceria o fruto do pecado (crença de que estamos separados do Bem), da morte e da vergonha. Da árvore da Vida cresce o fruto da “obediência para a justiça”, da santidade, da vida eterna, de ser trazido à vida, da glória e da majestade, de domínio e poder, e da alegria extraordinária.

A alegoria de Adão e Eva comendo a maçã da árvore do conhecimento é, em essência, a origem mitológica do pecado, da morte e da vergonha. É a origem mitológica do suposto “decair da graça” que o homem sofreu, o suposto decair da presença de Deus.

Corrigimos esse assim chamado “decair da graça” ao percebermos que não existe nenhuma “árvore do conhecimento” e ao nos alegrarmos com o fato perene de que a “árvore da vida” está, para sempre e a todo momento, disponível a cada um de nós. Ao comermos da árvore da vida – a verdade do existir – descobrimos o fruto da cura, a frutificação da Vida. Conforme lemos em Romanos: “Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna;” (LA, Romanos 6:22).

 

Seção 1. Gênesis 1 versus Gênesis 2

A primeira seção abrange as duas histórias distintas da criação no início do livro de Gênesis. Gênesis 1, é claro, é sobre o homem sendo criado à imagem e semelhança de Deus, sem começo ou fim. Gênesis 2, ao contrário, é sobre Deus formar o homem do pó da terra, com um ponto de partida no pó (B3, Gênesis 1: 1:1,26,27,31; B5, Gênesis 2:6-7). Como explica Mary Baker Eddy, “No Gênesis, primeiro é apresentado o verdadeiro método da criação e depois o falso” (CS3, p. 568).

Gênesis 1 é como a arvore da vida, cheio de justiça, glória e alegria extraordinária. Gênesis 2, ao contrário, é como a árvore do conhecimento: cheio de pecado, doença e da suposta maldição sobre o homem de que ele está numa luta permanente.

A visão mortal e limitada apresentada em Gênesis 2 é derrubada pela Ciência Cristã – a verdade do existir, a compreensão de que a vida não tem começo. Como afirma Mary Baker Eddy: “A Ciência Cristã faz a separação entre o erro e a verdade e impregna as páginas sagradas com o senso espiritual da vida, da substância e da inteligência. Nessa Ciência, descobrimos o homem à imagem e semelhança de Deus. Vemos que o homem nunca perdeu sua posição espiritual e sua harmonia eterna” (CS5, p. 548).

 

Seção 2. Nada de dualidade de pensamento!

A segunda seção da Lição Bíblica é um aviso para não “[coxearmos] entre dois pensamentos” (TA, 1 Reis 18:21). Parece haver muitas coisas para tentar nos enganar ou ludibriar. Como aprendemos em Eclesiastes “Eis o que tão-somente achei: que Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias” (B7, Eclesiastes 7:29).

A segunda seção conta a história metafórica em que Deus diz a Adão e Eva para que não comam da “árvore do conhecimento do bem e do mal” (B8, Gênesis 2:8,16,17). Comer da “árvore do conhecimento do bem e do mal” leva à dualidade de pensamento e, como lemos no livro de Tiago, o “homem de ânimo dobre, [é] inconstante em todos os seus caminhos”. O livro de Tiago nos dá esperança quando nos lembra do fruto verdadeiro, do verdadeiro dom, da árvore da Verdade. Ele diz, “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança” (Tiago 1:8,17).

Mary Baker Eddy deixa claro que “A ‘árvore do conhecimento’ representa a doutrina errônea de que o conhecimento do mal é real, portanto, outorgado por Deus, tanto quanto o conhecimento do bem” (CS7, p. 526). A árvore do conhecimento, porém, oferece apenas a opinião, que não tem sustentação. Como escreve Mary Baker Eddy: “O conhecimento do mal nunca foi a essência da natureza divina nem da identidade do homem…” (CS9, p. 537).

Ela escreve ainda, “O fruto proibido do conhecimento, contra o qual a sabedoria previne o homem, é o testemunho do erro, que declara que a existência está à mercê da morte, e que o bem e o mal podem se misturar…” (CS10, p. 481).

A Verdade é verdadeira. Não existe nada além dela e nela não há duplicidade. Na Verdade “Deus não é o autor de desarmonias…” (CS12, p. 231). Nela existe apenas uma base para o existir e essa base é o bem, e somente o bem. A única origem e a única base da existência é a Mente divina (CS11, p. 279).

 

Seção 3. O que é que tenta nos enganar?

Não faz sentido que sequer desejemos comer da metafórica “árvore do Conhecimento” quando sabemos que isso resulta em pecado – na crença de que estamos separados do Bem, e resulta na morte. A terceira seção analisa aquilo que tenta nos enganar no sentido de comer da “árvore do conhecimento”.

A seção inclui a história da serpente sorrateira levando Adão e Eva a comerem a maçã da assim chamada “árvore do conhecimento” (B10, Gênesis 2:18,21,22; B11, Gênesis 3:1-6).

A serpente mentiu. Mas ela não poderia fazer a Verdade deixar de ser verdadeira.

Da mesma forma, ao observarmos a existência a partir de uma perspectiva limitada, estreita, distorcida e material, vemos o pecado, a doença e a morte. Mas essa falsa visão não pode impedir que a verdade do existir – nossa natureza eterna – seja verdadeira.

Opiniões sobre o corpo são uma das formas da serpente sorrateira tentar nos iludir a ponto de nos sentirmos separados do bem. Como explica Mary Baker Eddy “A fisiologia é uma das maçãs da ‘árvore do conhecimento’. [A serpente] declarou que comer essa fruta abriria os olhos do homem e este se tornaria como um deus. Em vez disso, fechou os olhos dos mortais ao fato de que Deus dera ao homem domínio sobre a terra” (CS14, p. 165).

Novamente, a serpente mentiu. Mas ela não pôde impedir a Verdade de ser verdadeira.

As mídias de notícias e a imprensa encorajam inadvertidamente a doença ao dar longas descrições e fazer com que os leitores aceitem essas imagens no pensamento. Mary Baker Eddy escreve: “Uma doença descrita minuciosamente custa a muita gente o bem-estar de seus dias terrenos. Que preço pelo conhecimento humano!” (CS16, p. 196).

Hoje em dia existe um termo que se usa para a venda de doenças pela mídia, é “mercantilização da doença” (disease mongering, em inglês). Ele se tornou popular com Lynn Payer, em seu livro Disease-Mongers: How Doctors, Drug Companies, and Insurers are Making You Feel Sick (1992), ou “Mercadores de doenças: como médicos, empresas farmacêuticas e seguradoras estão fazendo você se sentir doente” (1992), numa tradução livre. Se você pesquisar pelo termo, encontrará diversos artigos e livros sobre o assunto, como este da Forbes, em inglês: There Go Those Drug Companies Inventing New Diseases Again, ou “Lá vão essas companhias farmacêuticas inventar novas doenças outra vez”.

A serpente sorrateira no mitológico Jardim do Éden foi o mercador de doenças original.

Mary Baker Eddy explica que devemos nos defender desse comércio de doenças. Ela escreve: “Deveríamos impedir que as imagens da doença tomassem forma no pensamento, e deveríamos apagar os contornos da enfermidade já delineados na mente dos mortais” (CS17, p. 174). Sim, podemos estar alertas para não recebermos as mentiras, para início de conversa, mas também não estamos “amaldiçoados” se inadvertidamente comermos a maçã metafórica. Não existe tal coisa como “comer a maçã”, como fez Eva, e depois perdermos nossa segurança e inocência. Não! Estamos sempre em segurança e podemos rejeitar o comércio de doenças e defender-nos dele, mesmo quando parece, ainda que temporariamente, que nos deixamos enganar (ou que aceitamos um pedacinho dele).

A Ciência, ou conhecimento, do Cristo derrota, todas as vezes, as mentiras da serpente sorrateira. A verdade sempre vence a falsidade porque a verdade é verdadeira. Como explica Mary Baker Eddy, “Quando o mecanismo da mente humana cede lugar à Mente divina, então o amor ao ego e o pecado, assim como a doença e a morte, perdem seu ponto de apoio” (CS18, p. 176).

 

Seção 4. Abandonar as visões míticas e distorcidas

A quarta seção inclui a parte do mito de Adão e Eva em que Deus os pune depois que eles comem a maçã. A história toda começa em pé de igualdade, entretanto, porque o Senhor Deus tem que chamar Adão para saber onde ele está. A citação B14 começa com “… E chamou o Senhor Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás?” (B14, Gênesis 3:9) Em outras palavras, nesta história, Deus é um ser humano que não é onisciente. Nesse mito, o Senhor Deus nem mesmo sabe onde está Adão, embora existam literalmente apenas duas pessoas – Adão e Eva – no mundo que Deus precisaria acompanhar. É realmente estranho que Deus não seja capaz de rastrear uma das duas únicas pessoas no planeta. Esta é uma das muitas indicações de que esta história é um mito. Ter uma serpente falante na história é outra indicação.

Neste mito, o Senhor Deus é um Deus punitivo e implacável que amaldiçoa Adão e Eva. Mas, novamente, isso é apenas um mito.

Na verdade, Deus é bom e somente bom. Como lemos em Provérbios: “A bênção do Senhor enriquece, e, com ela, ele não traz desgosto” (B15, Provérbios 10:22).

Enquanto grande parte do mundo parece achar que a humanidade é amaldiçoada, a Ciência de Cristo, a verdade do ser, corrige essa mentira. Não somos amaldiçoados. Podemos deixar que a verdade revele o erro sugerido pela serpente sorrateira mitológica.

Embora às vezes pareça que aceitamos uma visão limitada e distorcida de nós mesmos, essa visão é mera opinião. Está errada. E podemos abandoná-la. Mary Baker Eddy descreve a serpente sorrateira como “senso corpóreo”, ou sentido limitado e corporal (CS19, p. 533). Quando ficamos alertas para a mentira da serpente mitológica, a mentira não tem mais poder sobre nós.

Não somos amaldiçoados. Temos as ferramentas para derrubar a grande mentira de todos os tempos, a de que fomos feitos para sofrer. Como afirma Mary Baker Eddy: “A Ciência divina dispersa as nuvens do erro com a luz da Verdade, levanta o véu e mostra que o homem nunca nasce e nunca morre, mas coexiste com seu Criador” (CS21, p. 557).

Alguns anos atrás, fiz um vídeo de três minutos sobre abandonar uma visão estreita e distorcida de nós mesmos no que se refere a abandonar a mentira da serpente sorrateira. O vídeo é útil para a Lição Bíblica desta semana e pode ser útil na Escola Dominical. Aqui está um link para o vídeo (em inglês).

 

Seção 5. A verdade do Cristo substitui as mentiras da serpente

A quinta seção explica que Cristo Jesus nos mostrou o caminho para derrubar o mito da maldição de Adão e Eva. Nunca é tarde para ver além da mentira da serpente sorrateira. Nunca é tarde demais para ver além de uma visão limitada, distorcida e material da existência. Cristo Jesus ensinou o caminho para se livrar das mentiras da serpente sorrateira. Como lemos em Romanos: “…a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte” (B16, Romanos 8:1,2).

A quinta seção inclui a história da mulher que ficou curvada, incapaz de manter-se ereta, por dezoito anos. Quando Jesus a viu, chamou-a e libertou-a de sua “enfermidade”. Quando ele a tocou, ela imediatamente se endireitou e glorificou a Deus (B17, Lucas 13:11-13).

Cristo Jesus chamou a mulher, embora a maioria das pessoas tenha visto que ela não conseguia se movimentar com facilidade e que precisariam ir até ela se quisessem falar com ela. Ele não estava sendo cruel. Ele a amava tão puramente que não a via curvada, caída.

É interessante que o relato em Lucas diz que Cristo Jesus libertou a mulher de sua enfermidade, e então a próxima frase diz que ela foi “endireitada”. A ordem dessas declarações sugere que a chamada “enfermidade” da mulher não era sobre estar curvada, mas talvez fosse sobre a crença de ser amaldiçoada e de estar separada de Deus, “caída da graça”. Cristo Jesus primeiro corrigiu a enfermidade – a crença de estará separada do Amor divino – e a cura física se seguiu. Ele “a elevou … a um nível mais alto do que … o pobre modelo de pensamento” de si mesma.

Como explica Mary Baker Eddy: “A natureza divina teve sua melhor expressão em Cristo Jesus, o qual lançou sobre os mortais um reflexo mais nítido de Deus e elevou a vida deles a um nível mais alto do que lhes permitiam seus pobres modelos de pensamentos — pensamentos que apresentavam um homem expulso da graça divina, doente, pecador e moribundo. A compreensão como a de Cristo a respeito do existir científico e da cura divina inclui o Princípio perfeito e a ideia perfeita — Deus perfeito e homem perfeito — como base do pensamento e da demonstração” (CS23, p. 259).

Cristo Jesus amou a mulher mais puramente ao vê-la como íntegra, completa e livre – não como desgraçada e separada do Bem.

Cristo Jesus nos mostrou o caminho para curar, para remover a enfermidade chamada maldição. E ao segui-lo no caminho, podemos fazê-lo também. Como Mary Baker Eddy descreveu sua própria prática de cura: “Ao aplicar as regras da Ciência, na prática, a autora restabeleceu a saúde nos casos mais graves de doenças, tanto agudas como crônicas. Secreções foram mudadas, a estrutura foi renovada, membros curtos foram alongados, juntas ancilosadas se tornaram flexíveis, e ossos doentes foram restaurados ao estado sadio” (CS24, p. 162).

A Ciência do Cristo, o Conhecimento da Verdade, corrige e derruba a mentira da mitológica Árvore do Conhecimento. Podemos rejeitar o chamado conhecimento corpóreo introduzido pela serpente sorrateira mitológica e aceitar a verdade do existir ensinada e demonstrada por Cristo Jesus. Essa verdade é suficiente para alterar todo o sistema. Como afirma Mary Baker Eddy: “O Cientista Cristão, compreendendo de modo científico que tudo é a Mente, começa a destruir o erro, tendo como ponto de partida a causalidade mental, a verdade a respeito do existir. Esse corretivo é um alterante, que alcança todas as partes do organismo humano. De acordo com as Escrituras, ele penetra “juntas e medulas” e restaura a harmonia do homem” (CS25, p. 423).

A verdade sempre supera o erro. A luz sempre dissipa as trevas. Cristo sempre derruba a crença da separação do Bem. A Verdade é verdadeira. A luz ilumina. O Cristo consola. Em última análise, a mentira da serpente sorrateira deve ser derrubada porque não tem fundamento. A serpente sorrateira não existe realmente. As serpentes não podem falar. Não existe árvore do conhecimento nem maçã podre para morder que possa ter lançado uma maldição sobre nós.

A Verdade do Cristo é a consciência reconfortante de que todo o mito de Adão e do homem caído é falso. Cristo Jesus ensinou e demonstrou a Verdade do Cristo de que não caímos ou nos dobramos e que não podemos nos separar do Amor sempre presente nem por um momento minúsculo. À medida que compreendemos esse fato divino, podemos mais facilmente abandonar as opiniões errôneas e aceitar a verdade do existir. Podemos renunciar a modelos defeituosos e aceitar o modelo perfeito — verdadeiro e completo — do existir. Como explica Mary Baker Eddy, “Na Ciência, todo o existir é eterno, espiritual, perfeito, harmonioso em toda ação. Mantém o modelo perfeito em teus pensamentos, em vez de seu oposto desvirtuado. Essa espiritualização do pensamento deixa entrar a luz e traz à tua consciência a Mente divina, a Vida, não a morte” (CS27, p. 407).

 

Seção 6. Deixar opiniões errôneas encontrarem a vida

A sexta seção enfatiza o fato de que todos nós podemos abandonar as opiniões e os conhecimentos errôneos derivados do mito de Adão e Eva. Como lemos em 1 Coríntios, “assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo” (B19, 1 Coríntios 15:22).

Assim como a mulher que esteve encurvada por 18 anos encontrou a liberdade da enfermidade de se sentir amaldiçoada e separada do Bem, cada um de nós também pode descobrir nossa natureza correta. Não estamos caídos ou dobrados. Como o salmista proclamou: “Observa o homem íntegro e atenta no que é reto; porquanto o homem de paz terá posteridade” (B20, Salmo 37:37).

Às vezes, podemos sentir que estamos presos a opiniões errôneas e inundados com o conhecimento que propaga doenças, mas com o Cristo – a consciência de nossa unidade com a Verdade – podemos encontrar liberdade e paz e nos desvencilhar de mentiras limitantes e restritivas. Como lemos em Gálatas: “Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (B21, Gálatas 5:1,25).

Não estamos e nunca estivemos “caídos”. Estamos perfeitamente em harmonia com o Bem, em harmonia com a Verdade, que está sempre presente. Somos retos, completos e livres e não podemos ser virados de cabeça para baixo. Como Mary Baker Eddy declara: “A grandiosa verdade na Ciência do existir, de que o homem real era, é, e sempre será perfeito, é incontrovertível; pois se o homem é a imagem, o reflexo, de Deus, não é nem invertido nem subvertido, mas é reto e semelhante a Deus” (CS28, p. 200).

Como o Texto Áureo pergunta: “… Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; …” (TA, 1 Reis 18:21). Mary Baker Eddy compreendeu isso e sabia que o caminho da “árvore do conhecimento” leva à destruição. Ela compreendeu o valor redentor da “árvore da vida” e sabia que o fruto da “árvore da vida” está constantemente disponível para todos nós. Como o questionador no Texto Áureo, Mary Baker Eddy pergunta: “Qual destas duas teorias concernentes ao homem estás disposto a aceitar? Uma delas é o testemunho mortal, mutável, perecível, irreal. A outra é a evidência eterna, real, que tem o sinete da Verdade, e cujo regaço está repleto de frutos imortais” (CS29, p. 494).

E devemos nos lembrar de que, mesmo que compremos (ou mordamos) as mentiras da chamada árvore do conhecimento, nunca é tarde demais. Tão logo enxergarmos as mentiras limitantes e distorcidas pelo que são, podemos acordar, nos erguer e vivenciar a liberdade. Não estamos presos a uma mentira. Nós não somos amaldiçoados. Mesmo que pareçamos cair temporariamente nas mentiras, o Cristo-Verdade “…reabrirá, com a chave da Ciência divina, as portas do Paraíso, que as crenças humanas fecharam, e constatará que não caiu em pecado, mas é reto, puro e livre…” (CS30, p. 171).

Todos nós podemos nos afastar das mentiras da serpente sorrateira, rejeitar meras opiniões e aceitar a verdade do ser. Como afirma Mary Baker Eddy: “Aceitemos a Ciência, renunciemos a todas as teorias baseadas no testemunho dos sentidos, abandonemos os modelos imperfeitos e os ideais ilusórios; e tenhamos assim um Deus único — uma Mente única — e esse Deus único, perfeito — produzindo Seus próprios modelos de excelência.

“Que apareçam o ‘homem e mulher’ da criação de Deus. … Qualquer outra teoria sobre a Vida, Deus, é delusória e mitológica” (CS31, p. 249).

Não somos mortais pecadores destinados a sofrer. Somos sem pecado, o que significa perfeitamente em harmonia com o Bem, e eternos, o que significa que não temos começo nem fim. Como Mary Baker Eddy afirma sucintamente: “O homem perfeito — governado por Deus, seu Princípio perfeito — é isento de pecado e é eterno” (CS32, p. 304).

À medida que vemos claramente a verdade, torna-se cada vez mais fácil afastar-se das mentiras da mera opinião e do conhecimento errôneo. Não precisamos mais lutar entre opiniões divergentes e sofrer com mentiras limitadoras. Podemos seguir a Cristo no caminho da liberdade e da Verdade. “… Se o Senhor é Deus, segui-o; …” (TA, 1 Reis 18:21). Se a Verdade é verdadeira, siga a Verdade.

 

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A equipe de tradução para o português é composta por Ana Paula Steffler, Elisabeth Zir Friedrichs, Laura Soriano Yawanawa, Leila Kommers, Martha Henriques, Miguel De Castro e Ovídio Trentini.

Os estudos metafísicos dos Cedros sobre o estudo diário da Lição Bíblica da Ciência Cristã, contendo ideias de aplicação metafísica, são oferecidos, durante todo o ano, para que os amigos da Ciência Cristã vejam e demonstrem o grande valor do estudo diário da LB.

Os Cedros são um suplemento para a LB. O estudo em inglês será publicado na 2a. feira no link https://cedarscamps.org/inspiration/

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