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CIÊNCIA CRISTÃ – LIÇÃO BÍBLICA

[“…Paz seja contigo! Sê forte, sê forte…”]

“O Homem”
28 de fevereiro a 06 de março de 2022

Estudo preparado por:

Christie C. Hanzlik, C.S.         Boulder, Colorado, EUA 

ccern@mac.com • christiecs.com

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Abreviações: Bíblia JFA Revista e Atualizada – B; Bíblia na Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH; Bíblia A Mensagem – MSG; Ciência e Saúde – CS ou C&S; Lição Bíblica – LB; Acampamento dos Cedros –  CedarS

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Introdução: Texto Áureo e Leitura Alternada

As palavras divinas do livro de Daniel falam a nós diretamente, hoje: “… Não temas, homem muito amado! Paz seja contigo! Sê forte, sê forte” (Daniel 10:19, Texto Áureo e citação B20). Esta mensagem está no Texto Áureo (ou ideia principal) da Lição desta semana e é repetida na seção final. Ao lermos essa promessa, podemos colocar nosso nome no lugar de “homem” para sentir as palavras divinas de conforto falarem a nós, individualmente. E podemos ter certeza de que, coletivamente, elas são uma promessa para toda a família humana agora mesmo. Se orarmos com elas como uma declaração universal e coletiva, a frase soa como um conforto do nosso Pai divino: “Ó [filhos] muito amados, não temam: paz seja convosco! Sejais fortes, sejais fortes”. No contexto das escrituras, é útil considerar a palavra “homem” tanto individual como coletivamente. Todos podemos descobrir na Lição desta semana sobre “O homem” exatamente a inspiração de que precisamos. A Mente divina fala diretamente a cada um de nós de uma maneira que podemos ouvir e entender. A comunicação da Mente divina para nós, chamada Cristo, é direta e reconfortante e podemos reconhecer o alento do Cristo falando a nós como o “aquietai-vos” às nossas preocupações. O elo Cristo une a Mente divina e o homem (nós) sem exceção. É individual e coletivo. O elo Cristo é verdadeiro para cada um de nós e para todos agora e sempre.

Na minha leitura a Lição Bíblica desta semana sobre “O homem” clarifica nosso elo-Cristo com a Mente divina. Esse elo é difícil de expressar em palavras. A língua inglesa tem cerca de 170.000 palavras, mas elas ainda parecem insuficientes para descrever a profundidade e significado da nossa unidade com o divino. Mesmo se buscarmos todas as palavras de todas as línguas, no universo inteiro, elas ainda não conseguiriam descrever completamente a admiração que sentimos num único momento de percepção consciente da nossa unidade com a Mente infinita. Filósofos da linguagem como Ludwig Wittgenstein argumentam que “Os limites da minha linguagem implicam os limites do meu mundo”, o que basicamente significa que se não temos as palavras para descrever alguma coisa, não conseguimos compreendê-la. Mas podemos superar as limitações da linguagem por meio da oração. A inspiração espiritual nos capacita a ir além das palavras e dos limites e compreender a infinidade da Mente divina e o elo-Cristo com essa Mente. Podemos estar alerta e afirmar que a linguagem não pode limitar nossa inspiração ou concepção do divino. Além do mais, nossa inspiração espiritual nos habilita a ultrapassar o pensamento de “homem” como termo limitado ao macho da espécie, e podemos entender “homem” como abrangendo todas as ideias elevadas da Mente divina. “Homem é o nome de família para todas as ideias — os filhos e as filhas de Deus” (CS28, p. 515).

Esse conforto do Cristo, ou comunicação divina, fala a nós além dos limites da linguagem. A Leitura Alternada traz a comunicação divina ouvida pelo profeta Isaías. Ele ouviu essa mensagem: “Porque eu sou o Senhor, teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador; … ‘Visto que foste precioso aos meus olhos, digno de honra, e eu te amei’” (Isaías 43:3,4). Podemos receber essas palavras, que atravessaram os séculos, como um conforto hoje, nos nossos momentos de aflição. Elas estão falando a cada um de nós individualmente e a todos nós coletivamente. Prometem conforto ao seguirmos o caminho da paz. Aqueles que entendem sua natureza espiritual podem sentir a paz como “Cada um servirá de esconderijo contra o vento, de refúgio contra a tempestade, de torrentes de águas em lugares secos e de sombra de grande rocha em terra sedenta” (Isaías 32:2).

Muitos de nós estão agora orando por causa do conflito entre Ucrânia e Rússia. A promessa que Isaías ouviu atende diretamente essa situação. Nossa oração nos habilita a ter um senso verdadeiro de “refúgio contra a tempestade”, de proteção contra a tormenta. Podemos olhar além da aparência externa da guerra e ver a quietude do elo-Cristo nos protegendo e dando a cada um, e a todos, paz em meio ao tumulto.

Nossos olhos podem ver e nossos ouvidos podem ouvir essa paz. Conforme lemos em Isaías: “O efeito da justiça será paz, e o fruto da justiça, repouso e segurança, para sempre”. Cada um de nós como indivíduo ou todos nós coletivamente podemos aceitar a promessa divina que se encontra em Isaías: “O meu povo habitará em moradas de paz, em moradas bem seguras e em lugares quietos e tranquilos” (Isaías 32:2-18). Essa promessa simples é uma poderosa oração pela paz.


Seção 1. Forme modelos perfeitos no pensamento.

Na minha visão, a primeira seção nos pede que estejamos dispostos a abandonar um velho modelo limitado sobre o que é o homem e a aceitar um novo, ilimitado. Conforme lemos em Efésios, podemos deixar de ensaiar e repetir as palavras mundanas sobre o homem – que é cheio de problemas, conflitos e degeneração – e nos dispormos a sintonizar uma imagem divina do homem, de que é bom e puro. Podemos fixar nossa visão nesse homem perfeito, individual e coletivamente, que é um com a Mente divina. Essa é a visão pura, verdadeira e íntegra do homem. Essa visão purificada é o homem da paz, que existe sem conflito, opinião pessoal ou dissensão de qualquer tipo (B3, Efésios 4:22, e B5 Salmos 37:37).

Em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker Eddy declara sucintamente: “Na Ciência divina, o homem é a imagem fiel de Deus”. Isso não significa que olhamos as pessoas ao nosso redor e concluímos que elas nos mostram como é Deus. Não. Observar as pessoas para determinar o que Deus é seria torná-Lo semelhante ao homem. Em vez disso, para compreender uma visão espiritual do homem, concentramo-nos em conhecer a Deus e então entendemos que “o homem é a imagem fiel de Deus” (CS1, p. 259). Essa “nova” visão requer oração, o que significa recusarmos um modelo limitado de homem e estarmos dispostos a buscar “o modelo verdadeiro” (CS2, p. 409).

Felizmente, em Ciência e Saúde Mary Baker Eddy dá instruções sobre como abandonar o modelo limitado de homem e aceitar o modelo verdadeiro, que em Efésios é descrito como “novo homem”. Ao lermos essas palavras em Ciência e Saúde podemos ter certeza de que essas afirmações corrigem qualquer modelo limitado que tenhamos aparentemente aceito em nossa experiência, quer seja de nós mesmos, ou de outras pessoas, de igreja, de comunidade global, e assim por diante. Ela escreve: “Qual é o modelo que está diante da mente mortal? Será a imperfeição, a alegria, a tristeza, o pecado, o sofrimento? Aceitaste o modelo mortal? Acaso o estás reproduzindo? Então ficas assombrado em teu trabalho por escultores maus e formas hediondas. Não ouves a humanidade toda falar do modelo imperfeito? O mundo o coloca continuamente diante de teus olhos. O resultado é que ficas sujeito a seguir esses padrões inferiores, a limitar a obra de tua vida e a adotar na tua experiência o contorno anguloso e a deformidade dos modelos da matéria” (CS3, p. 248).

‘Para remediar isso, temos primeiro de volver o olhar para a direção certa, e então seguir esse caminho. Precisamos formar modelos perfeitos no pensamento e contemplá-los continuamente, senão nunca os esculpiremos em uma vida sublime e nobre. Que o desprendimento do ego, o bem, a misericórdia, a justiça, a saúde, a santidade, o amor — o reino dos céus — reinem em nós, e o pecado, a doença e a morte diminuirão até finalmente desaparecerem’ ” (CS3, p. 248).

“Que apareçam o ‘homem e mulher’ da criação de Deus. Sintamos a energia divina do Espírito, que nos traz a uma vida nova e que não reconhece nenhum poder, mortal ou material, capaz de praticar destruição. Regozijemo-nos por estarmos sujeitos às divinas ‘autoridades que existem’. Essa é a verdadeira Ciência do existir’” (CS4, p. 249).

Podemos estar abertos a ver como o Amor vê e conhecer como a Mente conhece, ao contemplarmos o modelo verdadeiro sobre nós mesmos, sobre a humanidade, a igreja e toda a comunidade global. Podemos aplicar a ideia de formarmos um modelo mais perfeito no pensamento não apenas de nós mesmos, isso pode ser uma oração para toda a humanidade. Por exemplo: ao formarmos “modelos perfeitos no pensamento” sobre o reinado universal da paz e da harmonia global, podemos “contemplá-los continuamente” e então “os esculpiremos em uma vida sublime e nobre” nas comunidades globais.

O conceito de formar um modelo mais perfeito no pensamento pode ser resumido pela frase moderna “visualize a paz mundial”. E podemos elevar essa frase – “visualize a paz mundial” – ao próximo nível quando percebemos que a oração eficaz vê toda a humanidade como a Mente divina nos vê – perfeitamente – e abandonamos um senso pessoal ou uma opinião pessoal de qualquer tipo. Ao agirmos assim, podemos reconhecer ativamente que “o desprendimento do ego, o bem, a misericórdia, a justiça, a saúde, a santidade, o amor — o reino dos céus…” já reinam supremos e universais, dentro de nós e por toda parte.

 

Seção 2. “Que o desprendimento do ego…reine em nós…” (CS3, p. 248).

A segunda seção traz o relato da amizade entre Jônatas e Davi, e de como Jônatas ajudou a manter Davi a salvo do plano do Rei Saul para matá-lo. Jônatas herdaria o trono de seu pai, o Rei Saul, então ele tinha muito a ganhar caso Saul matasse Davi. Ainda assim, a abnegação, a integridade e a lealdade a um senso mais elevado de bondade não permitiram que ele traísse seu amigo (B9, 1Samuel 19:1,2,4,6,7).

Por fim, Jônatas fez um acordo com a casa de Davi, e lhe jurou lealdade (Samuel 20). Ele estava comprometido com sua devoção à paz, amizade e integridade, em vez de buscar o poder e fortuna temporários que ele encontraria no trono. Como filho do rei, Jônatas tinha muito mais poder político que Davi, mas mostrou compaixão e justiça para com ele, seu cunhado, ao alertar sobre o perigo vindo da parte do rei. Gerações mais tarde, da casa de Davi, veio Cristo Jesus, e então a proteção leal de Jônatas a Davi também evidencia a proteção ao desdobramento da ideia Cristo ao longo dos tempos. Colocando de forma simples, a integridade e a retidão de Jônatas são um modelo de como é deixar “Que o desprendimento do ego, o bem, a misericórdia, a justiça, a saúde, a santidade, o amor — o reino dos céus — reinem…” (CS5, p. 248).

A segunda seção inclui as palavras de Isaías que também estão na Leitura Alternada: “Cada um servirá de esconderijo contra o vento, de refúgio contra a tempestade, de torrentes de águas em lugares secos e de sombra de grande rocha em terra sedenta” (B7, Isaías 32:2). Para Davi, a segurança proporcionada pela amizade e lealdade de Jônatas deve ter parecido com um “esconderijo contra o vento” das tentativas de Saul. O caráter de Jônatas foi um modelo de “refúgio contra a tempestade” e “sombra de grande rocha em terra sedenta”. Ele era um homem de paz, uma expressão da “imagem fiel de Deus” (CS1, p. 259).

Nossa relação uns para com os outros se dá por meio da compreensão em comum que temos acerca do bem, Deus. Ao reconhecermos Deus, o bem, como a fonte verdadeira da nossa unidade, sentimos conexões mais pacíficas, genuínas e significativas uns com os outros. Conexões verdadeiras e espirituais são permanentes porque tem sua base na compreensão que compartilhamos do bem, e não na proximidade física. Essa compreensão é nosso elo e nossa fraternidade verdadeiros. Jônatas e Davi tinham em comum uma compreensão do bem que triunfou sobre a trama mortífera de Saul. Esse tipo de fraternidade transcendeu os laços de sangue e resultou em paz e prosperidade. Mary Baker Eddy a descreve: “Os ricos em espírito ajudam os pobres em uma grande fraternidade, na qual todos têm o mesmo Princípio, o mesmo Pai; e abençoado é aquele homem que vê a necessidade de seu irmão e a satisfaz, buscando o seu próprio bem no bem que proporciona a outrem” (CS8, p. 518).

 

Seção 3. “Que… o bem. … reine em nós” (CS3).

No meu entendimento, a seção 3 oferece uma pausa para reflexão na Lição, para se considerar a quietude e segurança que sentimos com a proteção do Amor. De Deuteronômio, aprendemos que “O amado do Senhor habitará seguro com ele; todo o dia o Senhor o protegerá, e ele descansará nos seus braços” (B10, Deuteronômio 33:12). Vale a pena parar em oração e refletir sobre essa promessa profética, e deixar que ela refresque nossas esperanças como “torrentes de águas em lugares secos” (B7, Isaías 32:2).

Mesmo em face de imagens gráficas da mídia em contrário, minhas orações me levam a afirmar que as pessoas da Ucrânia habitam em segurança agora mesmo, habitam nos braços do Senhor. Isso é muito mais do que uma oração pela paz no estilo Poliana. É olhar além das aparências para ver a segurança delas na “história eterna”. Conforme Mary Baker Eddy explica: “A relação entre Deus e o homem, o Princípio divino e a ideia divina, é indestrutível na Ciência; e a Ciência não conhece nenhum desvio da harmonia nem retorno à harmonia, mas sustenta que a ordem divina, ou seja, a lei espiritual, na qual Deus e tudo o que Ele cria são perfeitos e eternos, permanece inalterada em sua história eterna” (CS10, p. 470).

Exatamente onde parece haver ódio e conflito, podemos ver os filhos da Mente divina envoltos em segurança e paz. Agora mesmo, estamos todos usando “A armadura da natureza divina” (título marginal da citação CS11, p. 571). Podemos afirmar para toda a humanidade, individual e coletivamente, “Revestido com a armadura do Amor, tu não podes ser atingido pelo ódio humano. O cimento de uma humanidade mais elevada unirá todos os interesses na natureza divina, que é una e única” (CS11, p. 571).

O “cimento de uma humanidade mais elevada” é uma metáfora interessante para a paz verdadeira. Numa carta que Mary Baker Eddy escreveu para a primeira igreja da Ciência Cristã no sul dos Estados Unidos, em Atlanta, Georgia, ela declara: “…As orações silenciosas das nossas igrejas, ressoando pelos tênues corredores do tempo, avançam como ondas sonoras, um diapasão de batidas de corações, vibrando de um púlpito a outro e de um coração a outro, até que a verdade e o amor, unindo-se numa oração justa, envolvam e cimentem a raça humana… O governo do Amor divino deriva sua onipotência do amor que cria no coração do homem; porque o amor é convergente, e não há lealdade separada do amor” (The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany, Mary Baker Eddy, p. 187:20; p. 189:9–17 – A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Miscelânea, de Mary Baker Eddy [Tradução livre]).

 

Seção 4. “Deixe a misericórdia, justiça… reinar em nós…” (CS3).

A quarta seção retoma a história de Saul tentando matar Davi, explicando que Davi continuou a encontrar refúgio da animosidade de Saul (B12, 1Samuel 23:9,14). A confiança de Davi no Amor divino habilitou-o a “morar numa habitação pacífica, e em habitações seguras, e em lugares tranquilos de descanso” (Isaías 43:3-18). As lutas de Davi com Saul forçaram o futuro rei a se apoiar ainda mais em sua fé.

Observe que Davi nunca retaliou contra a agressividade de Saul. Davi teve motivos, oportunidades e meios para matar Saul, mas Davi mostrou misericórdia. De uma perspectiva limitada, a misericórdia de Davi para com Saul pode parecer estúpida. Mas Davi confiava em Deus mais do que em sua opinião pessoal, e confiava que Deus havia designado Saul, e seria um pecado contra Deus prejudicar Saul. Ele confiava que a misericórdia e a justiça eram dirigidas por Deus, não dirigidas por humanos, e confiava na supremacia de Deus.

Quando nos encontramos em situações semelhantes a Saul e sentimos que o mundo está contra nós, podemos ser tentados a sentir que estamos sendo alvo de ódio, animosidade, injustiça ou malícia. Poderíamos nos sentir tentados a sentir retaliações. Mas essas sugestões desamorosas não são pessoais… elas não têm origem. Assim como Davi estava a salvo de Saul, nós também podemos ficar livres de situações semelhantes às de Saul, pois nos recusamos a associar esses atributos desamorosos a uma pessoa em particular e nos recusamos a aceitar sugestões de desarmonia. Como Mary Baker Eddy escreve: “Nada é real e eterno — nada é o Espírito — a não ser Deus e Sua ideia. O mal não tem realidade. Não é pessoa, nem lugar, nem coisa, mas é simplesmente uma crença, uma ilusão do senso material” (CS13, p. 71).

Às vezes, pode parecer que somos nosso pior inimigo quando enfrentamos a tentação da autocrítica, da autocondenação ou até da auto-aversão. Mas essas sugestões não vêm realmente de dentro. Todas essas são opiniões falsas baseadas em uma visão limitada de nós mesmos. À medida que nos afastamos das opiniões pessoais e nos vemos como o Amor divino nos vê, toda autocondenação cessa. A opinião pessoal também é conhecida como “sentido pessoal”, o que significa olhar para nós mesmos e para os outros de uma perspectiva limitada e não da perspectiva ilimitada e amorosa da Mente divina. Através da oração, podemos eliminar o senso pessoal. Quando sugestões autocríticas chegam até nós, podemos PARAR e afirmar: “Estes não são meus pensamentos. Esses pensamentos não vêm de mim ou da Mente divina”. Sugestões de autocondenação podem nos fazer sentir como se tivéssemos nosso próprio Saul correndo atrás de nós. Mas nós não. Estamos a salvo do senso pessoal (e de Saul pessoal) à medida que cedemos à autoridade da Mente divina. Como Mary Baker Eddy explica: “Em paciente obediência a um Deus paciente, devemos labutar para dissolver, com o solvente universal do Amor, a dureza adamantina do erro — a vontade do ego, a justificação do ego e o amor ao ego — que faz guerra contra a espiritualidade e é a lei do pecado e da morte” (CS14, p. 242).  

Também podemos aplicar esse conceito em escala global. Pode parecer tentador deixar o ódio, o ressentimento ou o desejo de retaliação contra um governante despótico ou inimigo nos consumir. Podemos nos sentir justificados por estar zangados ou impacientes, mas sabemos que esse não é o caminho para a saúde e a santidade. A raiva não é o caminho para a paz. Mary Baker Eddy escreve por experiência própria quando explica: “Os amigos te trairão e os inimigos te caluniarão, até que a lição seja suficiente para te elevar; pois ‘a extrema necessidade do homem é a oportunidade de Deus’. Esta autora passou pela experiência dessa profecia e suas bênçãos. É assim que Deus ensina os mortais a se desfazerem da carnalidade e ganhar a espiritualidade. Isso se faz por meio da renúncia ao ego. O Amor universal é o caminho divino na Ciência Cristã’ ” (CS15, p. 266).

 

Seção 5. “Deixe…santidade…reinar dentro de nós…” (CS3).

A seção 5 começa com a mensagem promissora de 1João, de que, embora ainda não compreendamos completamente tudo sobre nós mesmos, temos um modelo para olhar – o Cristo – e ao mantermos o modelo cristão em pensamento… como ele (B14, 1João 3:1-3).

Cristo é a comunicação da Mente divina para nós, que nos torna conscientes de nossa inseparabilidade. Ser o homem semelhante a Cristo é ser o homem que está constantemente ciente de nossa unidade com a Mente divina e está constantemente ouvindo e conhecendo os pensamentos da Mente divina. Embora isso possa parecer uma impossibilidade, temos o modelo de Cristo Jesus como nosso guia, para nos mostrar o caminho para a saúde e a santidade, para nos mostrar que isso é possível. Não encontramos saúde e santidade seguindo um modelo mundano do que devemos ser. Encontramos saúde e santidade deixando que a vontade da Mente divina preencha todos os nossos pensamentos. Em Romanos, lemos: “ não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (B15, Romanos 12:2).

Mary Baker Eddy oferece uma visão sobre como se afastar do modelo mundano do que devemos ser. Ela escreve: “Em um mundo de pecado e de sensualidade, que se apressa em conseguir maior poder, é bom pensar seriamente mente humana ou a Mente divina que nos está influenciando” (CS16, p. 82).

Todos nós podemos olhar além de um modelo limitado de existência. Como Mary Baker Eddy afirma: “Os mortais precisam olhar para além das formas finitas que se desvanecem, se quiserem obter o verdadeiro senso das coisas. Onde é que o olhar repousará, senão no reino insondável da Mente? Temos de olhar para onde queremos caminhar, e temos de agir como possuidores de todo o poder dAquele em quem existimos” (CS17, p. 264).

O processo de aceitar e seguir um modelo superior de existência pode parecer assustador, como uma enorme montanha inescalável. Mas o processo começa com vontade. Como Mary Baker Eddy explica: “A disposição de tornar-se como uma criança e de deixar o velho pelo novo faz com que o pensamento seja receptivo à ideia avançada. A satisfação de deixar os falsos pontos de referência e a alegria de vê-los desaparecer — essa disposição contribui para apressar a harmonia final. A purificação do senso humano e do ego é uma prova de progresso” (CS18, p. 323).

Não encontraremos a perfeição se olharmos para as pessoas ao nosso redor ou as pessoas nas capas de revistas como o modelo do que devemos ser. Em vez disso, nossa perfeição vem da percepção de nossa inseparabilidade da Mente divina, que somos realmente a ideia da Mente divina – como pode uma ideia ser separada da Mente que a pensa? À medida que vemos esse modelo de perfeição e percebemos que já o temos, a perfeição é nossa experiência. Como Mary Baker Eddy explica: “A grandiosa verdade na Ciência do existir, de que o homem real era, é, e sempre será perfeito, é incontrovertível; pois se o homem é a imagem, o reflexo, de Deus, não é nem invertido nem subvertido, mas é reto e semelhante a Deus” (CS19, p. 200).

 

Seção 6. “Deixe… a saúde…reinar dentro de nós…” (CS3).

A sexta seção inclui a história da mulher com fluxo de sangue que toca a orla das vestes de Cristo Jesus. Para mim, esta mulher estendendo o braço para tocar a bainha do manto de Cristo Jesus exemplifica a “vontade” de olhar para um novo modelo de saúde (B18, Lucas 8:40,43-48). Ela estava disposta a abandonar a velha visão de si mesma e alcançar um modelo mais elevado — o modelo cristão — de ser.

Era a missão de Cristo Jesus revelar o modelo cristão de ser para nós, individual e coletivamente. Como Mary Baker Eddy escreve: “Sua missão foi revelar a Ciência do existir celestial, provar o que Deus é, e o que Ele faz pelo homem” (CS22, p. 26).

Ao nos aproximarmos voluntariamente desse modelo cristão, também encontraremos a verdadeira saúde, tanto no corpo quanto no mundo. Embora possa haver muitos modelos mundanos de como é a saúde, todos eles incluem a morte… o chamado fim do ser. O verdadeiro modelo de saúde não inclui a morte. O verdadeiro modelo de saúde é o ser harmonioso. O ser é eterno, sem começo e sem fim. Nosso ser é definido por nosso vínculo de Cristo com a Mente eterna. Enquanto a Mente divina nos conhece, existimos e temos nosso ser. Como a Mente divina conhece tudo e não tem começo nem fim, não há momento em que nosso ser seja desconhecido e, portanto, nosso ser sempre é harmonioso.

À medida que sentimos nosso vínculo com Cristo e nos conhecemos como a Mente divina nos conhece, essa compreensão se torna nossa experiência. Se nos encontramos em uma situação em que não estamos sentindo esse vínculo de Cristo, podemos metaforicamente alcançar a orla da veste de Cristo e alcançar esse novo modelo de ser. Tal como acontece com a mulher com o fluxo de sangue, nosso primeiro passo é ir além das “formas finitas desbotadas” que descrevem como “sangue se precipita loucamente pelas veias ou flui com dificuldade pelos seus canais enrijecidos” (CS25, p. 373). E, em vez disso, alcançamos a visão de Cristo, e “Que o desprendimento do ego, o bem, a misericórdia, a justiça, a saúde, a santidade, o amor — o reino dos céus — reinem em nós, e o pecado, a doença e a morte diminuirão até finalmente desaparecerem” (CS3, p. 248).

 

Seção 7. “Deixe…amor—o reino dos céus—…reinar dentro de nós…” (CS3).

A seção final abre com outra promessa profética da Mente divina: “Sim, eu te amei com amor eterno; por isso com benignidade te atraí” (B19, Jeremias 31:3). Pelo que entendi, essa promessa nos diz que, assim como estamos alcançando o Amor divino, o Amor divino também está nos atraindo. É reconfortante saber que o Amor divino está nos abraçando ativamente, prometendo-nos individual e coletivamente: “Ó [filhos] muito amados, não temais: a paz seja convosco, sejam fortes, sim, sejam fortes” (B20, Daniel 10:19).

Se ficarmos quietos e ouvirmos, podemos ouvir a promessa da Mente divina para nós: “Vocês são todos os filhos da luz e os filhos do dia” (B22, 1Tessalonicenses 5:5).

As promessas proféticas nas Escrituras de Jeremias, Daniel, Paulo e outros falam conosco acima do clamor dos eventos mundiais. Cada um desses profetas viveu em uma época de despotismo, guerra e fome e ainda assim podia ver a visão cristã — a visão verdadeira — de conforto e segurança. Eles viram que o homem – “os filhos da luz e os filhos do dia” – estão eternamente fora do alcance do ódio e da animosidade, além do alcance de qualquer Saul pessoal ou senso pessoal.

Como Mary Baker Eddy escreve: “O homem é a ideia do Espírito; ele reflete a presença beatífica, a inundar de luz o universo. O homem é imorredouro, espiritual. Está acima do pecado e da fraqueza. Ele não atravessa as barreiras do tempo para entrar na vasta eternidade da Vida, mas coexiste com Deus e o universo” (CS29, p. 266).

Na compreensão inspirada das Escrituras, a palavra “homem” não é definida como masculina. Inclui todos nós, individual e coletivamente. As promessas que a Mente divina faz ao “homem” são promessas para nós como indivíduos e também verdadeiras para toda a família universal. Essas promessas podem nos ajudar em um tempo em que a guerra ameaça com violência e destruição para descobrir a paz e a segurança — a verdadeira santidade.

Podemos descobrir que o Reino dos Céus reina dentro de nós, individual e coletivamente. O Reino dos Céus, como Mary Baker Eddy o define, é “O reino da harmonia na Ciência divina; o âmbito da Mente onipotente, infalível e eterna; a atmosfera do Espírito, onde a Alma é suprema”.

(CS, p. 590:1) Que oração simples e profunda saber que todos nós temos o Reino dos Céus reinando dentro de nós.

Cada um de nós reflete para sempre o altruísmo, a bondade, a misericórdia, a justiça, a saúde, a santidade, o amor da Mente divina, que não tem gênero e não se limita a um determinado tempo ou espaço. Como Mary Baker Eddy afirma: “O homem e a mulher, coexistentes e eternos com Deus, refletem para sempre, em qualidade glorificada, o infinito Pai-Mãe Deus” (CS30, p. 516).

 

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A equipe de tradução para o português é composta por Martha Henriques, Laura Soriano Yawanawa, Ovídio Trentini, formatação de Ana Paula Steffler e revisão geral de Miguel De Castro. Visite o site Associação dos Alunos de Ciência Cristã do Professor Orlando Trentini, CSB. Ali você encontrará esta tradução e as anteriores para estudo, podendo baixar e partilhar esse copo de água fresca com seus amigos.

Os estudos metafísicos dos Cedros sobre o estudo diário da Lição Bíblica da Ciência Cristã, contendo ideias de aplicação metafísica, são oferecidos, durante todo o ano, para que os amigos da Ciência Cristã vejam e demonstrem o grande valor do estudo diário da LB.

Os Cedros são um suplemento para a LB. O estudo em inglês será publicado na 2a. feira no link https://cedarscamps.org/inspiration/

 

 

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