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CIÊNCIA CRISTÃ – LIÇÃO BÍBLICA
[Busque a mão divina]

“O castigo [que não é] eterno”
24 a 30 de outubro de 2022

Estudo preparado por:
Craig L. Ghislin, C.S.   Godfrey, Illinois, EUA
Craig.ghislincs@icloud.com +1(630) 830-8683, +1(630) 234-3987

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Abreviações: Bíblia JFA Revista e Atualizada – B; Bíblia na Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH; Bíblia A Mensagem – MSG; Ciência e Saúde – CS ou C&S; Lição Bíblica – LB; Acampamento dos Cedros – CedarS

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Nosso Texto Áureo esta semana diz: “O Senhor firma os passos do homem bom… se cair, não ficará prostrado, porque o Senhor o segura pela mão” (Salmos 37:23, 24). 

Tenho de confessar que, recentemente, a primeira parte dessa citação me incomodou. Apesar do Salmo, como um todo, ter o objetivo de dizer às pessoas boas que o perverso, porém aparentemente próspero, acabará por pagar pelos seus erros, pareceu-me que essa era uma visão antiga e ultrapassada de Deus. Afinal de contas, não somos todos feitos à imagem e semelhança de Deus? Jesus não veio para salvar a todos, bons e maus, indistintamente? Quem nunca cometeu erros? 

Aprofundando-me mais um pouco, vejo que muitos comentários nos dizem que a palavra “bom” não aparece no original em hebraico do Salmo 37. De acordo com Adam Clarke (1760-1832) a palavra originalmente traduzida pela vversao da bíblia King James como bom: “significa um homem forte, um conquistador ou herói, e parece ser usada para mostrar que até o mais poderoso tem de ser sustentado pelo Senhor, ou então sua força será de pouca valia” (tradução livre). Então, para termos uma compreensão mais clara sobre essa frase, poderíamos dizer: “Os passos de todos aqueles que percebem que tem de ser apoiados por Deus são ordenados pelo Senhor. Mesmo que caiam, ou falhem, Deus os sustentará com sua mão poderosa”. 

Você se considera um “vencedor, ou herói”? Esta Lição revela que os verdadeiros heróis não se designam como tal pela virtude de seu poder próprio, mas pela medida de sua confiança em Deus.  Além disso, esse “ser bom” não significa viver uma vida encantada, livre de desafios. Todos nós enfrentamos desafios, e a habilidade de superá-los é proporcional à nossa confiança na mão salvadora de Deus.

A Leitura Alternada dá um panorama do que é necessário para confiar heroicamente na mão de Deus. O Salmo 117 se inicia reconhecendo o poder e a misericórdia de Deus (Salmo 117:1,2). Muitos versículos do Salmo 118 continuam a ilustrar o processo do salmista de orientar seus pensamentos e ações a Deus. Ele…

  • Rende graças a Deus pela Sua misericórdia (versículo 1);
  • É humilde o suficiente para buscar a Deus em meio à tribulação (versículo 5);
  • Não teme o que os homens podem fazer (versículo 6);
  • Põe sua confiança em Deus, não nos homens (versículo 8);
  • Rejubila-se no Senhor (versículo 15);
  • Confia no poder da mão de Deus para salvar (Versículos 15 e 16);
  • Decide viver (versículo 17);
  • Rende graças e agradece a Deus novamente (versículos 21, 24, 29).

 Seção 1.  Partir de uma premissa melhor

Apesar de os Salmos geralmente se iniciarem com uma lamentação, o salmista estabelece o padrão de concentrar-se no poder salvador de Deus.  Enfraquecer-se com lamentações é como viver num porão escuro e úmido. Por que nos sentimos deprimidos e angustiados? Esses sentimentos geralmente vêm de impressões negativas e falsas de falta de valor, de que não merecemos nada de bom, de que nossos problemas são inatos e de que não há como sair deles ou como contorná-los porque “é assim que nós somos”. Talvez nos atolemos nesses pensamentos por causa de características que herdamos, ou por uma química fora de equilíbrio, mas pensar sobre nós mesmos de tal maneira negativa é um resquício da velha crença teológica de que o homem é inerentemente um pecador. 

No Salmo 18, o salmista fala sobre sua profunda angústia pelo fato de cadeias infernais estarem ao seu redor (B1, Salmos 18:1,5,6,16,25,35). Há muitos tipos de angústia: dor, medo, enfermidade, perigo. Mas no contexto desta Lição, também temos a angústia da vergonha, da culpa, da falta de valor, e por aí vai. Você já se sentiu consumido pela escuridão da culpa? É possível que o salmista seja, aqui, consumido por um grande remorso por ter raptado Batseba e mandado assassinar seu marido na batalha. 

Ele está bem familiarizado com o medo e o remorso ante o pecado. Mas também conhece as misericórdias e a bondade de Deus. Está aberto a uma premissa melhor. Ele enxerga um lampejo de sol – através da janela suja, das cortinas fechadas e das pilhas de lixo ao seu redor no porão. Ele se lembra de que existe um lugar de luz e liberdade. Mary Baker Eddy faz uma pergunta que tira o homem mortal do porão: “Será que o Amor divino comete uma fraude contra a humanidade, criando o homem com propensão ao pecado e castigando-o depois por isso?” (CS1, p. 356). 

Se pensamos que a resposta é “sim”, estamos vivendo no porão! – Acreditamos que o homem foi criado para ser um pecador, e é punido por isso. Será que isso faz sentido, realmente? E se Deus não for assim? Se Deus é bom e nos fez bons, então não somos pecadores de maneira alguma. E Deus não nos castiga pelos nossos erros, mas nos salva deles. Conforme Ciência e Saúde declara: “O bem não é, nem pode ser, o autor de pecados experimentais” (CS2, p. 230). 

Partindo da premissa de que Deus é totalmente bom, e que por isso nós, como Sua criação, também somos inerentemente bons – e não nascidos pré-determinados a sermos pecadores – não precisamos mais temer o pecado (CS3, p. 405). Podemos nos elevar acima do pensamento de porão por meio do poder da mão de Deus, e sair para a luz.

 Seção 2.  Iniquidade destruída

Se partimos da premissa de que Deus é totalmente bom, e que por isso Sua criação também é boa, o que consideramos a respeito do mal? Logicamente, se Deus é bom e cria apenas o bem, então não há lugar para o mal. E o que aconteceria ao mal se ele de fato tentasse existir? Deus não permitiria! O mal seria destruído. Será que isso significa que Deus é vingativo ou pode se voltar à criação com raiva? Não mesmo. O mal é destruído porque, se Deus é totalmente bom, o mal não tem chance de existir. Apesar de o mal clamar por existência, a retidão prevalece (B2, Provérbios 13:6). Noé e a arca são uma representação do bem destruindo a iniquidade. Vejamos algumas das referências simbólicas nessa história. Apesar de ainda ser debatido pelos estudiosos, o número quarenta aparece nos relatos bíblicos sobre provas ou julgamento. Perceba que choveu por quarenta dias e quarenta noites. Quarenta anos também são considerados como uma geração. Vemos também o número sete. Noé recebeu um aviso sete dias antes de começar a chover. Havia sete pares de animais limpos na arca (Gênesis 7:2). E depois que a pomba voltou, Noé esperou por mais sete dias antes de enviá-la novamente.

Além disso, Mary Baker Eddy discute o significado do número sete. Ao explicar a necessidade de marchar sete vezes ao redor das muralhas de Jericó, ela escreve: “Sete vezes eles contornaram as muralhas, essas sete vezes representando os sete dias da criação: seis dias são para descobrir a nulidade da matéria; o sétimo é o dia de descanso, quando se constata que o mal nada é, e que o bem é tudo” (Escritos Diversos, p. 279:17). Os estudiosos concordam que, nas Escrituras, o número sete geralmente significa realização, perfeição e completude divinas. 

Quando as águas recuaram, Deus acordou com Noé que não enviaria mais enchentes. Tudo isso representa uma limpeza do mal. E isso é algo ruim? Nosso livro texto explica assim esses aparentes duros julgamentos, a que se referem as Escrituras como “a ira do Senhor”: “Na realidade, demonstram a autodestruição do erro, ou seja, da matéria, e apontam para o oposto da matéria, a força e a permanência do Espírito” (CS4, p. 293). Ela também define Arca como: “Abrigo seguro; …a compreensão a respeito do Espírito, a qual destrói a crença na matéria” (CS5, p. 581). Noé “achou graça diante do Senhor”. Ele foi obediente a Deus, e escolhido para desempenhar um papel na preservação do que era bom aos olhos do Senhor. Podemos dizer que estava “com o Senhor” – ou seja, que ele vivia em obediência “à lei de Deus, [era] inteiramente governado pelo Amor divino…” (CS7, p. 14). Ciência e Saúde diz que “as correntezas calmas e fortes da verdadeira espiritualidade” aprofundam nossa experiência até que vejamos as crenças da existência material como “insolente imposição”, e elas sejam eliminadas (CS8, p. 99). Pode parecer um processo destrutivo ao senso humano, mas só o bem é real e só o bem permanece.

Seção 3. Mas e se eu estiver sendo bom?

Talvez você já tenha ouvido o comentário cínico: “Nenhuma boa ação fica impune”. Essa atitude parece ser sustentada por todas as histórias bíblicas sobre a perseguição dos profetas. Nesta Lição, porém, temos um profeta perseguido que foi salvo.

Mais que perseguido, Jeremias havia sido preso mais de uma vez, e agora estava num cárcere em forma de cisterna sem água e com um chão lamacento. Por que isso aconteceu? Porque ele avisou que qualquer um que permanecesse na cidade durante a invasão não sobreviveria. Os príncipes viram isso como uma traição e exigiram que Jeremias fosse executado. O rei Zedequias, que havia secretamente consultado o profeta, permitiu que ele fosse preso. Ao seguirmos na história, alguém defende Jeremias e suplica ao rei que o tire da cisterna (B12, Jeremias 38:7-10,13). Eles são bem-sucedidos, mas Jeremias ainda fica confinado à prisão até a queda de Jerusalém.  

O que não lemos na Lição é que o rei, na expectativa de bons resultados, pede a Jeremias, por diversas vezes, previsões sobre um iminente conflito com os Caldeus. E em todas elas a mensagem de Jeremias é que o rei se renda ou enfrente a destruição. Pense por um momento na coragem moral de Jeremias ao mandar uma mensagem a qual ele sabe que rei não deseja escutar. Quando era jovem, Deus ordenou a Jeremias que falasse Sua palavra. Ele não achou que seria ouvido. Muitos não o ouviram, e suas profecias eram geralmente carregadas de destruição mesmo quando as coisas aparentemente estavam bem.  O profeta poderia ter cedido às solicitações impositivas do rei. Naqueles dias não se ousava dizer coisas de que o rei não gostasse, porque tais pronunciamentos fariam com que a pessoa fosse mal vista. Mas Jeremias ficou firme na sua coragem moral contra o rei. 

Um efeito colateral interessante da coragem moral é que, uma vez que a pessoa toma um posicionamento moral, os outros são inspirados a fazer o mesmo. Jeremias tomou sua posição, e Ebede-Meleque foi direto ao rei falar contra a injustiça que havia sido feita a Jeremias. Além disso, Zedequias se recusa a partir e por fim os babilônios sitiaram e tomaram a cidade. Zedequias escapou, mas foi capturado, conforme Jeremias previu. 

Estou compartilhando esses detalhes de contexto porque as citações de Ciência e Saúde destacam diversas lições dentro da história completa. Em CS9, Mary Baker Eddy desafia aqueles comentários cínicos que eu mencionei anteriormente, com força total: “Aquele que faz o maior bem, não recebe por isso a penalidade mais severa…não podemos sofrer em consequência de alguma obra feita com amor, mas sim ficamos mais fortes graças a essa obra” (CS9, p. 387). 

Ela também combate as alegações de que o homem pode ser acorrentado por qualquer coisa: “A escravização do homem não é legítima” (CS10, p. 228). É mais que provável que todos sejamos desafiados por alguma forma de restrição ou limitação, de um tipo ou de outro. Tire um tempo para refletir sobre a sua experiência e perguntar a si mesmo: de que formas você parece estar impedido ou restringido no seu progresso ou nos seus movimentos? De que forma você poderia fazer melhor “…valer sua liberdade em nome de Deus Todo-Poderoso”? (CS10). 

Nosso livro texto também mira a injustiça. Às vezes vemos acontecer conosco, ou com outra pessoa, algo que não está correto. Podemos achar que temos a solução perfeita, ou que devemos fazer alguma coisa para corrigir a situação. Talvez seja nossa tarefa fazer, ou talvez não. Em qualquer um dos casos, nosso melhor curso é seguir a seguinte direção: “Deixemos que a Verdade ponha a descoberto o erro e o destrua do modo como Deus o destrói, e que a justiça humana se amolde à divina” (CS11, p. 542). Ao testemunharmos uma injustiça, temos a tendência de nos agitarmos nas evidências para provarmos uma coisa ou outra. Mas novamente somos lembrados de que as evidências materiais não são totalmente confiáveis: “O senso material não revela os fatos da existência; mas o senso espiritual eleva a consciência humana à Verdade eterna” (CS12, p. 95).  

Também temos de reconhecer que nossa percepção às vezes não é acurada ou completa. Aqui, Mary Baker Eddy nos lembra que podemos confiar na “Mente ilimitada e divina [que] é a lei imortal da justiça bem como da misericórdia” (CS13, p. 36). Mais adiante ela nos diz que é seguro deixarmos as coisas nas mãos de Deus. Deus é o Único no controle, e na Ciência (ou seja, na realidade) “… o homem reflete o governo de Deus” (CS14, p. 393). Isso se aplica a cada aparente injustiça, em todos os cenários: nas famílias, nas cortes, nos campos de batalha, nas mentes e nos corpos.

Seção 4. A mão divina

Recebendo sua missão e autorização para curar diretamente de Deus, Jesus exerceu o controle [a mão] do poder de Deus mais do que qualquer um antes ou depois. Não importava se ele estava curando os doentes ou acalmando uma tempestade, ele exercia esse poder para anular todas as leis materiais que encontrava. Cada uma das citações bíblicas nesta seção inclui uma referência ao uso da mão. Na citação B14—João 3:34,35, João menciona que Deus “deu todas as coisas em sua mão (de Jesus)”. Na citação B15, Mateus 8:14,15. Jesus cura a sogra de Pedro com o toque de sua mão; e na citação B16, Mateus 14:14,22,25–31. Jesus estende a mão para salvar Pedro de afundar no mar.

Cada um desses casos demonstrou a autoridade de Jesus sobre as condições materiais. Mary Baker Eddy aponta que, “Cristo Jesus invalidou o erro que imporia penalidades devido à transgressão das leis físicas de saúde; ele anulou as supostas leis da matéria, contrárias às harmonias do Espírito, leis essas que não têm autoridade divina e que são sancionadas apenas pela aprovação humana” (CS16, p. 381).

Ela também explica que nas Escrituras, a palavra “mãos” é uma metáfora para o exercício do poder espiritual (CS17, p. 38). Para aqueles que acreditam que a matéria faz suas próprias leis, curar os enfermos por meio da oração está tão fora do reino das possibilidades quanto andar sobre as águas. Parece que não há nada que possamos fazer a não ser ceder a essas leis. Esta é, de fato, uma perspectiva desanimadora, de “porão” (CS18, p. 394). No entanto, na Ciência Cristã nós não apenas desafiamos, mas quebramos essas chamadas leis através do exercício do poder e da compreensão espiritual.

A autora de Ciência e Saúde nos incentiva a desafiar essas chamadas leis, sem medo de punição. Seguindo o exemplo de Jesus, vencemos esses erros através da Mente divina, Deus. Ela nos diz para “exercer” essa autoridade; “tomar posse” do nosso corpo e governá-lo; e “ressuscitar-se na força do Espírito” (CS19, p. 393). Ela não apenas diz que temos esse poder, mas que nada pode tirá-lo de nós!

A citação final da Seção 4 em Ciência e Saúde (CS20, p. 22) evoca a imagem de Jesus estendendo a mão para salvar Pedro de afundar no mar. Às vezes, parecemos sobrecarregados pelos desafios que enfrentamos. Geralmente isso é porque sentimos que estamos muito acima de nossas cabeças e não temos o que é preciso para sobreviver. Mas não é realmente sobre o que sabemos, é sobre o que Deus sabe. Jesus realizou “milagres” porque Deus era a fonte de seu poder de cura. Pedro teve o impulso inicial de pisar no mar, mas ficou impressionado com as ondas. Naturalmente, clamou por socorro. Não há nada de errado com isso. Se você estiver afundando, abra seu coração para Deus. A mão divina o alcançará e o carregará para a segurança.

Seção 5. Invertendo a ironia e a injustiça

Como Jeremias, Tábita (Dorcas) era talentosa em seu ofício. Parece que ela era muito produtiva e talentosa – fazendo todas as coisas certas. No entanto, ela morreu. Embora não haja indicação nas Escrituras de que isso tenha sido um castigo, pode parecer uma ironia que alguém faça um bom trabalho, viva bem e ainda morra cedo demais. Tais situações certamente parecem injustas.

Pedro não está impressionado com a aparente finalidade da morte, e ele coloca todos para fora da sala [assim como ele viu Jesus fazendo ao ressuscitar a filha de Jairo na Lição da semana passada]. Ele a chama pelo nome, oferece sua mão e a levanta. Aqui está outra possibilidade metafórica. Pedro não está apenas ajudando-a a se levantar, mas também a tirando da crença na morte (B17, Atos 9:36-41). 

A Bíblia promete que a tristeza não é o resultado de um trabalho bem feito. Em vez de esgotamento e decadência, alegria e felicidade aguardam o dia, “e deles fugirão a dor e o gemido” (B18, Is 51:11). 

O livro-texto da Ciência do Cristo nos lembra que “O sublime fato de que Deus governa tudo com amor, sem jamais castigar nada a não ser o pecado…”  (CS21, p. 412). Às vezes podemos sentir que todo o nosso bom trabalho é em vão, ou pior, que acabaremos pagando um alto preço por isso. Como Ciência e Saúde declara, não é assim que Deus trabalha – “Deus jamais castiga o homem por agir corretamente, por um esforço honesto ou por atos de bondade, embora isso o exponha à fadiga, ao frio, ao calor, ao contágio. Se o homem parece ser penalizado na matéria, isso é apenas uma crença da mente mortal, não um decreto da sabedoria…” (CS22, p. 384).

Seção 6. Divinamente autorizado

Como vimos, Jeremias, Jesus, Pedro e outras figuras bíblicas receberam sua autoridade espiritual de Deus. Na visão de João (B19, Ap. 10:1,8,10) um anjo aparece envolto em nuvem, e uma voz o convida a pegar um livrinho de sua mão, abri-lo e comê-lo. Aqui, novamente, o uso das mãos desempenha um papel na ilustração, representando o poder e a autoridade de Deus. Aqui a João é oferecido um presente da mão autorizada de um anjo. Observe que o anjo não joga o livro para João. Ele é instruído a pegá-lo com sua própria mão. Ele tem que fazer um esforço para estender a mão, agarrar o livro e consumi-lo.

É possível sermos dotados de autoridade espiritual hoje? Mary Baker Eddy pensava assim. Na verdade, ela nos diz que nós também devemos exercer nossa autoridade espiritual. Ela aponta que na visão de João, “Esse anjo ou mensagem que vem de Deus, envolto em nuvem, prefigura a Ciência divina” (CS24, p. 558). A nuvem simboliza que as verdades espirituais da Ciência Cristã podem parecer obscuras ao sentido mortal. Mas se recebidas com uma intenção honesta e sincera, essas verdades são totalmente compreensíveis e demonstráveis.

Seção 7. Não se esqueça da gratidão!

Nos Salmos, nos é prometido que a mão de Deus está continuamente aberta a “a todo vivente”. Nada é retido (B20, Sl 145:9,13,16). Somos chamados a cantar canções de regozijo e gratidão por tudo que Deus fez, está fazendo e continuará a fazer (B21, Sl 98:1).

Há um aforismo que afirma, para cada “sim” há um “não”. Isso também é verdade em nosso crescimento espiritual. Cada passo em direção a Deus e à bondade é um passo longe do pensamento baseado na matéria (CS25, p. 213). Ao longo dos Salmos, somos constantemente lembrados de reconhecer e expressar gratidão pela bondade de Deus para conosco. Você já esqueceu de ser grato?

Certa vez, nosso filho em idade pré-escolar teve uma tosse persistente. Oramos com vários praticistas por mais de um ano e meio, mas com poucos resultados. Na verdade, ouvir aquela tosse era muito irritante. Os vizinhos estavam preocupados em deixar seus filhos brincarem com ele. Um vizinho nos disse que ele soava como o filho dela, que tinha asma. Certa manhã de domingo, ele parecia pálido e apático. Minha esposa estava com medo e me pediu para ficar em casa e orar por ele; e se ele não melhorasse, por favor, chamasse alguém para ajudar. Orei, mas precisava de apoio, então liguei para outro praticista que aceitou o caso e me pediu para ligar de volta em quarenta e cinco minutos. Continuei a orar, e nosso filho ficou um pouco mais ativo e queria assistir desenhos animados. Liguei de volta na hora marcada e, ao contar a ele sobre o pequeno progresso, acho que soei um pouco pensativo. Ele fez uma pausa, e então perguntou: “Você está grato?”.

Se eu não era, então, certamente me tornei. Engoli aquele bocado de sabedoria espiritual e, quando minha esposa voltou da igreja, nosso filho estava visivelmente melhor. A cura foi concluída em alguns dias. Nunca esquecerei o impacto que a gratidão teve nessa situação. A autora de Ciência e Saúde também enfatiza a gratidão. Ela diz que, pela vitória sobre um único pecado, “…damos graças e enaltecemos o Senhor dos Exércitos” (CS26, p. 568).

Por quê?  Porque a vitória final implica necessariamente que não há mais nada para nos acusar.  Todas as falsas acusações que nos condenam, quer pensemos que as merecemos ou não, se dissolvem na presença da graça de Deus.  Qualquer que seja o desafio que você esteja enfrentando, a mão de Deus está disponível para salvá-lo.  Nós só precisamos nos lembrar de estender a mão para a mão divina – para abrir nossas mãos e coração para Deus com completo arrependimento e expectativa.

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A equipe de tradução para o português é composta por Martha Henriques, Laura Soriano Yawanawa, 

Elisabeth Zir Friedrichs, Ovídio Trentini, formatação de Ana Paula Steffler e revisão geral de Miguel De Castro. Visite o site Associação dos Alunos de Ciência Cristã do Professor Orlando Trentini, CSB. Ali você encontrará esta tradução e as anteriores para estudo, podendo baixar e partilhar esse copo de água fresca com seus amigos.

Os estudos metafísicos dos Cedros sobre o estudo diário da Lição Bíblica da Ciência Cristã, contendo ideias de aplicação metafísica, são oferecidos, durante todo o ano, para que os amigos da Ciência Cristã vejam e demonstrem o grande valor do estudo diário da LB.

Os Cedros são um suplemento para a LB. O estudo em inglês será publicado na 2a. feira no link https://cedarscamps.org/inspiration/

 

 

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